abril 15, 2009

Pesquisadores da FCA/Unesp lançam livro sobre doenças do eucalipto

Um grupo de pesquisadores, ligados ao Laboratório de Patologia Florestal da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp (FCA), câmpus de Botucatu, sob a coordenação do professor Edson Luiz Furtado, acaba de lançar o livro de bolso “Doenças do Eucalipto no Brasil” (foto).

A publicação tem como objetivo facilitar a identificação preliminar dos sintomas de doenças do eucalitpto pelo produtor, ainda no campo e será lançado durante a 13ª Reunião Técnica do PROTEF - Atualização em Proteção Florestal, realizada dias 16 e 17 de abril, em Vitoria da Conquista-BA.

A idéia da publicação teve origem a partir do Projeto de Manejo Integrado de Doenças (MID) da FCA que detectou uma demanda de diversas empresas florestais na diagnose de campo de doenças do eucalipto, seja nos viveiros de mudas ou nas áreas de cultivo.

Os editores privilegiaram o aspecto prático, publicando um material em formato pequeno, fartamente ilustrado, de fácil consulta e interpretação para possibilitar a pré-diagnose das patologias durante as visitas de monitoramento a campo.

Cada doença é apresentada com fotografias detalhadas das plantas mostrando detalhes de folhas, raízes ou caules atingidos. Além disso, são identificados os agentes causais, os sintomas e as características de cada patologia. “O material oferece plenas condições para que o produtor faça uma pré-diagnose do seu problema. Em caso dos indícios se confirmarem, ele pode enviar amostras do material para a diagnose em laboratório e receber a respectiva recomendação de tratamento”, explica o professor Furtado.

No final do livro são apresentadas instruções detalhadas sobre o procedimento adequado que o produtor deve realizar para a coleta e a remessa de material vegetal para a análise patológica no Laboratório de Patologia Florestal da FCA.
O livro pode ser adquirido junto à área de Defesa Fitossanitária da FCA pelos telefones (14) 3811-7167/ 3811-7205.

As ameaças da vez
Pelo menos três doenças estão se disseminando de maneira preocupante nas plantações de eucalipto de várias regiões do país. A primeira delas se manifesta através das manchas foliares causadas por bactérias Xanthomonas spp e Pseudômonas spp.

A doença começou a ser observada a partir de 2002 no Espírito Santo e sul da Bahia. Devido a trocas de materiais e mudas entre empresas, as duas bactérias se disseminaram por várias regiões do país.

Normalmente a doença surge ainda nos jardins clonais e pode gerar problemas em outros estágios do desenvolvimento das plantas. “A doença já pode causar algum dano na casa de vegetação, no momento em que as mudas enraízam”, explica o professor Furtado. “Mas a patologia, normalmente, atinge a planta de uma maneira mais contundente causando uma desfolha intensa no momento da aclimatação, antes de ir ao campo. Em regiões mais secas, a doença não progride. Nas regiões com maior umidade, o desfolhamento permanece no campo”.

O manejo da doença também é complicado. O professor Furtado ressalta que o produtor precisa tomar cuidados especiais com a irrigação, cobrir o jardim clonal e fazer um manejo com bactericidas. “Não é um procedimento barato, mas é uma exigência. Se os jardins clonais estiverem descobertos no período chuvoso podem acontecer danos da ordem de 30% das mudas. Além do perigo de disseminar a doença com a distribuição das mudas para outras regiões”.

Murcha vascular e de ceratocistis

Ainda mais preocupante é a chamada Murcha vascular, causada pela Ralstonia solanacearum bacteriose que atinge principalmente as plantas no campo. Quando ataca viveiros, ela pode dizimar as mudas, pois ataca diretamente o sistema vascular das plantas.

De fácil transmissão, a bacteriose se dissemina até pelo material de corte utilizado para repicar as mudas. Ela se manifesta como pequenas murchas e queimas de bordas que podem ser confundidas com falta d`água. Quando se instala definitivamente, a planta entra em colapso e morre.

