janeiro 06, 2010

Sou o dono do meu lixo. Apenas dele

Renato Fernandes

Cada cidadão é responsável pelo lixo que produz. Essa máxima é de conhecimento de todo o cidadão, entretanto é desrespeitada pela Coleta mantida pela Prefeitura Municipal de Botucatu, que faz alguns munícipes simplesmente “engolir” e responder pelo lixo de seus vizinhos.

A prática é comum, horas antes de o caminhão passar, um coletor percorre as ruas e acumula todo o lixo do quarteirão em, no máximo dois pontos, esses pontos são estabelecimentos comerciais e residências. Imóveis com o IPTU quitado e que é responsável pelas suas calçadas também.

A lei municipal é clara, O lixo não pode ocupar 50% da calçada, então, o que fazem os coletores? Simplesmente colocam parte do lixo também na rua, sobre a sarjeta. Mas, o lixo pode ocupar a Rua? A lei também diz que não.

Na gestão passada o problema já foi levantado por alguns moradores indignados ao verem suas calçadas se transformarem em depósitos temporários. O então secretário de Meio Ambiente Wado Silva, disse que isso era culpa da empresa (na época a coleta era terceirizada) e que iria acabar quando o Município assumisse o serviço.

Pois é. A Prefeitura assumiu, mudou o governo e ressurgiu o problema. Problema que se estende à saúde pública. Hoje eu contei, o tempo entre a formação do monte de lixo na porta da minha casa e a passagem do caminhão foi de duas horas. Período em que assisti aumentar o número de moscas e mosquitos em minha casa, espantei cachorros vadios que tentavam a todo o custo abrir os sacos, sem falar do resíduo líquido, que corre pela sarjeta e que não é limpo pelos coletores que são responsáveis pelo amontoado.

No estabelecimento comercial de minha cunhada, um Pet Shop a situação é pior, sismaram de que alí é o local certo para acumular o lixo. Agora me digam, é justo o pagamento de imposto dessa emrpesa, que assiste a formação de um monte de lixo em sua porta três vezes por semana, espantando os clientes?

Nem parece que moro em uma cidade que tem o selo de município verde.

Indignado, me utilizei do Twitter para formular uma denúncia pública junto à Câmara Municipal (www.twitter.com/CAMARABOTUCATU) de Botucatu, espero ser atendido e que os vereadores peçam explicações, assim como aconteceu em anos anteriores.

Não sou obrigado a responder pelo lixo dos meus vizinhos. A lei da coleta pública é clara e deve ser seguida, ela prevê algumas multas inclusive. Mas sinceramente, como cobrar essas multas se o maior desrespeitado é o cidadão, que paga impostos e que mantém esse serviço medíocre de coleta?

Considero medíocre sim, como cidadão não posso aceitar o lixo dos outros na porta de minha casa se isso acontece, é uma falha e me desculpem os profissionais da coleta, mas só posso considerar esse serviço como MEDIOCRE.

Não quero saber de explicações como, falta pessoas para trabalhar, facilita o trabalho, agiliza ou qualquer outra. Os impostos são pagos, e espero a aplicação desses recursos de forma que me satisfaçam, caso contrário não tem como respeitar o trabalho.

Quem tiver dúvida sobre as legislações da coleta de lixo podem consultar esses links: http://bit.ly/7uFxvchttp://bit.ly/6eAdVA

Vereador verifica denúncia sobre descarte de eucaliptos cortados no Jardim Paraíso

Atendendo denúncia de moradores sobre o possível descarte dos eucaliptos cortados na Praça Isaltino Pereira, no Jardim Paraíso, no final do ano passado, o vereador Lelo Pagani (PT) foi verificar dois diferentes locais.

O primeiro se refere a uma área que, segundo o parlamentar, é de propriedade da Prefeitura de Botucatu, na Rodovia Gastão Dal Farra, próximo à Escola Municipal Elda Moscogliato (antiga Cesp). Hoje, o terreno é utilizado como depósito de artefatos de cimento.


No local, Pagani observou cerca de 20 toras de eucaliptos que aparentavam terem sido cortadas recentemente. A constatação se deve à cor da madeira.

A outra região vistoriada pelo vereador fica próxima à Avenida Brasil, no Jardim Riviera – próxima à Rodovia João Hipólito Martins (Castelinho). No local, Pagani também verificou o descarte de troncos de eucaliptos aparentemente novos.

O vereador afirma que moradores reclamam que a região estaria recebendo materiais que degradam o meio ambiente, além da existência de queimadas noturnas.

De acordo com o parlamentar, não é possível afirmar que tais árvores sejam as mesmas retiradas da Praça Isaltino Pereira, no Jardim Paraíso. Porém, Pagani afirma que é necessária a investigação do caso.

Em dezembro de 2009, o vereador entrou com uma ação no Ministério Público pedindo atenção sobre a questão. Segundo Pagani, o órgão ainda não teria lhe dado uma resposta em função do recesso das festas de final de ano. O parlamentar registrou fotos de ambos locais e as anexará no processo.

Para o parlamentar, a investigação sobre o descarte dos eucaliptos é importante devido ao argumento utilizado pela Prefeitura de que o corte das árvores seria uma medida emergencial para reparos em pontes avariadas pelas fortes chuvas que atingiram a Cidade no mês de dezembro.

Da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Botucatu



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