agosto 12, 2008

Semana visa estimular segurança no trânsito

Por Flávio Fogueral

Álcool e trânsito são uma mistura perigosa. Estatísticas apontam que boa parte dos acidentes ocorridos no Brasil nos últimos anos, teve a ingestão de bebida alcoólica como um dos fatores determinantes. Com intuito de reduzir esta realidade e conscientizar motoristas e a população em geral, acontece de 18 a 25 de setembro, em Botucatu, a “Semana da Segurança no Trânsito: direção sem álcool”.

A realização da semana de alerta é do Conselho de Segurança de Botucatu (Conseg), em parceria com entidades como o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Polícia Militar, Sabesp e a Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp.

Durante a campanha serão afixados outdoors em diversos pontos de Botucatu, além de mais de 50 mil panfletos informativos. O intuito, conforme frisam os organizadores da semana, é de direcionar a entrega, sendo que mais da metade deste material impresso virá com a conta de água. Palestras e exibição de vídeos educativos também estão na programação da semana de conscientização. “A idéia é fazer estas atividades educativas e dar manutenção neste trabalho informativo ao decorrer do ano”, declara Clóvis de Almeida Martins, presidente do Conseg.

Conforme explica a profª Florence Keer Corrêa, do Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu e uma das organizadoras da campanha, o álcool ainda é considerado como um dos principais problemas de saúde pública no país. “O álcool é um fator que contribui para as causas de acidentes e se torna um problema de saúde pública. Quando se fala em tratamento, na verdade é uma série de fatores que têm de ser trabalhados”, ressalta a docente.

Somente na Faculdade de Medicina de Botucatu, a semana terá o apoio dos alunos integrantes da Liga de Saúde Mental, que auxiliarão na distribuição do material informativo aos servidores do campus da Unesp em Rubião Júnior.

Lei Seca reduz acidentes


Dados publicados no jornal Folha de S. Paulo, em julho, apontam a eficácia da implantação da Lei 11.805/08, conhecida como “Lei Seca” no país. Desde o dia 20 de junho, data em que entrou em vigor, o número de acidentes com morte no Brasil teve redução de quase 50%; além de queda de 26% de casos envolvendo motos, 13% de atropelamentos.

Em Botucatu, a Lei Seca tem surtido efeito na redução de acidentes. Somente nos 15 primeiros dias de julho, a Polícia Militar registrou queda nos acidentes de trânsito com vítima no município. O número de casos passou de 23 antes da implantação da lei, para 13 durante o dia. À noite, a redução foi maior, passando de 19 para apenas 6 ocorrências.

A Lei estabelece que motoristas flagrados dirigindo alcoolizados receberão multa de R$ 955, além de terem a CNH apreendida e a responsabilidade criminal em caso de acidentes com vítimas.

Domingo tem InterCircu em Campinas

A 4ª etapa do InterCircu Campinas, encontro de malabares e circo do interior paulista, ocorre no domingo, dia 17, das 8 às 21h30, na Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: intercircu@yahoo.com.br. O InterCircu é um circuito de convenções de malabarismo e circo, que já percorreu cidades do interior paulista como Bauru, Botucatu e São Carlos. Trata-se de projeto idealizado por grupos organizados sde malabaristas malabaristas do interior paulista, que pretendem fomentar a arte e cultura circense.



O evento caracteriza-se como um grande encontro de confraternizações e amizade. Oferece estrutura para a prática de diversas atividades circenses, oficinas educativas, apresentações artísticas e competições malabarísticas, constituindo-se, dessa forma, como um espaço de cultura, arte, lazer e aprendizado. Além da 4ª etapa do InterCircu, a FEF sediará, de 30 de outubro a 2 de novembro, a 10ª edição da Convenção Brasileira de Malabares e Circo (CBMC). Outras informações: 19-9219-7474.

Tatuagem: tintas e acessórios terão registro

O ato de tatuar o corpo vai se tornar mais seguro: os produtos utilizados no processo de pigmentação artificial permanente da pele terão de obter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida está prevista na RDC 55/08 publicada na última sexta-feira (08). As novas normas são válidas para as tintas nacionais e importadas, bem como para os aparelhos, agulhas e acessórios usados nos procedimentos.

“A norma vai tornar possível conhecer a forma de apresentação, quantidade e composição destas tintas e disciplinar a forma de utilização, distribuição e armazenamento dos produtos”, explica o gerente geral de Tecnologia em Serviços de Saúde, Paulino Araki.

