janeiro 20, 2010

Projeto Achegas celebra as artes em Botucatu

Por Renato Fernandes

coordenador do Núcleo de Artes do Centro Cultural de Botucatu (CCB), Júlio de Carvalho, está finalizando a elaboração do projeto “Achegas Para a História de Botucatu”, que tem como proposta fazer reverência ao livro homônimo, escrito por Hernani Donato. “Esperamos contar com a parceria da classe artística de Botucatu. A idéia é recebermos exposições, realizarmos projeções de curtas metragens, leituras de poemas e apresentações cênicas em determinados dias da semana. Uma espécie de sarau, para contemplar tanto  os artistas quanto ao público”, explica Carvalho.

O produtor acrescenta que no livro, o historiador Hernani Donato, foca o trabalho em pessoas que atuaram em Botucatu em diferentes frentes artísticas, culturais e empresariais e destaca que uma das intenções é tentar reunir os representantes atuais destes segmentos. “Ainda estamos produzindo e fazendo a história da cidade. É necessário mostrar essa produção. Hoje, o CCB, tem espaço para abrigar eventos simultâneos e precisamos aproveitar isso”, diz.
Inicialmente os interessados terão que se cadastrar através do blog da entidade (http://centroculturaldebotucatu.spaces.live.com/blog/), ou em sua sede, na Praça XV de Novembro, nº 30. “Ainda estamos desenvolvendo as fichas de inscrições. Através desse sistema poderemos realizar sessões, com eventos que conversem entre sí. Não tem como colocar uma exposição contemporânea em meio a shows clássicos. Queremos unidade”, adianta.


A fixação de uma agenda também dependerá do andamento das inscrições. “Só poderemos definir a periodicidade das atividades após recebermos as inscrições. Convidaremos os artistas que já conhecemos, mas também queremos apresentar gente nova. Nosso trabalho é voluntário, e muitas vezes não disponibilizamos de tempo o suficiente para convidarmos todos pessoalmente”, explica.

Para que esse formato de atividade apresente resultados é necessário parcerias, a primeira delas já está estabelecida junto à Associação Movimento Teatral de Botucatu, entidade que agrega artistas e produtores culturais do Município. “Vamos apresentar essa proposta à iniciativa privada e autoridades do meio cultural  e empresarial”, antecipa Carvalho.

Sem data definida para o lançamento o produtor esclarece que tem trabalhado efetivamente para desenvolver as ações já no primeiro semestre.





Grupo "Arte de Rua" leva a cultura Hip-hop à Vitoriana

Por Renato Fernandes

O grupo de Dança Arte de Rua, através do B´Boy Jonas Santos Estevão, está levando a arte e a cultura para crianças com idade entre 8 e 16 anos, do Distrito de Vitoriana e da cidade de Pardinho.

Em Vitoriana, através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, teve início em novembro uma série de oficinas de Hip-hop. O ciclo será encerrado em fevereiro. “No início do processo tivemos uma participação significativa, mais de 50 pessoas compareceram nas atividades. Atualmente, esse número reduziu um pouco, e contamos com uma média que varia entre 20 e 30 alunos”, explica Santos.

Nas oficinas, os professores transmitem aos alunos noções de dança, passando ainda conceitos a respeito do hip-hop e sua história. “Não queremos passar aos participantes apenas a parte prática. É importante que também tenham acesso à cultura do movimento hip-hop, identifiquem seus fundadores e tomem conhecimento da história por trás da dança”, explica.

A conclusão das oficinas será marcada por uma apresentação dos alunos, no evento mensal “Arte de Rua”, que acontecerá no dia 21 de fevereiro. “Nossa presença no Distrito está sendo muito bem aceita. Eles comparecem, participam e aprendem com muita facilidade. O importante é que estamos plantando uma semente de arte e cultura em uma região carente da Cidade”, coloca.

As crianças têm encontrado em programas de televisão um grande incentivo para aderir ao projeto.  “Eles sempre comentam que assistiram em programas de talentos e variedades, grupos e dançarinos se dando bem e conseguindo boas colocação com o break. Acaba servindo de incentivo e as aulas ganham produtividade”, revela.

Em Pardinho, o ciclo de oficinas teve início na tarde de sábado, com uma apresentação de dança no Centro de Cultura Max Feffer. ”Vamos realizar as oficias todas as quartas-feiras, das 14 às 16 horas. O show abre as inscrições”, diz.


Brasil Itália quer busto no Bosque

Por Renato Fernandes

Reconhecimento, isso é o que pede o presidente do centro Brasil Itália (CBI) e ex-representante consular da Itália, Domingos Scarpelini, ao Poder Público Municipal. 

Em busca desta conquista, na manhã de ontem, ele se reuniu com o vereador Lelo Pagani (PT) para solicitar a colocação de elementos da cultura italiana na parte superior da Praça Comendador Emílio Peduti (Bosque), área onde fica a fonte luminosa.