A doença é facilmente identificável atrávés da presença de pus bacteriano, semelhante ao presente nos ferimentos humanos, após o corte dos troncos das árvores. “Uma vez identificada a bacteriose o único caminho é a erradicação da planta e do entorno. No caso de mudas, além das plantas, todo o substrato deve ser descartado”, informa o professor Furtado. “A campo é necessário erradicar as plantas e do entorno e proceder a retirada dos tocos. Se isso não for feito a bactéria pode ficar na área e contaminar as novas plantas durante muitos anos”.

Por fim, a terceira ameaça à cultura de eucaliptos tem sido a Murcha de ceratocistis, causada pelo fungo Ceratocystis fimbriata originário das mangueiras.

Em monitoramente realizado em 2001, não foram encontrados focos da doença em eucaliptos no Estado de São Paulo. Em 2007, começaram a aparecer focos em diferentes regiões do Estado. Dentre os sintomas da murcha estão a perda de coloração da folhagem e a murcha das folhas, que secam e ficam presas aos ramos, adquirindo uma coloração palha.

O professor Furtado recomenda atenção e cuidados no manejo para que os produtores possam garantir o rendimento dos seus cultivos. “Essas doenças são preocupantes e podem causar danos importantes, comprometendo seriamente a produção. Cuidados no manejo, monitoramento constante e detecção rápida e exata dos problemas são fundamentais para quem quer produzir de maneira rentável”.

Assessoria de Imprensa da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp de Botucatu - FCA / Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - FEPAF

Cursinhos da Unesp aprovam 924 alunos em universidades

Os cursinhos pré-vestibulares da Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovaram 924 alunos em universidades públicas nos vestibulares deste ano. O número equivale a 24,6% de 3.754 pré-vestibulandos inscritos nos cursinhos em 2008, de acordo com dados fornecidos pela Pró-reitoria de Extensão Universitária da Unesp (Proex).

Esse índice cresceu em comparação com o ano anterior, quando o número de aprovados em instituições públicas atingiu 707 (19% de 3.714 matriculados).

Entre 2005 e 2008 foram oferecidas cerca de 12 mil vagas nos cursinhos. A Unesp oferece desde 1993 cursinhos pré-vestibulares e material gratuito para alunos de baixa renda. Neste ano, são 4.586 vagas exclusivas para estudantes das escolas públicas.

Com apoio do governo do Estado e do Banco Real, a Unesp concede também 487 bolsas para alunos de graduação que dão aulas em seus cursinhos.



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Dia do Índio tem exposição sobre os irmãos Villas-Boas

A exposição ''Irmãos Villas-Boas - Vida de Conquistas'' estará no Memorial do Ensino Municipal até o dia 26 de junho, homenageando o Dia do Índio. O trabalho dos Villas-Boas será explicado com imagens, objetos e vídeos.

Em homenagem do Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, o Memorial do Ensino Municipal realiza, até o dia 26 de junho, a exposição "Irmãos Villas-Boas - Vidas de Conquistas", mostrando a cultura indígena do Xingu pelo olhar da família Villas-Boas, assim como o trabalho realizado pelos sertanistas com os índios brasileiros.

A abertura oficial da exposição ocorreu na última segunda-feira (13/04), às 14h, com a presença de crianças do Coral do Centro de Educação e Cultura Indígena (Ceci) Jaraguá, que cantaram músicas de suas tribos.

A exposição contém painéis com fotos do arquivo pessoal do sertanista botucatuense Orlando Villas-Boas, cedidas pelo filho Noel, retratando festas, rituais, a vida na tribo e a relação com os índios. Durante as visitas, um monitor explicará o trabalho dos Villas-Boas por meio de imagens, objetos e vídeos que entrelaçam a trajetória dos irmãos à história do Xingu.

A exposição contará com armas, instrumentos musicais, artesanato de cerâmica, bijuterias e outros utensílios indígenas que pertencem ao acervo do Projeto Xingu, mantido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que acompanha os índios da região desde a década de 60.

Fazem parte da mostra também oficinas de artesanato, dança, contação de histórias e brincadeiras indígenas. Banners mostrarão o trabalho realizado nos três Cecis da Rede Municipal de Educação, que tem como objetivo o desenvolvimento integral das crianças índias de zero a seis anos em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social. O currículo dos Cecis, com processos de aprendizagem desenvolvidos especialmente a partir dos interesses, hábitos e crenças indígenas, procura preservar a cultura Guarani.

