outubro 08, 2008

Ações no HC/FMB enfocam combate ao álcool e melhoria na qualidade de vida

Por Flávio Fogueral

Qualidade de vida através de hábitos saudáveis. Este foi o intuito do ‘Movimento Saúde’ e do ‘Dia de Alerta Sobre o Uso Excessivo de Álcool’, realizados simultaneamente nesta quarta-feira, dia 8, em todas as unidades que compõem a Unesp. A realização é da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), em parceira com as 32 faculdades e institutos. Na Faculdade de Medicina de Botucatu, a realização esteve a cargo do Departamento de Enfermagem e do Grupo Técnico de Desenvolvimento de Recursos Humanos-GTDRH/HC/FMB.

O programa teve como meta levar informações para população e servidores quanto aos cuidados para a manutenção da qualidade de vida e da saúde. Para isso, ações de conscientização e exames foram realizadas em todo o campus de Rubião Júnior.

No período da manhã, o Hospital das Clínicas/FMB promoveu em parceria com o curso de nutrição do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB) e do curso técnico de enfermagem do Senac; exames de pressão arterial, medição de altura e peso para cálculo do Índice de Massa Corpórea e também informações sobre alimentação saudável e controle do peso para os usuários do HC.

Outra parte da campanha enfocou os servidores do campus com a distribuição de panfletos informativos sobre as causas e efeitos provocados pelo uso excessivo do álcool. Também foram afixados cartazes em diversos pontos como forma de alerta sobre o alcoolismo e cuidados com a saúde através de textos didáticos.

Segundo explica a professora Sílvia Maria Caldeira, do Departamento de Enfermagem/FMB/Unesp, as ações permitem um contato mais direto com usuários dos serviços de saúde e busca informar sobre a relação entre diversas doenças e o sedentarismo. “A conscientização sobre a importância de ter hábitos saudáveis no dia-a-dia é fator crucial para a qualidade de vida tanto das pessoas que trabalham diretamente com a área da saúde quanto para a população de forma geral”, frisa.

Já a analista técnica do GTDRH, Martha Negrisoli declarou que as ações de conscientização como o ‘Movimento Saúde’ e o ‘Dia de Alerta sobre o Uso excessivo de Álcool’ deverá se estender para escolas e entidades do município.

Escritor procura por “Neo-Bentinho”, inspirador do romance “Mestiços da Casa Velha"

Ele é negro, tem entre 25 e 35 anos, é professor de língua portuguesa, chama-se Bentinho e esteve na FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty de 2004 para assistir algumas palestras. Essas são as poucas informações que o escritor e pesquisador da Universidade de São Paulo , Lucius de Mello (foto), tem sobre o neo-Bentinho que o inspirou a escrever o romance “Mestiços da Casa Velha”, lançado agora em setembro pela Novo Século.

Lucius de Mello quer reencontrar com o seu Bentinho. Mas não faz idéia de onde ele possa estar morando. Na época que se conheceram num bar na praça da Matriz em Paraty, Bentinho disse ao escritor que ainda naquela noite pegaria o ônibus com destino a Angra dos Reis para depois tomar um barco até uma ilha no litoral fluminense onde teria que dar aulas de português.


Nunca mais Lucius ouviu falar no tal Bentinho. Mas aquele encontro rendeu. O jovem negro inspirou o autor que foi finalista do Prêmio Jabuti 2003, com o livro Eny e o Grande Bordel Brasileiro – editora Objetiva, a escrever “Mestiços da Casa Velha”. O romance promove um encontro conflituoso e subjetivo entre momentos das obras de Machado de Assis e Thomas Mann.

No romance, Bentinho, filho de uma mãe de santo é praticamente adotado por Lili, uma educadora francesa, apaixonada por Machado de Assis, que depois de aposentada escolhe viver uma temporada em Paraty. Na adolescência , em plena segunda guerra mundial, Lili aprendeu português lendo Dom Casmurro. Teve como professora uma senhora judia que viveu alguns meses escondida no porão da casa dos pais dela em Paris.

