junho 17, 2009

Marcelo Roy: o artista que vai onde o povo está

Por Renato Fernandes

O cantor sertanejo Marcelo Roy é daquele que honra o lema: “o artista vai onde o povo está”, divulgando e vendendo seu trabalho de forma simples e eficaz, ele vai de casa em casa oferecendo seu CD. O resultado é motivo de comemoração. Trabalhando dessa forma, ele atingiu a vendagem de oito mil cópias. “Cada 10 pessoas que eu abordo pelo mesmo quatro acabam comprando o álbum”, garante o artista.

Ele relembra que essa média de venda ocorreu no início da década, quando ainda trabalha com o irmão, formando a dupla “Marcelo Roy e Messias”. “Percorremos 78 cidades. A rotina era basicamente a mesma, de manhã percorríamos as emissoras de rádio e no restante do dia íamos de casa em casa oferecendo o CD”, explica.

O novo CD, e primeiro trabalho solo de Roy, já vem sendo divulgado em emissoras de rádio da região. “Acredito que já tenha vendido pelo menos mil cópias deste trabalho”, informa.

A dupla terminou suas atividades em 2001. “Meu irmão quis se afastar para estudar. Nessa época eu quase desisti da música, e me afastei por cinco anos da carreira artística”, explica.

O álbum tem o selo alternativo da “A Music” e reúne canções sertanejas e românticas. “O carro chefe do CD é a canção ‘Andréa’, uma balada romântica que tem muita relação com a atualidade. Também tenho trabalhado a música ‘Carona no Coração’”, diz.

A composição “O Pinto”, também tem chamado a atenção dos ouvintes. “Essa música eu vou preparar para participar do programa Garagem do Faustão”, revela.

Quinta-feira tem “Cinema no Divã”

Na quinta-feira, dia 18, acontece a sessão de cinema mensal do projeto “Cinema no Divã”, com a exibição o filme “Em Busca da Terra do Nunca”, às 20 horas, com entrada franca. A sessão será no auditório da Unimed Botucatu, na Rua Major Leonidas Cardoso, 43 - Centro.

As sessões ocorrem sempre na terceira quinta-feira do mês, com a promoção de um “cinedebate sob olhar da psicanálise”, baseado nas obras em exibição.

Segundo as responsáveis pelo projeto: Ana Lúcia Gonçalves (psicóloga), Neide Aoki (Psicanalista) e Neuci Galazzi (Psicanalista), “nada se parece mais com o funcionamento da mente que o cinema. Os filmes transmitem os dramas do cotidiano de nossas vidas, ampliando a capacidade de sonhar e pensar”.

Após o filme uma psicóloga da área psicanalitica comentarão os aspectos subjacentes do enredo e personagens.

No filme J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que encontra inspiração para sua nova peça nos jardins Kensington, em Londres. Onde conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas.

Informações: (14) 3815-3100.

STF declara inconstitucional obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo

Da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje(17), por oito votos a um, que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Os ministros acolheram o recurso ajuizado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF) contra uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que tinha afirmado a necessidade do diploma.

O voto do relator - o presidente da Corte, Gilmar Mendes -, segundo o qual a formação específica em curso deve ser dispensada para a garantia do exercício pleno das liberdades de expressão e informação, foi seguido pelos demais ministros presentes, com exceção do ministro Marco Aurélio Mello. Os ministros Menezes Direito e Joaquim Barbosa não participaram do julgamento.

"Nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade é não restringir nada. Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra", afirmou o ministro Ayres Britto.

O ministro Cezar Peluso disse que experiências de outros países demonstram que o jornalismo sempre pôde ser bem exercido sem qualquer exigência de formação universitária. "Não existe no exercício do jornalismo nenhum risco que decorra do desconhecimento de alguma verdade científica", afirmou.

A decisão atende à tese da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e contraria a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), para quem foi justamente a exigência do diploma para o exercício do jornalismo, prevista no Decreto-Lei 972 de 1969, que permitiu a profissionalização e a maior qualificação da atividade jornalística no Brasil.

O patronato e as entidades representativas da categoria sempre estiveram em campos opostos na discussão. Uma liminar do STF já garantia, desde novembro de 2006, o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área de jornalismo.

