julho 16, 2009

Congresso Brasileiro de Mandioca reúne pesquisadores e setor produtivo na Unesp de Botucatu

Teve início na noite do dia 14, o XIII Congresso Brasileiro de Mandioca, no Auditório da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu. Promovido pelo Centro de Raízes e Amidos Tropicais (Cerat/Unesp). O evento tem mais de 300 inscritos, entre profissionais, pesquisadores e estudantes.

Durante a solenidade de abertura, o professor Claudio Cabello, vice-diretor do Cerat e presidente do Congresso, ressaltou a intenção de facilitar o contato entre profissionais e pesquisadores da área para a troca de informações. “Este evento é o fórum mais eficaz para a discussão sobre a cultura da mandioca em todos os seus aspectos. Queremos mostrar a maior quantidade de resultados e realizações no setor para que sirvam como estímulos e atrativos para a difusão da cultura da mandioca”.

O professor Cabello anunciou que os cerca duzentos trabalhos inscritos para o Congresso foram publicados no volume 5 da revista eletrônica RAT (Raízes e Amidos Tropicais). A comissão organizadora também recuperou todas as publicações e trabalhos científicos apresentados em todas as edições anteriores do evento. Este valioso banco de dados está disponibilizado no site do Cerat (www.cerat.unesp.br) com livre acesso. “Essa forma de democratizar a informação é uma importante contribuição que a Unesp presta à sociedade”.

O desafio de produzir com qualidade a custos minimizados também foi tema da fala do professor Cabello. “Essa meta requer esforços conjuntos entre os diversos agentes do segmento, incluindo a universidade que busca suprir as lacunas de conhecimento do setor. Este Congresso representa para nós uma oportunidade de observar o setor produtivo e realizar um diagnóstico de suas demandas para orientar e propor intervenções”.

A aproximação entre universidade e setor produtivo é um dos principais objetivos do Congresso. “A cultura da mandioca ainda precisa desenvolver todos os atributos que tem e eventos como esse podem dar o impulso que falta”, observou Alfredo Chaguri, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). “Temos grandes desafios e a universidade não é apenas uma produtora de conhecimento, mas ela também dialoga e se insere nos problemas da sociedade. Essa troca de experiências é promissora”, complementou o prefeito de Botucatu, João Cury Neto.

O incremento da cultura através das pesquisas foi tema recorrente durante a solenidade. “A mandioca tem que ser uma cultura que gere emprego e renda. Temos ilhas de excelência na produção de mandioca e para expandir essas ilhas temos que qualificar técnicos e transferir tecnologia”, argumentou Orlando Melo de Castro, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio. “É necessário ter objetivos claros nas pesquisas, pois o futuro clama por inovações”.

No encerramento da solenidade, o professor Sílvio Bicudo, diretor do Cerat, apresentou números expressivos sobre a cultura da mandioca. Segundo ele, no mundo, a produção da raiz gira em torno de 300 milhões de toneladas anuais e gera aproximadamente 15 bilhões de dólares. No Brasil, são cerca de 25 milhões de toneladas de raiz, movimentando algo em torno de 3 bilhões de reais anualmente. “Isso sem contar a agregação de valor que ocorre após o processamento por várias áreas, como indústrias de alimento, farmacêutica, de cosméticos e outras”.

Boa parte desses recursos circula nos pequenos municípios. “É dinheiro que viabiliza as pequenas propriedades agrícolas garantindo renda e segurança alimentar para a agricultura familiar”, disse o professor Bicudo, que encerrou sua fala homenageando vários pesquisadores pioneiros na cultura da mandioca. “Não é fácil pesquisar mandioca, em razão do ciclo da planta e dos recursos aportados, mas a cultura tem recebido atenção de vários pesquisadores e instituições de pesquisa ao longo dos anos. Essa homenagem é necessária”.

A solenidade de abertura do evento contou também com a presença do vice-diretor da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, professor José Matheus Yalenti Perosa; do diretor da Fundação de Estudos e Pesquisa Agrícolas e Florestais, professor Carlos Alexandre Costa Crusciol; do gerente da unidade de agronegócio do Sebrae, Paulo Alvim; do presidente da Sociedade Brasileira da Mandioca, Mario Takahashi e do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca, Ivo Pierin Junior.

O Congresso Brasileiro de Mandioca vai até dia 16 de julho e vai contar com conferências, palestras e mesas redondas. As atividades são dividas em seis eixos temáticos: socioeconomia; energia; biotecnologia; agricultura; processos e produtos, e sustentabilidade ambiental.


ASSESSORIA DE IMPRENSA - Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp de Botucatu - FCA / Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - FEPAF

FCA/Unesp sedia 39º Congresso Brasileiro dos Estudantes de Engenharia Florestal

Com o tema “A Engenharia Florestal e a opção por uma nova relação homem- natureza” começa neste dia 18 de julho, na Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, câmpus de Botucatu, o 39º Congresso Brasileiro dos Estudantes de Engenharia Florestal.

O evento pretende promover uma discussão sobre os impactos sociais e ambientais da atuação do homem em relação à natureza. O Congresso também tem o objetivo de compreender o papel que a universidade e os engenheiros florestais têm junto à sociedade e discutir o potencial da Agroecologia como novo paradigma de ação no setor.

Dentre as atividades programadas estão: debate sobre a exploração da natureza e o setor florestal; reunião do Conselho Regional e do Conselho Nacional dos Estudantes de Engenharia Florestal; reunião de grupos de Agroecologia e Feira Agroecológica, além de diversas atividades acadêmicas e culturais.

O Congresso Brasileiro dos Estudantes de Engenharia Florestal vai até dia 27 de julho.

ASSESSORIA DE IMPRENSA - Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp de Botucatu - FCAFundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - FEPAF

Guardas municipais doam sangue ao Hemocentro do HC/Unesp

O Hemocentro do Hospital das Clínicas/Unesp recebeu importante reforço em seu banco de sangue. Na tarde do dia 15 de julho, dez guardas civis municipais de Botucatu fizeram doação de bolsas de sangue ao órgão.

As doações acontecerão pelas próximas duas semanas, sempre com grupo de dez guardas civis municipais. Segundo o inspetor da GCM, Weber Plácido Pimentel, a ação mostra uma proximidade entre a corporação (Guarda Municipal) e a comunidade. “Este ato é um exemplo que podemos oferecer à população. A GCM está em seu papel de exercer a cidadania”, explica.

Boa parte dos doadores era novos recrutas da CGM. Um deles, o guarda Paulo Henrique Rezende da Silva, 22, nunca havia doado sangue. “A doação ajuda a salvar vidas. É um ato de cidadania e a participação da Guarda Municipal é fundamental”, complementa o guarda.

O estoque ideal para o Banco de Sangue seriam 250 bolsas de O positivo; 220 de A positivo; 60 de O negativo e 60 de A negativo, mas geralmente o serviço opera abaixo deste nível.

O Hemocentro do HC/Unesp de Botucatu funciona diariamente das 8 às 16h30. Aos sábados, das 7 às 13 horas. Mais informações: (14) 3811-6234.

Da Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB/Unesp