janeiro 28, 2010

Mc Rappórter e Sisters na Festa dos Bixos 2010

Por Renato Fernandes

A Festa do Bixo 2010, evento promovido pela Jonas Colaute Propaganda e Eventos, acontece no dia 5 de fevereiro, já definiu suas atrações, trata-se das animadoras de plateia do programa Brothers (Rede TV) “Sisters”, Mariana Skieres, Ana Rosa Tanos, Tatiane Dias  e o ‘MC Rappórter’ acompanhado do Vigarista.

O evento mantém a tradição de trazer atrações de renome nacional, para entregar a premiação a melhor aluna do Colégio Anglo de 2009, o estudioso receberá um carro Celta 2010, zero quilômetro. ”Ano passado tivemos a participação do jogador de futebol Biro Biro”, explica o empresário Jonas Colaute.

A festa começará por volta das 20 horas, no próprio Anglo, na Avenida Santana, nº 653. Após a meia-noite, a festa tem prosseguimento na Casa Noturna Éden. “A festa tem como objetivo comemorar a entrada dos alunos na universidade. Após um ano de estudo puxado, nada melhor que uma boa festa. Os estudantes do Colégio que passaram no vestibular ganham o ingresso para a Éden”, antecipa Colaute.

As chaves do carro será entregue ao melhor aluno pelo Mc Repórter, o músico é uma das principais atrações do Programa Brothers. Sua missão é entrevistar personalidades, utilizando rimas para compor as perguntas. Na maioria dos casos os entrevistados tentam acompanhar, mas poucos conseguem.

No cenário musical o ‘MC Rappórter’ é conhecido como Max B.O, nome artístico de Marcelo Silva, seu trabalho é consolidado por parcerias de peso como: Trio Mocotó, Funk Como Le Gusta, Marcelo D2, além de apresentações com Seu Jorge, Nação Zumbi, O Rappa e internacionais como Afrika Bambaataa, Zion I e De La Soul.

O artista transita livremente entre os territórios do rap e do repente nordestino.

Max atuou no longa “Antonia”, de Tata Amaral (Coração da Selva), como assistente de direção no média metragem sobre rima de improviso “Versificando”, de Pedro Caldas (13 Produções).



Começa a venda de ingressos para o show de "Victor e Leo"

As produtoras do show com a dupla sertaneja “Victor e Leo”, em Botucatu, no dia 7 de março, iniciará a venda de ingressos, sexta-feira (29/02). “Estamos acertando os pontos de vendas e divulgaremos assim que eles estiverem estabelecidos”, explica o empresário Marcelo Carbonari.

O palco para a apresentação será armado no recinto de exposições da JVC Eventos. O primeiro lote de ingressos estará à venda por  R$ 20 (estudantes); R$ 25 (pista com desconto), R$ 40 (Área Vip) e a reserva de camarote para dez pessoas fica em R$ 1 mil.
A dupla é conhecida no meio universitário por sua versatilidade em colocar interpretar no estilo pop, sem perder a essência da música sertaneja.

Em 2009, duas canções, ao mesmo tempo, integraram a trilha da novela Paraíso, às 18 horas, na Rede Globo. Uma como tema de abertura, o clássico “Deus e Eu no Sertão”, e a romântica “Nada Normal”, tema das personagens Rosinha (Vanessa Giácomo) e Terêncio (Alexandre Nero).

Informações sobre camarote e ingressos, podem ser obtidas pelo telefone: (14) 3813-5450.

Pensar que já caçamos até Chupa-cabras

Limpando minhas velharias encontrei uma pasta estranha cheia de segredos.  Em seu interior estavam guardados recortes do período em que caçávamos chupa-cabras. Éramos uma equipe de jornalistas do Diário da Serra, no grupo Haroldo Amaral, eu (Renato Fernandes) e os fotógrafos Sidney Trovão e Marcelino Dias. Tínhamos até a figura do chargista Marcos Spernega, em atividade.

