setembro 25, 2009

Quico Cuter e a história do prego

Por Renato Fernandes

O jornalista Quico Cuter lançou na noite de hoje (25/09/2009) a obra biográfica “Aconteceu Comigo... Peripécias de um Repórter”, no salão social da AAB – Associação atlética Botucatuense.

No livro, ele reúne histórias que marcaram seus mais de 20 anos de profissão. Carreira essa pontuada pelo profissionalismo, bom humor e o romantismo só encontrado nas antigas redações.

Durante o evento, foi lançado o desafio de se contar a história do prego. Vários profissionais foram chamados ao palco para explicar ao público esse causo. Coube a eu tentar descrever a pegadinha que o jornalista aplicava aos focas e novos funcionários de qualquer setor dos veículos de comunicação por onde passou.

Acredito não ter conseguido contar a história direito, nunca me dei bem com a tal da oratória, e antes mesmo de descer do palco escutei que talvez algumas pessoas não tivessem entendido. O que considero comum, já que minha praia é mesmo a web e no jornalismo impresso.

Fiquei devendo lucidez para a história, mas explicarei aqui como ocorria a tal pegadinha.
Cuter sempre se gabou de sua virilidade e desafiava os novatos ao teste, ou seja: ele garantia que conseguia pregar um prego em uma mesa de madeira com apenas uma marretada. Detalhe, no lugar de um martelo normal ele utilizaria uma parte de seu corpo. Já deu para imaginar como ele faria a façanha!?

Os focas duvidavam e chegavam a apostar. Então, Cuter tirava um prego, geralmente pequeno, do bolso e dava para o funcionário e dizia. “Segura o prego para que eu possa dar a marretada. Estou tremendo um pouco hoje, mas se eu errar você não vai ligar? Não se preocupe que ta limpinho”.

Os novatos largavam o prego e se irritavam. Perdiam a aposta sempre. Essa história não está no livro, mas para quem não conhece os bastidores da imprensa fica a dica. Vale à pena ler o livro “Aconteceu Comigo... As Peripécias de um Repórter”.