Segundo Scarpelini a comunidade italiana de Botucatu fez a doação do terreno onde hoje está situada a praça e lembra, que até meados do século passado, o local recebeu o Teatro Espéria, de propriedade da Sociedade Italiana di Beneficienza. O edifício foi consumido pelo fogo em setembro de 1.951. “A praça ja teve o nome de Del Pretti. O que pedimos agora é a colocação de um busto e quem sabe uma recuperação respeitando as cores da bandeira italiana, seria uma forma de respeitar as vontades do prefeito que estava no poder na época da doação das terras”, coloca.

Em nota, emitida pela Assessoria de Imprensa da Câmara de Botucatu, o vereador ressalta que o pedido engloba a elaboração de um projeto que faça com que a população botucatuense lembre, além do Teatro Espéria, da intensa colonização italiana na Cidade – e que teria determinado uma série de costumes e tradições hoje perpetuadas no Município.

O presidente da entidade requer a recolocação do busto do militar-aviador italiano Carlo Del Pretti, que ficava em frente ao Teatro Espéria. Segundo informações do historiador João Carlos Figueiroa, o avião de Del Pretti caiu na Baia de Guanabara (antiga Capital Federal) – sendo homenageado em todo o Brasil pelas colônias italianas. “É necessário que se retome a característica da bandeira e faça uma justa homenagem ao herói das duas nações”, diz Scarpelini.

Na opinião de Pagani, a solicitação é justa, já que a cultura italiana pode ser considerada um patrimônio de Botucatu e, como tal, precisa ser preservada.

Na nota, o parlamentar  afirma que entrará em contato com o Executivo Municipal para discutir a viabilidade da implantação do espaço temático. Além disso, o vereador pretende apresentar requerimento sobre o assunto após o término do recesso parlamentar.

História - Pedido semelhante foi feito na gestão passada, entretanto não houve avanço concreto, e a praça acabou sendo reformada parcialmente.


Redes sociais são aliadas do Bloco da Imprensa

Por Renato Fernandes

Twitter, Orkut, Facebook, e outros meios de comunicação virtual são grandes parceiros do Bloco da Imprensa em sua organização para o Carnaval 2010.  Este ano, o responsável pela organização é o repórter Cristiano Alves, que decidiu, inclusive montar uma rede social no Ning (www.blocodaimprensa.ning.com), para aproximar os foliões e ampliar as discussões em torno do samba enredo, confecção de fantasias, entre outros itens.

“Temos utilizado todas as mídias para avisar sobre as atividades. Na verdade, é uma maneira de lembrar as pessoas que foram convidadas a não se esquecerem dos eventos. Também ajuda a convidar outros interessados. Incorporamos essa ferramenta junto aos meios de massa, como rádios, jornais, revistas, sites, blogs e outros, que são muito importantes nessas divulgações. Mandando uma mensagem pelo Orkut, por exemplo, chegamos a 500  pessoas em segundos. É algo impressionante”, comenta.

A rede social conta com a participação de 37 foliões, com expectativas de crescimento. “As pessoas acabam acessando para saber das novidades sobre o bloco, dias de ensaio, produção de fantasias e outras atividades de preparação do Carnaval. Algumas ainda têm certa dificuldade com essa linguagem de internet. Mas, quem mexe alguns dias, se inscreve e percebe a grande utilidade desse meio de interação, em seguida, monta a sua rede social e não pára de usar”, explica.

A preparação da imprensa para o carnaval começaram logo após a folia de 2009. “Mesmo assim, existe uma cultura de fazer tudo de última hora para essa festa. O que a gente tentou este ano é a profissionalização do Carnaval. Organização é muito importante para que façamos uma festa bonita. Também falta envolvimento e interesse de mais pessoas. Aqueles que estão trabalhando, se desdobram para fazer ensaios e fantasias. Tudo o que é possível fazer em poucas pessoas, estamos fazendo”, ressalta. “O que tem motivado bastante os foliões é o samba-enredo, que já está pronto e todos estão cantando”, completa.

Siga o Bloco da Imprensa no Twitter: www.twitter.com/blocodaimprensa.

Retiro Carnavalesco levará participantes para a Vila Kostka

Por Renato Fernandes

Passar a Folia de Momo longe de qualquer  samba enredo, desfile, bailes e agitações comuns, no  período carnavalesco. Essa é a intenção de muitos botucatuenses. Para atender essas expectativas, a religiosa da Ordem Servas do senhor, Therezinha Cyrineu, prepara uma excursão para Indaiatuba, onde os fiéis participarão de um retiro religioso.

Funciona no município a Vila Kostka, local onde fica o Centro de Espiritualidade Inaciana Itaici. Trata-se de uma casa com 221 quartos, um total de 510 lugares, igreja, 8 capelas, 9 salas para palestras ou reuniões de grupos e 4 salas de atendimento. “É um local onde acontecem retiros frequentes, com pessoas de todo o Brasil”, explica a religiosa.