Muitos anos depois, já aposentada, ao encontrar-se com um menino negro chamado Bentinho em Paraty, Lili vive um dos momentos mais emocionantes da vida dela…Vira protetora de Bentinho, lhe ensina a amar os livros, paga seus estudos no Rio de Janeiro e o transforma num doutor em literatura.

Esse neo-Bentinho vive um romance com Ondina, uma caiçara misteriosa filha de um ex-gondoleiro veneziano que também vive em Paraty.

Um dos cenários mais importantes da história é o casarão onde nasceu Júlia Mann , mãe do Prêmio Nobel, Thomas Mann. A casa existe até hoje e fica ao lado da marina de Paraty.
Ao se debruçar sobre Mestiços da Casa Velha – o leitor vai entrar nessa história como se tivesse desvendando, a cada página, a cada capítulo, os mistérios dessa casa de muitas portas e janelas, muitas paredes e varandas, muitos fantasmas e espelhos... Um labirinto feito de pedra e óleo de baleia, típica construção do século dezenove. O leitor vai se sentir hóspede desse casarão que existe até hoje na prainha da Fazenda Boa Vista, ao lado da marina de Paraty, no litoral fluminense e onde Júlia Mann, mãe do Prêmio Nobel de Literatura - Thomas Mann - passou parte da infância.

Buracos de fechadura marcam as passagens de tempo do romance que, logo no início, convida o leitor para participar de um jogo entre a nossa essência humana, no livro designada de “semente”, a loucura e a morte.

Um dos principais personagens do livro é o ex-juiz Antônio Joaquim. Ele compra o casarão de Paraty porque acredita que o imóvel pode ser um veículo para levá-lo até a mente de Mann. Antônio é obcecado pela obra manniana e quer desvendar o diabólico que existe nela. Para dialogar com o diabo literário de Mann, o ex-juiz, que deixou a magistratura porque virou um escritor famoso, compra a casa velha e decide passar uma temporada dentro dela, escrevendo o próximo livro.

Para passar essa temporada com ele em Paraty, Antônio convida o belo Gustavo Zauber, um jovem professor de história que tem uma relação misteriosa com o ex-juiz. Aos poucos, o leitor vai se surpreender com o que de fato uniu os dois no passado.

Outros personagens também entram na trama. Felizângelo, um matador de aluguel analfabeto, viciado em pirulitos coloridos e que se regenera quando aprende a ler e a contar histórias; Ramona, uma beata trambiqueira; Rei Leão, um traficante; Maria Tartaruga, velha pescadora, avó de Ondina; Marco Veronese, ex-gondoleiro, pai de Ondina, que passa a vida escrevendo cartas de amor para a falecida mulher. Há também o Mar, a Casa Velha, o gato Esmeraldo, que também são personagens importantes desse mundo subjetivo criado por Lucius de Mello.

As vidas dessas personagens vão se misturando e se revelando a cada página e o leitor vai ser convocado a desvendar o mistério que as une pelo próprio narrador. O romance propõe um diálogo, um encontro ou até mesmo um duelo entre a obra de Machado de Assis e a obra de Thomas Mann. Lucius mistura a ironia Machadiana com a densidade germânica de Thomas Mann. Em muitos momentos do livro, Bentinho e Ondina nos remetem ao casal Bentinho e Capitu, de “Dom Casmurro”; e Gustavo Zauber e o Antônio Joaquim, aos personagens Tadzio e Gustave Aschembach de “A Morte em Veneza”, entre outros personagens mannianos. O neo-Bentinho de Lucius de Mello foi inspirado em um jovem negro professor de literatura, que ele conheceu em um bar na cidade de Paraty durante a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty de 2004.

Uma das chaves para abrir e desvendar o mistério de “Mestiços da Casa Velha” é descobrir qual dos personagens do romance está de fato contando essa história. Há um escritor para o livro que existe dentro do livro de Lucius de Mello. Há pelo menos cinco suspeitos que podem ter transformado a própria história neste livro. E o narrador convoca o leitor a responder a pergunta: Quem me escreve?