Tudo ocorreu em 1997, com a entrevista de um fazendeiro de Pardinho ao programa A Marreta, da Rádio Municipalista, após levar a notícia para toda Botucatu nas ondas do rádio, o proprietário de terras procurou o jornal, e coube a eu ouvir e escrever os primeiros relatos sobre o aparecimento do estranho ser que sugava o sangue de ovelhas.

No dia anterior a essa entrevista o homem havia assistido o popular Programa do Ratinho, na pauta do apresentador uma matéria sobre o famigerado ser que havia atacado uma granja chamou a atenção do fazendeiro, que percebeu similaridades com ao ataque a seu rebanho de ovelhas.

Em menos de uma hora lá estávamos nós, eu e o fotógrafo Sidney Trovão, na cidade de Pardinho entrevistando caseiros, fazendeiros e comerciantes, o assunto em toda a cidade era um só: “Estamos sendo atacados por chupa-cabras”.

A cada pessoa consultada, um nome era acrescentado à lista de cidadãos que haviam tido contato com a criatura. Procuramos todos eles, alguns gesticulavam enquanto falavam, outros comentavam sobre o barulho que os cães faziam durante o ataque, houve aquele que chegaram a ver óvnis na mesma data dos ataques e sentiram odores estranhos no ar.

Chegamos realmente a ver alguns animais sem uma gota de sangue no corpo, o que não significa que foram vítimas de criaturas não identificadas.

Numa tarde de 1997, ao chegar à redação um recado aguardava em minha mesa, era da revista UFO, pedindo informações sobre os ataques, reuni tudo o que o jornal havia publicado e enviei por fax. Os recortes que constam nesse post é exatamente o mesmo enviado à revista.

O mito em torno da criatura ganhou corpo. Crianças tinham medo de ir à escola e o encontro de um cadáver em área rural da cidade logo começou a ser associado à criatura. Havia chegado o momento de silenciar.

Digitalizei as páginas e charges que relembram a época em que caçávamos chupa-cabras e as disponibilizo para todos os interessados.

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Conservatório de Tatuí divulga classificados para semifinal do 17º Festival de MPB

Composições de São Paulo, Pernambuco, Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram selecionadas para as semifinais do 17º Festival de MPB - Certame da Canção, evento organizado pelo Governo de São Paulo por meio do Conservatório Dramático e Musical "Dr. Carlos de Campos" e Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí. O Festival de MPB acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro e distribuirá um total de R$ 27 mil em prêmios.

As 20 composições semifinalistas foram selecionadas entre 394 inscrições, de 15 Estados brasileiros mais o Distrito Federal. O Festival de Música Popular Brasileira de Tatuí é oficializado pelo decreto nº 40.833/96 e, neste ano, passou a contemplar três ações distintas: Certame da Canção, Painel Instrumental e Raiz e Tradição.
Foram selecionadas 20 músicas de cinco estados diferentes
As canções inscritas passaram por um processo de triagem e seleção coordenado pela pianista, compositora e arranjadora Cristina Machado e pela cantora Eliete Murari. Entre as músicas selecionadas, 11 são de São Paulo, sendo sete da Capital e quatro do interior. Há, ainda, quatro semifinalistas de Minas Gerais, duas do Pará, duas do Rio de Janeiro e uma de Pernambuco.

As 20 músicas semifinalistas serão apresentadas, ao vivo, no teatro "Procópio Ferreira", no Conservatório de Tatuí, em duas eliminatórias nos dias 26 de fevereiro (dez músicas) e 27 de fevereiro (dez músicas). As datas e ordem de apresentação das músicas serão definidas por meio de sorteio.

Dez músicas serão escolhidas pelo júri para a finalíssima do dia 28 de fevereiro. A melhor composição receberá prêmio de R$ 10 mil. Também serão distribuídos prêmios de R$ 6 mil ao segundo colocado; R$ 4 mil ao terceiro colocado; R$ 3 mil ao quarto colocado; R$ 2 mil ao quinto colocado; além de R$ 1 mil ao melhor intérprete e à música de aclamação popular.