A exposição "Irmãos Villas-Boas - Vidas de Conquistas" é gratuita e aberta ao público. Escolas da Rede Municipal de Ensino e outras unidades interessadas podem fazer o agendamento das visitas em três horários diários (10h, 13h e 15h) com o máximo de 40 alunos. Um horário especial foi reservado para os alunos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) às 20h das quartas-feiras, em turmas de 30 pessoas.


Serviço:

Exposição "Irmãos Villas-Boas - Vidas de Conquistas"
Data e horário: de 13 de abril a 26 de junho, segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Local: Memorial do Ensino Municipal
Endereço: rua Estado de Israel, 509, Vila Clementino



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Distrito de Vitoriana ganha subprefeitura

No dia em que Botucatu completou 154 anos de emancipação político-administrativa, a Prefeitura Municipal presenteou o distrito os quatro mil moradores de Vitoriana com uma subprefeitura para prestar serviços às comunidades daquele distrito, do Rio Bonito, Porto Said, Alvorada da Barra e Mina.

A subprefeitura foi inaugurada com a presença de aproximadamente 300 pessoas, entre populares, membros da imprensa, secretários municipais, vereadores, autoridades civis e militares. A corporação musical Damião Pinheiro Machado executou músicas do cancioneiro popular brasileiro, o hino nacional e a canção oficial do município. O descerramento da placa foi feito pelo excelentíssimo prefeito municipal de Botucatu, João Cury Neto, o ex-vereador José Francisco dos Santos [Dadá] e o subprefeito Milton dos Santos.

“Agora vocês não terão que ir até a cidade [Centro] para conseguirem uma informação, pagar contas e acertarem seus compromissos. O que não puder ser resolvido aqui na subprefeitura será levado pelo Milton [subprefeito] para que vocês não tenham que sair de suas casas”, disse o Prefeito.

“Vou precisar de vocês [população] para avaliarem e fiscalizem os serviços”, completou.

A Subprefeitura de Vitoriana prestará todos os serviços básicos da prefeitura; terá funcionários da secretaria de Obras para manutenção do local e arredores, posto de atendimento bancário e serviço de correios, ambulância e Ouvidoria.

História – o distrito de Vitoriana, antigamente chamado de Vila Vitória, teve seu surgimento ligado à chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, em 1888. Rodeada por fazendas produtoras de café, Vitoriana centralizava a vida econômica, social e política daquela parte do município de Botucatu.

Conte Júnior - Subscretaria de Comunicação e Informação

FMB promove Campanha da Voz, no CSE, nesta quinta-feira, de abril

Em seu 10º ano consecutivo, será realizada nesta quinta-feira, 16 de abril, no Centro de Saúde Escola (CSE), durante todo o dia, a Campanha Nacional da Voz. Docentes e residentes da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) realizarão exames das pregas vocais principalmente de pessoas que utilizam a voz com mais intensidade em seu dia-a-dia, como professores, cantores, vendedores, entre outros, ou ainda crianças e adultos fumantes. Também serão dadas orientações fonoaudiológicas à população.

Segundo a professora Regina Helena Garcia Martins, muitas alterações na voz podem ser diagnosticadas durante o atendimento. “O procedimento é simples, rápido, não dói e possibilita uma avaliação detalhada de toda a laringe. Caso sejam encontradas lesões, os pacientes serão encaminhados aos ambulatórios do Hospital das Clínicas (HC) da FMB para tratamento”, destaca.

Os profissionais da voz poderão realizar uma análise computadorizada, através da qual pequenas alterações na qualidade vocal poderão ser percebidas e registradas em um programa de computador.

Nas edições anteriores da campanha chegaram a ser examinados até 200 pacientes no mesmo dia e muitos foram encaminhados para acompanhamento no HC.

Ouça a entrevista:



Leandro Rocha
Assessoria de Comunicação e Imprensa da FM e HC/Unesp