O parecer do Ministério Público Federal também foi pela não obrigatoriedade do diploma . O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que isso evitaria os obstáculos à livre expressão garantida pela Constituição Federal.

Vencido no julgamento, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que o jornalista deveria “ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida do cidadão em geral”.

Brasil tem 17 novos casos de gripe suína

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde confirmou 17 novos casos de influenza A (H1N1) – gripe suína – no país, de acordo com boletim divulgado hoje (17). Agora são 96 casos confirmados e 80 suspeitos.

Entre os novos casos, sete são em São Paulo, cinco em Santa Catarina, três em Minas Gerais e dois no Rio de Janeiro. Do total, dois são de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional) e tiveram contato com pessoas procedentes do exterior, que já tinham sido diagnosticadas com a doença. Todos os pacientes passam bem, segundo o ministério.São Paulo é o estado com maior número de casos (34), seguido por Santa Catarina (24), Minas Gerais (14), Rio de Janeiro (13), Tocantins (quatro), Distrito Federal (três), Mato Grosso (dois), Bahia (um) e Rio Grande do Sul (um).

Até o momento, 510 casos foram descartados. Segundo o ministério, 82 países têm casos confirmados e divulgados da doença.




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Ministério da Justiça anuncia julgamento histórico da Guerrilha do Araguaia

O episódio de repressão à Guerrilha do Araguaia, que deixou cerca de 70 mortos e desaparecidos, terá uma reparação histórica nesta quinta-feira (18). A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça vai a São Domingos do Araguaia, no sul do Pará, para anunciar, em ato público, o resultado do julgamento de 91 processos de anistia política. Todos de camponeses da região, que tiveram suas vidas transformadas na década de 1970 por um episódio ainda obscuro da história do país.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, e a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, abrirão a 24ª Caravana da Anistia às 14 horas, na praça da cidade. Será realizada uma sessão de memória, em homenagem aos moradores da região perseguidos pela ditadura – muitos foram torturados, seqüestrados e até assassinados para dar informações que, muitas vezes, não tinham. Em seguida, o resultado dos julgamentos será anunciado pelo presidente da Comissão, Paulo Abrão.

A Comissão de Anistia aproveitará a Caravana para, na sexta-feira (19), realizar sessões complementares de oitivas na chácara da paróquia do município, a partir das 9 horas. Quatro turmas da Comissão tomarão cerca de 90 depoimentos de camponeses, como parte da instrução dos demais processos que aguardam decisão.

No total, foram protocolados 304 pedidos de anistia política referentes à Guerrilha do Araguaia, incluindo requerimentos de militantes (26) e camponeses (278). Após esta Caravana, restarão 191 processos deste que é um dos casos mais complexos da Comissão de Anistia, em razão da dificuldade em obter provas documentais.

Dois anos de trabalho – Para elucidar o caso, o órgão do Ministério da Justiça criou um grupo de trabalho, que atua no caso há mais de dois anos. Após duas visitas da Comissão à região do Araguaia, em 2007 e 2008, foram colhidos 287 depoimentos de moradores.

Esses relatos foram cruzados com documentos da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Ministério Público, além de registros bibliográficos existentes sobre a guerrilha. O resultado será divulgado no dia 18, na presença dos camponeses envolvidos numa guerra da qual não queriam fazer parte. Será o primeiro ato público de reparação coletiva da Comissão.

“Mais de 30 anos depois, o Brasil pedirá desculpas oficiais aos moradores e camponeses vitimados por esta que é considerada a maior operação militar do país desde a participação na 2ª Guerra Mundial”, afirma Paulo Abrão.

A Guerrilha – Os registros históricos apontam que, a partir de 1966, membros do PCdoB se instalaram na região situada à margem esquerda do Rio Araguaia, no interior do Pará, e instauraram a Guerrilha do Araguaia. Os “paulistas”, como eram chamados pelos moradores locais, foram descobertos pelo Exército e se transformaram em alvo de operações militares entre 1972 e 1975.

O objetivo dos militantes era montar uma guerrilha rural, exército popular de libertação inspirado no processo revolucionário da China, ocorrido entre 1927 e 1949. No entanto, antes mesmo de iniciar a luta armada contra a ditadura militar, o movimento foi exterminado.