Além da competição entre os participantes de diferentes Estados brasileiros, o festival contará também com um show especial, que será definido pela organização do evento.

O 17º Festival de MPB é realizado com objetivos de fomentar, difundir e incentivar a música popular brasileira, direcionar o interesse da população para esta importante forma de expressão cultural e revelar novos talentos.

Conheça as 20 músicas selecionadas:

"Acabou-se Assim"
Participante: José Manoel de Carvalho Neto - Recife (PE)
Letra, música e intérprete: Zé Manoel

"Brazilian Music"
Participante: Leonardo Dias - São Paulo (SP)
Letra: Alison Sãozinho. Música: Léo Gionni. Intérprete: Vinho Vinil

"Chorei num Samba"

Participante: Italo Lencker - São Paulo (SP)
Letra e Intérprete: Bruna Moraes. Música: Ítalo Lencker

"Concretizo"
Participante: Ismael Campos Tiso Junior - Três Pontas (MG)
Letra: Cassius de Carvalho Guimarães. Música e Intérprete: Ismael Campos Tiso Junior

"Decreto"
Participante: Camila Cristina Ribeiro Alves - Belém (PA)
Letra, Música e Intérprete: Camila Alves

"Difícil Inverno"
Participante: Mauro Mendes - Belo Horizonte (MG)
Letra: Mauro Mendes. Música: Carlin de Almeida. Intérprete: Regina Dias

"Diga-lhe que Mando a Meia"

Participante: Bruno Mattos Ferreira - São Paulo (SP)
Letra e música: Bruno Mattos. Intérprete: Banda Bicicletas de Atalaia

"Faltando o Verso"
Participante: Jozi Lucka - Nova Friburgo (RJ)
Letra: Jozi Lucka. Música: Carlota Marques. Intérprete: Jozi Lucka

"Finda a Dor"

Participante: Gustavo Bombonato Delgado - Tatuí (SP)
Letra: Leandro Melo Oliveira. Música: Gustavo Bombonato Delgado. Intérprete: Martina Marana

"Iluminada"
Participante: Alfredo Andrade dos Reis - Belém (PA)
Letra: Alfredo Reis. Música: Tynnoco Costa. Intérprete: Nanna Reis

"Imigrantes"
Participante: Sérgio K. Augusto - São Paulo (SP)
Letra e música: Sérgio K. Augusto. Intérpretes: Sérgio K. Augusto e Thi Augusto

"Injúria Cega"
Participante: Zeca Barreto - São José do Rio Preto (SP)
Letra, música e intérprete: Zeca Barreto

"Malabarista"
Participante: Marília Duarte - São Paulo (SP)
Letra, música e intérprete: Marília Duarte

"Manhã Serena"

Participante: Diorgem Jr. - Governador Valadares (MG)
Letra, música e intérprete: Diorgem Jr.

"Penúltimas"
Participante: Gileno Foinquinos - São Paulo (SP)
Letra e música: Gileno Foinquinos. Intérprete: Maués

"Tom Sur Tom Blues"

Participante: Jozi Lucka - Nova Friburgo (RJ)
Letra: Jozi Lucka. Música: Regina Vergaças. Intérprete: Jozi Lucka

"Um Dia Daqueles"

Participante: Ito Moreno - São Paulo (SP)
Letra, música e intérprete: Ito Moreno

"Um Pouco Mais de Blue"
Participante: Douglas Simões - Piracicaba (SP)
Letra e música: Douglas Simões. Intérprete: Julia Simões

"Vênus"

Participante: Mauro Mendes - Belo Horizonte (MG)
Letra: Mauro Mendes. Música: Carlin de Almeida. Intérprete: Regina Dias

"Xoteando o Velho Samba"