De acordo com ela, o retiro tem como principal característica o silêncio e a reflexão. “Permite à pessoa sair do ambiente provocando o silêncio adequado para o encontro pessoal e com Deus”, diz a freira.

No local, os participantes serão orientados pelo padre Luis Quevedo, primo do padre e parapsicólogo Óscar Quevedo. “É um retiro conheicod como ‘espiritualidade Santo Inácio de Loyola’, ou seja?: cantos suaves e mantras”, ressalta Therezinha.

Este não é o primeiro retiro organizado pela freira. ““Tenho feito esse tipo de encontro há pelo menos 7 anos. Já levei mais de 700 pessoas a retiros nesse local. Um total de 5 eventos por ano”, antecipa.
Todas as salas do Centro de Espiritualidade leva o nome de um jesuíta ligado a história do Brasil ou do mundo: Nóbrega, Anchieta, Roque González, Burnier, Francisco Larrañaga, Loyola, Kostka, Malagrida, Xavier, Vicente Cañas e Dom Luciano. Dois auditórios (Auditório Vieira, no prédio central, com acomodação para 250 pessoas e Auditório Rainha dos Apóstolos com capacidade para 645 pessoas, este inaugurado em 1989). Ao redor do Auditório Rainha dos Apóstolos existem 14 salas com os nomes das regionais da CNBB.

A mistura de nomes simboliza a opção que a Companhia de Jesus faz de caminhar junto com a Igreja do Brasil. Aproximadamente 70 funcionários ajudam a manter a estrutura, atuando na manutenção, limpeza, cozinha, entre outras funções. “Todos os quartos contam com banheiro. Se confirmarmos, ao menos, seis participantes já podemos reservar uma Van”, antecipa.
Informações: (14 - 3882-0452.


Júpiter Maçã toca em São Paulo nessa quinta, com ex-Fellini nas pick-ups

Afastado de São Paulo há três meses, o músico gaúcho Júpiter Maçã volta ao coração do país nessa quinta-feira, dia 21 de janeiro, quando toca na Livraria da Esquina (Lado A) a partir das 22 horas. Localizada na Barra Funda, a casa de shows ainda conta com a discotecagem de André Girardi, residente, e Jayr Marcos, guitarrista da extinta Fellini. O valor da entrada é de R$30.

Júpiter Maçã tocou pela última vez em São Paulo em 22 de outubro, no Clash Club, e guardou boas lembranças da apresentação: “Quem foi, saiu extasiado”, relembra. O músico vem à capital paulista depois de uma bem sucedida turnê no Rio Grande do Sul, sua terra natal, onde embarcou na gravação de algumas inéditas, incluindo “Six Colours Frenesi” e “Cerebral Sex”, que estão no setlist ao lado de hits como “Um Lugar do Caralho” e “Beatle George”.

Em seus shows mais recentes, Júpiter explora o “slogan art”, conceito criado pelo próprio músico, que o explica como um momento em que “as imagens, cheiros, texturas e até mesmo sonoridades não presentes na música são notados e adaptados às características de cada um dos ouvintes”.

Serviço:
Júpiter Maçã na Livraria da Esquina (Lado A)
Quando: 21 de janeiro, quinta-feira – a partir das 22hrs
Onde: Livraria da Esquina, Lado A – Barra Funda – R. do Bosque, 1254
Quanto: R$30
Informações: (11) 3392-3089 (Livraria) ou (21) 8289-1282

Júpiter Maçã
Flávio Basso, mais conhecido por seus nomes artísticos Júpiter Maçã e Jupiter Apple, encontrou a consagração muito cedo: Nas décadas de 80 e 90, antes mesmo de chegar aos 25 anos, o cantor, compositor e multi-instrumentista estrelou os grupos de rock TNT e Cascavelletes que, mesmo já extintos, ainda são cotados por muitos como os mais importantes da história do Rio Grande do Sul.

Hoje, aos 40 anos e residindo na cidade de São Paulo, Júpiter Maçã conta com uma carreira solo sólida e cinco discos lançados – o mais recente deles, “Uma Tarde Na Fruteira”, foi recebido muito positivamente pela imprensa nacional e internacional, ganhando destaque em sites de todo o mundo. Atualmente, no entanto, o músico foca em seu trabalho com singles – foi “Modern Kid” [youtube], inclusive, que lhe rendeu uma indicação no Video Music Brasil da MTV como “Melhor Clipe” e uma citação na lista de “Melhores Músicas de 2009” da Rolling Stone brasileira. A revista também incluiu o álbum A Sétima Efervescência, de 1997, no ranking de “100 Maiores Discos de Música Brasileira”.

Atualmente, fazem parte da banda de Júpiter os músicos Thuderbird (baixo), Dustan Galas (guitarra), Astronauta Pinguim (moog e órgão) e Felipe Maia (bateria).