Corte Interamericana – Em função da Guerrilha do Araguaia, o Brasil é réu na Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão judicial autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) com sede na Costa Rica. É o primeiro caso relacionado à ditadura que se transforma em processo contra o país na Corte.

O Estado brasileiro está sendo processado pela detenção arbitrária, tortura e desaparecimento de cerca de 70 pessoas, entre militantes do PCdoB e camponeses, pela não punição dos responsáveis e pela “falta de acesso à justiça, à verdade e à informação”. Neste último ponto, o julgamento da Comissão de Anistia é um passo fundamental para a restauração da verdade e reparação dos perseguidos políticos.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sediada em Washington (EUA), entrou com o processo na Corte em 26 de março deste ano. No documento, o órgão pede que a Corte ordene ao Brasil medidas como a determinação da responsabilidade penal pelos desaparecimentos forçados das vítimas da guerrilha e a reparação aos familiares dos mortos e desaparecidos.
Clique aqui para acessar a íntegra do relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre a Guerrilha do Araguaia.


Serviço
24ª Caravana da Anistia – Guerrilha do Araguaia
Abertura: 18/06
Horário: 14h
Local: Praça Frei Gil – São Domingos do Araguaia (PA)

Do Ministério da Justiça



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Secretaria de Educação inicia inscrição para projeto Jovens Embaixadores

O programa leva 35 estudantes de escolas públicas brasileiras para uma viagem de três semanas pelos Estados Unidos

A Secretaria de Estado da Educação iniciou, no último dia 15, o processo de inscrição para os estudantes da rede estadual que estiverem interessados em participar do Programa Jovens Embaixadores.

As inscrições podem ser feitas no site da Secretaria de Educação (), no link específico para o Programa Jovens Embaixadores 2009. Lá o aluno pode imprimir a ficha de inscrição que deve ser entregue, juntamente com a documentação necessária, à unidade escolar do estudante. Todas as fichas de inscrição devem ser entregues pela diretoria da escola à Embaixada Americana até o dia 12 de agosto.

O Programa Jovens Embaixadores é uma iniciativa da Embaixada dos Estados Unidos em parceria com os setores público e privado em ambos os países. Beneficia, com uma viagem de três semanas aos Estados Unidos, alunos brasileiros da rede pública que são exemplos em suas comunidades.

História de Sucesso

Estudante da E.E Maria Aparecida Lopes, João Paulo Ferrari tomou conhecimento do programa por intermédio do coordenador da escola. Aprovado no processo seletivo ele viajou, em 09 de janeiro deste ano, para os Estados Unidos, onde conheceu um pouco do modo de vida americano.

Junto com os outros 34 participantes do programa, João Paulo conheceu a capital do país, Washighton D.C, participou de workshops e, durante uma semana, viveu com uma família americana, frequentou a High School e teve oportunidade de conhecer uma nova cultura e realidade.

“O mundo se abriu para mim. Visitei o Capitólio, o Departamento de Estado e agora estou estudando para as provas preparatórias para tentar voltar e estudar em uma Universidade Americana”, conta. Segundo o estudante, após o programa todos os alunos participantes receberam, da Embaixada Americana, um convite para realizar as provas que são pré-requisito para estudar no País. “Há várias provas como o TOFEL, a TELPE, e se formos aprovados em todas, eles nos ajudam a ingressar em uma faculdade americana”, conclui esperançoso.

Documentação necessária

- Uma fotografia recente (colorida);
- Uma cópia da carteira de identidade;
- Uma cópia da matrícula escolar para 2009;
- Uma cópia do histórico escolar ano a ano;
- Uma cópia do certificado de curso de inglês (caso tenha estudado inglês fora a escola);
- Uma cópia do comprovante de renda de ambos os pais ou responsáveis legais;
- Uma cópia da conta de luz mais recente da residência em que vive;
- Uma carta de recomendação de um professor ou da escola;
- Uma carta de recomendação dos pais ou tutores legais;
- Uma carta de recomendação do projeto social em que está envolvido.


Secretaria de Estado da Educação - Assessoria de Imprensa