O autor nos dá a sensação de que observamos esta magnífica história pelo olho da fechadura da Casa Velha. Casa que é a metáfora da própria cabeça do leitor... Cada um de nós é, ou pode vir a ser, uma Casa Velha. Na vida, podemos dar o destino que quisermos às nossas paredes, portas e janelas; aos nossos vazios, aos nossos cômodos ocupados ou desocupados demais... Também podemos reformá-la ou reconstruí-la, porque não? Esse livro é a combinação conspiratória entre a verossimilhança do sonho como caminho e a realidade como vertiginoso processo de encantamento.

Desvende os mistérios de Mestiços da Casa Velha! É só abrir o livro e entrar!

O tal neo-Bentinho, que inspirou Lucius de Mello a escrever esse livro provavelmente continua ensinando português nas escolas ribeirinhas das ilhas do litoral fluminense e ainda nem imagina que aquela rápida conversa que teve , num bar, no centro histórico de Paraty com o escritor paulista tenha se transformado num romance de 408 páginas.

Resumo carreira - Lucius de Mello

Lucius de Mello é escritor, roteirista, jornalista e pesquisador do LEER – Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da Universidade de São Paulo. Finalista do Prêmio Jabuti 2OO3 na categoria melhor reportagem/biografia com o livro “Eny e o Grande Bordel Brasileiro – Ed. Objetiva. – Livro que está sendo adaptado para cinema e televisão pela Casablanca Filmes.

Também publicou pela Ed. Novo Século “A Travessia da Terra Vermelha” – Um Saga dos Refugiados Judeus no Brasil.

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Durante 14 anos foi repórter da TV Globo. Também atuou com o editor e repórter da Fundação Roberto Marinho – Canal Futura – em São Paulo. Foi duas vezes finalista do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo- na categoria telejornalismo - em 1997 e 1998.

Atualmente trabalha como roteirista do Programa Hoje em Dia, na TV Record em São Paulo.

Municipal divulga a programação de outubro

A administração do Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci, divulgou essa semana a agenda de atrações deste mês. Segundo o secretário muncipal de Cultura, Marco Pinheiro, a agenda contempla eventos diversos e confirma a presença de atores consagrados como Rosi Campos, Tadeu Di Pyetro, Luisa Mell e Mionzinho.

Dentre os espetáculos constam quatro produções teatrais botucatuenses, entre elas: “Mirabelli”, “Taquara Póca” e “No Planar da Borboleta”. Outros eventos também marcam a participação de conterrâneos, como a exposição “Arte Não Tem Idade”, “Expo Yume” e o concurso de beleza “Miss Comerciária”.



Entre os destaques da programação está o espetáculo “Mãos ao Alto”, que conta com a presença dos artistas citados anteriormente. A peça é uma comédia ao estilo nonsense, que conta três histórias que são apresentadas de forma não cronológica.

Programação

Dias 1 à 10 de outubro – exposição “Arte não Tem Idade”;
Dias 1, 2 e 3– 20h30 – “Mirabelli”;
Dias 6 - 20h30 e dia 7 - 15h00 - “Taquara Póca”
Dia 11 – 20h30 - Espetáculo “Mãos ao alto!” (Apresentação fechada para funcionários da Embraer – 20h30)
Dia 12 – 14h00 – EXPO YUME – mangás Japoneses
Dia 14 – 9 e 14h30 – Peça “No Planar da Borboleta”
Dia 15 – 20h30 – Show “ Cida Moreira”
Dias 16 – 17 e 20h30 – Espetáculo “After Darwin”
Dia 18 – 20h30 – Dança do ventre “ Noite da Amizade”
Dia 22 – 20h00 - Palestra de Vendas com Alexandre Bernardo
Dia 23 – 20h30 - Miss Comerciária 2008

Festa homenageia Nossa Senhora Aparecida

A Paróquia de Nossa Senhora Aparecida promoverá nos dias 9, 10, 11 e 12 deste mês, a tradicional festa em homenagem à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
A parte religiosa do evento tem início hoje com a abertura da novena, à 19h30. As novenas e missas seguem até o dia 11 de outubro.

No Dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, as atividades tem início às 6 horas, com a alvorada, repique dos sinos e fogões de artifício. às 7h30, será celebrada a missa em homenagem a santa, atividade que se repetirá também, às 10 horas.


Assessoria Jurídica


Ao meio dia tem início a oração do terço, de hora em hora, sob a orientação da Legião de Maria e, encerrando as atividades, às 16 horas, acontece a santa missa no Centro Comunitário da Paróquia e procissão. Oficialmente as festividades terminam no dia 26, com a realização do tradicional churrasco e leilão de gado.

Rubião receberá curso de fitoterapia ayurvedica

A Chácara Terra Mãe Natureza, localizada na Rua Antônio Gregório, nº 53 - Rubião Júnior, sediará o curso de Fitoterapia Ayurvedica, ministrado pelo monge vaishnava e terapeuta Ayurveda Yoga Pati Das, nos dias 18 e 19 de outubro, das 9 às 18 horas, com intervalo para almoço.

O curso abordará temas como: a Tridosha (vata, pitta e kapha – os três biótipos básicos); Os seis sabores: doce (madhura), azedo/ácido (amla), salgado (lavana), picante (katu), amargo (tikta) e adstringente (kashaya); rasa, virya e vipak (o sabor, o efeito térmico e pós digestivo dos alimentos e ervas); propriedades das plantas medicinais; ervas que atuam no campo mental/emocional; Ervas condimentares (especiarias); Digestão, absorção e eliminação, e as ervas que auxiliam nessas fases; Exemplos de plantas medicinais (sinonímia, família, partes usadas, posologia, ações, usos, precauções); Principais usos externos (cataplasma, compressa, decocção, infusão e maceração e Banhos.


O curso é apostilado e os participantes receberão certificado de conclusão. “A Chácara Terra Mãe Natureza é um local muito aprazível, com lindos jardins feitos segundo o Feng Shui e dezenas de plantas medicinais, o que possibilita aulas ao vivo”, explica o monge.

Informações pelos telefones: (014) 3813-1595, 3813-8035 ou pelo e-mail yogapatidas@hotmail.com .

Adão e Ema promovem oficina de bambu

A Associação Adão e Ema, situada no Bairro Demétria - condomínio Alvorada, oferecerá durante a “Semana da Primavera”, entre os dias 14 e 18 de outubro, a Oficina Artesanal de Bambu.

O curso é direcionado a profissionais de diversas áreas como artesãos, arquitetos, designers, professores, trabalhadores rurais e de jardinagem, estudantes (a partir de 15 anos) e a todos que desejam uma atividade ocupacional, seja para a geração de renda ou terapêutica.

Ao mesmo tempo milenar e atual, o bambu é, sem dúvida, um dos materiais mais interessantes da atualidade. Misteriosa e bela, esta planta desperta na maioria das pessoas uma sensação de saudade, uma atração inexplicável. O bambu é uma cultura que precisa da intervenção do homem para se desenvolver de forma saudável. Quando usado de forma correta, é um dos materiais mais auto-sustentáveis conhecidos.
Utilizado em diversas áreas técnicas, assim como também nas áreas terapêuticas, o bambu oferece opções diversas e vivências incomparáveis, que fascinam cada um dos que se dão a chance de conhecê-lo. Esta oficina tem por objetivo introduzir os participantes nas técnicas artesanais de fabricação de móveis e objetos com bambu.
Programação - Reconhecimento e uso da ferramentaria. Identificação das espécies.
Temperamento de fibras. Temperamento de fibras à base de água. Aula de campo (cultivo, colheita, tratamento). Confecção de tabiques. Abertura de junco. Desenho da peça a ser confeccionada. Corte para montagem. Ponteamento e encaixes básicos. Encurvamento e desempeno de varas. Aplicações das técnicas orientais. Montagem. Amarrações básicas. Acabamento das peças. Aplicações de ceras e vernizes. Conservação das peças.

