abril 20, 2009

Fantástico e o Twitter: o outro lado da matéria



A câmera escondida dos Tuiteiros
A matéria do Fantástico por outro ângulo


Por Renato Fernandes

Não restam dúvidas de que o Fantástico ousou na matéria a respeito do Twitter e as redes sociais, que foi ao ar no domingo, dia 19 de abril. O bem humorado Zeca Camargo, mostrou a agilidade da ferramenta em uma conversa animada entre amigos que se conheceram através do site.

A ousadia não foi unilateral, os entrevistados, que também são formadores de opinião através de seus milhares de seguidores no Twitter e leitores de blogs, tinham uma obrigação com seu público, mostrar aos internautas os bastidores da entrevista de forma natural e simples, fatores fundamentais no novo conceito de informação.

Usaram câmeras ocultas e divulgaram detalhes da preparação da entrevista, os ensaios antes de entrar em cena e as regras para que o trabalho do Fantástico fosse garantido de forma plena. Os entrevistados, por sua vez optaram pela naturalidade e deixaram tudo correr tranquilamente. Não passível, mas sim interagindo em todos os sentidos.

Enquanto o programa era exibido os tuiteiros brasileiros assistiam uma porção de perfis novos surgindo na rede. Tráfego intenso que chegou a dificultar o acesso ao serviço várias vezes. Na gíria do twitter "Baleiando".

O programa também mostrou a proposta de aproximação com o público das redes sociais, principalmente do Twitter, convidando a todos que estavam assistindo o programa a acompanhar o perfil do "Show da Vida". A meta, entretanto, acredito que está muito longe da expectativa de uma emissora como a Rede Globo de Televisão. O perfil do Fantástico (até as 11h30 de segunda-feira, dia 20 de abril) tinha apenas 4.265 seguidores, uma quantidade ínfima se levarmos em conta a audiência do programa.

A experiência que se toma com essa reportagem é que a comunicação realmente chegou a uma amplitude que exige atenção especial dos formadores de opinião. Cabe ao comunicador entender o funcionamento dos novos mecanismos, afinal são formas de levar a informação aos pontos remotos.

A audiência não é mais passível e não cabe à internet dividir o mesmo público dos canais de televisão. Afinal, há um ano, em 22 de abril de 2008, a cidade de São Paulo passou por um terremoto e o primeiro meio de comunicação a reportar tal fato foi o Twitter.

As emissoras de televisão precisaram editar o material antes de colocar no ar, os jornais repercutiram a noticia no dia seguinte, e as emissoras de rádio transmitiram o que leram na internet, ou melhor no Twitter.

Se a comunicação não é mais passível, então a audiência não pode ser tratada como mera consumidora e ganha posição atuante nas discussões do cotidiano.

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