julho 15, 2009

Vigilância Epidemiológica diz que Botucatu está preparada para prováveis novos casos de Gripe Suína

Após a confirmação da morte causada pelo vírus H1N1 do comerciante botucatuense R. C. T. J., 28 anos, na sexta-feira, 10, o secretário da saúde do município, Carlos Macharelli, acompanhado da diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica do município, Mara Sílvia Carmello e da diretora do Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Maria Salete Carli, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, 15, para esclarecer a população local e a imprensa sobre os procedimentos que o município irá adotar diante do caso.

O secretário apresentou relato clínico sobre o vendedor de ração. Segundo Macharelli, o paciente foi internado na madrugada de sábado, 4, no Hospital das Clínicas [HC] da Universidade Estadual Paulista [UNESP] após apresentar pioras no estado de saúde. De acordo com familiares, o rapaz retornou de Ubatuba no dia 14 de junho, onde teve contato com estrangeiros, predominantemente argentinos e chilenos.

Questionada se o município está preparado para atender uma grande demanda de pessoas enfermas, Mara Sílvia deixou claro que inúmeros monitoramentos já estão sendo feitos na cidade por meio de agentes treinados e que passarão por novos treinamentos na segunda-feira, 20, para atualização de protocolos.

Nesta época do ano a gripe comum atinge um grande número de pessoas, fazendo com que a procura pelas Unidades Básicas de Saúde aumente consideravelmente, porém todos os casos serão acompanhados por profissionais da área da saúde qualificadas e capazes de identificar a suspeita do vírus H1N1.

A esposa do comerciante está esclarecida e sendo monitorada. Ela não possui sintoma do vírus, assim como demais familiares. O casal não tinha filhos.

Da Subsecretaria Municipal de Comunicação e Informação de Botucatu

Obesidade mórbida pode ter agravado a Gripe Suína no caso de morte registrado em Botucatu

O Hospital das Clínicas (HC), vinculado à Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) promoveu, na manhã do dia 14 de julho, uma coletiva de imprensa para esclarecer sobre a morte de um jovem de 28 anos, contaminado pelo vírus Influenza A (H1N1), também conhecido como gripe suína ou nova gripe. Representantes de veículos de comunicação da região de Botucatu e também de São Paulo estiveram presentes e puderam colher informações referentes ao caso.

Até o dia 14 de julho, 12 pessoas foram atendidas no HC com suspeita de estarem com o vírus Influenza A (H1N1), mas apenas dois casos foram confirmados. Há, atualmente, uma pessoa internada no hospital com suspeita de ter contraído a doença.

Estiveram à disposição dos jornalistas o superintendente do HC, professor Emílio Carlos Curcelli; o diretor clínico do hospital, Dr. André Luis Balbi; o médico infectologista Ricardo Augusto Monteiro de Barros Almeida, responsável pelo atendimento do paciente e o médico infectologista, docente do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem da FMB, professor Carlos Magno Castello Branco Fortaleza.

Ao fazer a abertura da coletiva, professor Curcelli enfatizou que esse é um caso em que a imprensa pode ajudar muito, para que a informação seja técnica e correta e a população seja informada da melhor maneira possível. “Nós, do HC, nos solidarizamos com a família”, frisou.

Em seguida, Dr. Ricardo Almeida fez um breve histórico sobre a evolução do quadro do paciente desde sua chegada ao Hospital das Clínicas:

Confira frases emitidas pelos especialistas durante a coletiva

“Tomei contato com o paciente no terceiro dia de internação e seu quadro era de febre, dores no corpo e um pouco de tosse seca. Ele foi internado quando seu estado ainda não era grave. Mas como não conseguimos identificar a causa dos sintomas optamos pelo procedimento”.

“A suspeita era de sinusite ou pneumonia. Foram iniciados antibióticos para os primeiros sintomas. Houve piora, a febre alta não cedia e ele apresentava dificuldades para respirar. Teve, segunda-feira, 6 julho, quadro de sangramento e levamos para a UTI Central do HC”.


“Sua evolução foi sempre de piora respiratória e começou a ter insuficiência renal. Investigamos outros diagnósticos e foram feitos todos os exames possíveis: leptospirose, hantavírus, histoplasmose. No entanto, sempre contávamos com a possibilidade de ser o Influenza A (H1N1)”.


“A única informação que tínhamos é que ele havia ido a um evento em Ubatuba, em um hotel onde estavam chilenos e argentinos. Fizemos um teste rápido para detectar a gripe suína, mas o resultado foi negativo”.