Instrutores: Sebastião Moreira - artesão e construtor de instrumentos musicias, foi instrutor do curso "Civilização do Bambu", um projeto da ONG Bambuzeria Cruzeiro do Sul que levou a tecnologia da fabricação de móveis e objetos para várias cidades do país. Há quatro anos é instrutor da oficina de Bambu no Bairro Demétria.

Carlos Alan Lira Cunha - artesão, é consultor do Artesanato Solidário e responsável pelas oficinas de trabalhos manuais do Projeto Sementes e Projeto Ativarte, da Associação Adão e Ema.

Informações pelo telefone: (14) 3813-8553 ou 4102 0170 - ativarte@yahoo.com.br

Municipal recebe After Darwin

Por Renato Fernandes

O Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci receberá no dia 16 de outubro, o espetáculo “After Darwin”, em duas sessões às 17 e 20h30. Promovido pela Pró-reitoria da Unesp, o circuito “After Darwin - 150 anos de Evolução”, pretende apresentar o espetáculo em várias cidades onde a Unesp possui campus.

O espetáculo fala da amizade de Charles Darwin com Robert Fitzroy, capitão do navio Beagle, que entra em crise quando a idéia de que as espécies evoluíram e não foram criadas começa a se formar na cabeça do jovem naturalista.


Essa idéia que ainda assusta e abala muitos dogmas, faz ruir o mundo de Fitzroy, um homem honesto, conservador e obstinado em encontrar provas do dilúvio universal conforme relato bíblico. Quando as evidências da evolução das espécies tornam-se irrefutáveis, Fitzroy tenta desesperada e inutilmente afastar Darwin dessas idéias. Um desafio ao intelecto, este espetáculo da Arte e Ciência no Palco é sutil, estimulante, intrincada e provocante.

A peça terá entrada franca. A sessão das 17 horas será destinada aos alunos e professores da rede de ensino público Estadual e Municipal. A sessão das 20h30, será destinada especialmente aos alunos e professores da Unesp e também estará aberta para o público em geral após às 20h15, caso haja disponibilidade de poltronas no teatro.

Regras de patentes e inovação tecnológica são abordadas na FMB/Unesp

Por Flávio Fogueral
As relações entre instituições públicas e empresas no desenvolvimento tecnológico e o financiamento e proteção à pesquisa foram os temas de duas palestras realizadas no Anfiteatro da Patologia da Faculdade de Medicina de Botucatu nesta segunda-feira, dia 6.

Fabíola Spiandorello (foto), do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Unesp, abordou questões referentes ao direito e propriedade intelectual, iniciativas de patentes para as pesquisas desenvolvidas pela universidade voltadas para a área da medicina, biologia e farmacologia. Também ressaltou as diferenças entre as legislações vigentes para a proteção de marcas e de produtos.

De acordo com ela, a Unesp possui 106 marcas registradas, 88 patentes e 9 contratos de parcerias com empresas. Fabíola frisou que as atuais relações entre universidade e iniciativa privada para o desenvolvimento da produção de tecnologias no país tem sido facilitada pela Lei de Inovação Tecnológica, instituída em 2004. “Sabíamos que as relações universitárias e empresas não eram bem vistas. Com a nova legislação, esse contato passou a ter outra realidade e permitiu o reconhecimento da universidade no processo de inovação”, declarou.

O NIT/Unesp foi criado em setembro de 2007 para atender às especificações da Lei de Inovação Tecnológica. Sua principal atribuição é a gestão de políticas voltadas para produção e inovação das criações intelectuais da universidade. É também responsável por atender a demanda de solicitações de proteção ao conhecimento em todas as suas modalidades, bem como de sua efetiva exploração econômica.

FAPESP
Outro tema discutido foi a atuação e as mudanças nas atribuições da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Na palestra da professora Sílvia Rogato, da própria FMB, foi mostrada a estrutura da entidade fomentora da pesquisa estadual, bem como suas atividades desenvolvidas atualmente. O ponto principal da explanação consistiu nos trâmites para a obtenção de financiamento em pesquisa na fundação.