Participante: Francisco Silva - Suzano (SP)
Letra e Música: Francisco C. de Assis Silva. Intérprete: Teresa Galvão

Serviço
17º Festival de MPB - Certame da Canção
Data: 26, 27 e 28 de fevereiro de 2010
Horário: 20h30
Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415 - Centro - Tatuí-SP
Show especial a definir
Informações: (15) 3251-4573
www.conservatoriodetatui.org.br

Do Conservatório de Tatuí


Enchentes: problema de força maior

* Antonio Gonçalves

O Estado, por definição, é um ente personificado que tem como função representar os membros de uma comunidade num dado espaço e num tempo determinado. Não existe uma figura que defina fisicamente o Estado, mas sim um conjunto de pessoas representadas na figura de um governador, um prefeito, um Presidente, como reza o artigo 18 da Constituição Federal.

Para que as pessoas coexistam em harmonia e em paz, o Estado disciplina acerca das normas de respeito e convivência entre os cidadãos e, por conseguinte, assegura alguns direitos e deveres a essa comunidade.

Àquele que transgredir as normas responderá pelo dano causado na esfera do delito (penal, civil, administrativa, etc). Já no campo dos direitos, o Estado assegura educação, saúde, segurança, lazer e condições mínimas de subsistência, como água encanada, esgoto, etc.

De tal sorte que cabe ao Estado gerir o gasto com esses setores em contrapartida ao dinheiro arrecadado com os impostos, contribuições, taxas, etc., a sobra tende a ser revertida em investimentos.

No caso das enchentes, que ultimamente vem causando enormes prejuízos em todo o país, na maioria das vezes o dano é causado pela omissão do ente público, ou seja, o Estado não atuou diretamente para evitar o evento danoso e, apesar de não ter culpa pelas chuvas torrenciais, em vários casos, os estragos ocasionados pelas enxurradas seriam evitados se o ente gestor cumprisse com sua função.

O cidadão paga impostos (como o IPTU) para que o Poder Público faça o desentupimento das galerias da rede pluvial, a construção de piscinões e a limpeza de bueiros e bocas-de-lobo. Logo, o cidadão tem direito a receber uma indenização pelos prejuízos causados pelas chuvas, pois os danos, na maioria das vezes, ocorreram por negligência das autoridades constituídas. Logicamente que o cidadão também possui sua cota de responsabilidade com bitucas de cigarros sendo jogados em bueiros, lixo nos rios, etc. mas novamente cabe ao Estado desenvolver um forte e amplo trabalho de conscientização com aplicação de multas em caso de decumprimento.

E, nessa complexa equação, como proceder quando ocorre um dano na engrenagem, ou seja, um problema que afeta à população como um todo, de quem será a responsabilidade? Como determinar se houve um erro?

A Constituição Federal é clara ao estipular no artigo 37, caput, §§2 e 3, o funcionamento do Estado bem como sua responsabilidade mas, na prática, a clareza será a mesma? Não é o que temos acompanhado com casos de grandes proporções.

Apesar de a sociedade recolher seus impostos e cumprir com suas obrigações da melhor forma possível, no momento da contraprestação os governantes alegam “força maior”? Os direitos são exigidos e cumpridos, mas os deveres são relegados a fenômenos naturais.

Tal atitude não chega a ser inédita, porém para o bom funcionamento da própria sociedade é chegada a hora de se abandonar o caminho unilateral, ou seja, que o Estado exerça, de fato, sua função de dar e receber e não apenas receber e jogar para as perdas, senão tudo será motivo de força maior.

* Antonio Gonçalves é advogado, Doutorando e Mestre em Filosofia do Direito pela PUC-SP. Fundador da banca Antonio Gonçalves Advogados Associados, é autor de diversas obras, entre elas, "Quando os avanços parecem retrocessos -Um estudo comparativo do Código Civil de 2002 e do Código Penal com os grandes Códigos da História" (Manole, 2007).