“O quadro foi fulminante. Tratamos várias possibilidades, mas o paciente veio a óbito com quadro que a necropsia caracterizou como uma hemorragia pulmonar maciça. Há outras doenças que causam hemorragia pulmonar que não são o Influenza H1N1. Na época, ele não se encaixava nos critérios epidemiológicos da nova gripe, mas os exames foram coletados mesmo assim”.

“Nunca deixamos de pensar que fosse o Influenza A (H1N1), embora cogitássemos outros diagnósticos. Fizemos o máximo que pudemos e ficamos bastante tristes, já que trata-se de um jovem. Era um paciente obeso mórbido e a literatura recentemente apontou que a evolução deste vírus é mais grave em pessoas com essas características”.


Dr. Carlos Magno Castello Branco Fortaleza, médico infectologista do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnósticos por Imagem da FMB/Unesp também prestou alguns esclarecimentos:


“O HC se tornou referência para atendimentos de Influenza A H1N1 pouco depois que começaram as emergências deste novo vírus, porque sentimos que temos a capacidade técnica e a infra-estrutura para lidar com a doença”.

“O caso, quando deu entrada, não preenchia os critérios diagnósticos considerados para pacientes de risco. Até semana passada todos os pacientes de risco eram aqueles que tiveram contato com pessoas sintomáticas ou que tivessem viajado ao exterior”.

“Outra inconsistência é o tempo entre a viagem dele a Ubatuba, o contato com os estrangeiros e o início dos sintomas, que foi de 14 dias, porque o período de incubação da doença não ultrapassa os sete dias”.

“Acreditamos firmemente que o paciente teve um outro contato com estrangeiro dentro de sete dias antes do início dos sintomas, que pode estar relacionado à sua atividade profissional, já que ele era um vendedor”.

“As pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo acompanhadas. A família foi informada em todas as etapas” .

Após morte por Gripe Suína, Unesp anuncia mais um caso suspeito em observação

Mais um caso suspeito de Gripe Suína em Botucatu está sob observação no HC – Hospital das Clínicas da Unesp. A internação aconteceu na madrugada de quarta-feira, dia 15, algumas horas após a confirmação da morte do representante comercial, Ricardo César Tini Jecovi, 28 anos, pelo vírus Influenza H1N1 (Gripe Suína).

O especialista responsável pelo atendimento do paciente, o médico Ricardo Augusto Monteiro de Barros Almeida, e o médico infectologista do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por imagem do HC, Carlos Magno Fortaleza, não confirmam se o paciente que deu entrada teve ou não contato com a vítima fatal.

Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Rede Record, Monteiro explicou que o paciente Ricardo Jecovi deu entrada na unidade hospitalar com febre, dores no corpo, náusea, vômitos e tosse seca, sintomas que segundo ele são comuns a vários tipos de doenças.

Diante desse quadro. O hospital trabalhou com diversas hipóteses, como pneumonia bacteriana ou sinusite. O quadro evoluiu e o paciente passou a apresentar sérios problemas respiratórios, foram então analisadas outras possibilidades como Leptospirose. A piora no quadro clínico levou a unidade a realizar vários exames laboratoriais, inclusive procedimentos referentes à Gripe Suína (Influenza – H1N1).

O paciente não recebeu o medicamento específico para o tratamento da Gripe Suína, devido ao tempo em que vinha apresentando os sintomas, há mais de 48 horas. O especialista esclarece que o Ministério não preconiza a utilização após esse período, já que o medicamento não teria a eficácia necessária.

Monteiro ainda ressaltou que a família foi orientada sobre os procedimentos que devem adotar em caso de sintomas e acrescentou que as pessoas que tiveram contato com o paciente fatal e que apresentem qualquer suspeita devem procurar o hospital e evitar a circulação pelo Pronto Socorro.

Leia Também - Botucatu registra morte por Gripe Suína (H1N1)

Cursinho “Sinapse Pré-Universitário” recebe inscrições

Têm início nesta quarta-feira, 15, e se estende até o próximo dia
17, as inscrições para o cursinho “Sinapse Pré-Universitário”,
organizado por alunos do curso de Ciências Biológicas (Licenciatura)
do Instituto de Biociências (IB) da Unesp, câmpus de Botucatu.

As aulas que acontecerão no período vespertino consistem em uma
revisão e serão destinadas a alunos do terceiro ano do Ensino Médio.
Nesse caso, haverá 40 vagas.

Para o cursinho do período matutino serão disponibilizadas 25 vagas
e os selecionados frequentarão as aulas do segundo semestre junto
com alunos que já iniciaram as atividades no início deste ano.

As inscrições serão realizadas das 10h às 14h, no Espaço Cultural
Dr. Antonio Gabriel Marão, que está localizado na Avenida Dom Lúcio,
755.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (14) 4102-0355 ou
8156-9341.