Atualmente o controle sanitário se restringe às inspeções dos estúdios de tatuagem, realizadas pelas vigilâncias sanitárias municipais, em que são avaliadas a estrutura e a assepsia dos estabelecimentos.
A nova norma vai tornar possível um controle mais efetivo sobre as matérias-primas de agulhas e pigmentos. Produtos implantáveis ou invasivos (que adentram o corpo) de longo prazo, os pigmentos e solventes utilizados na fabricação das tintas foram classificados como produtos para saúde de classe III, de alto grau de risco. “Pigmentos de má qualidade podem causar reações alérgicas consideráveis e a longo prazo, até tumores”, alerta Paulino Araki.

Para obter o registro destes produtos, os fabricantes deverão realizar ensaios para comprovação de que as tintas não são tóxicas e não causam câncer, dentre outras características importantes para a segurança de uso.

Assessoria de Imprensa da Anvisa

Doença está extinguindo os anfíbios

Agência FAPESP

Os anfíbios resistiram bravamente às últimas cinco extinções em massa que assolaram o planeta, mas talvez não consigam se dar tão bem na próxima, que já pode ter começado.

Segundo estudo feito por David Wake e Vance Vredenburg, do Museu de Zoologia Vertebrada da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, as taxas de extinção de anfíbios subiram a níveis nunca vistos, em um sinal inequívoco de que há algo errado.

O trabalho, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), destaca que a maior culpa é das mudanças climáticas, do desflorestamento e de uma doença mortal que tem pulado de uma espécie a outra.

Os autores questionam se a Terra estaria no início de sua sexta extinção em massa e apontam que os anfíbios fornecem uma resposta clara. Pelo menos um terço dos mais de 6,3 mil espécies de anfíbios no mundo está ameaçado.

"A mensagem geral a partir dos anfíbios é que podemos ter muito pouco tempo para evitar uma extinção em potencial. A questão é se prestaremos atenção antes que seja tarde demais", disse Vredenburg, que também é professor da Universidade Estadual de San Francisco.

Diversos fatores têm sido apontados como causadores de mudanças profundas nas populações de anfíbios, mas o artigo destaca uma doença infecciosa emergente, a quitridiomicose, como diretamente responsável pelo fim de mais de 200 espécies. Nenhuma outra doença representa uma ameaça tão grande à biodiversidade.

O problema é causado por um fungo aquático de origem desconhecida, o primeiro do tipo a atingir invertebrados e, no caso, apenas anfíbios. Segundo os autores do estudo, entender a ecologia da quitridiomicose ajudará não apenas aos anfíbios, mas também aos humanos, uma vez que ainda não se sabe se o patógeno poderá atingir outras espécies.

Um exemplo de espécie ameaçada é o sapo-de-perna-amarela de Sierra Nevada, que foi identificada com quitridiomicose em 2001. Nos anos seguintes, foram registrados casos de enorme mortandade e de colapso de populações da espécie.

De acordo com os autores, ainda não se sabe como o fungo, que é surpreendentemente virulento, provoca a morte. "É preciso entender o que está matando esses animais. Essa doença é um exemplo notável de um patógeno que pula fronteiras e causa destruição", disse Vredenburg.

Wake e Vredenburg descrevem os impactos das extinções em massa anteriores. A mais antiga conhecida ocorreu há cerca de 439 milhões de anos, quando 25% de todas as famílias e 60% dos gêneros de organismos marinhos deixaram de existir. A seguinte foi durante o Devoniano superior, há cerca de 364 milhões de anos, quando 22% das famílias e 57% dos gêneros marinhos desapareceram.

A extinção no Permiano-Triássico, há cerca de 251 milhões de anos, foi de longe a pior, com o fim de 95% de todas as espécies, marinhas ou terrestres. A seguinte ocorreu no fim do Triássico, há cerca de 200 milhões de anos, que afetou particularmente as espécies marinhas.

A mais recente extinção marcou o fim do Cretáceo, há cerca de 65,5 milhões de anos, quando 47% dos gêneros marinhos e 18% das famílias de vertebrados desapareceram. É a mais conhecida, por ter marcado o fim dos dinossauros.

O artigo Are we in the midst of the sixth mass extinction? A view from the world of amphibians, de David Wake e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.