agosto 11, 2008

CRIE/HC/FMB realiza vacinação contra Rubéola no campus de Botucatu da Unesp

Por Flávio Fogueral

Teve início nesta segunda-feira, dia 11, e se estende até 12 de setembro, no campus de Botucatu da Unesp, a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola. A ação é coordenada pelo Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais- CRIE.

A campanha é uma estratégia para eliminação da patologia e a Síndrome da Rubéola Congênita, tendo como objetivo esgotar a totalidade da população ainda suscetível, para que seja interrompida a circulação do vírus da Rubéola no país. O público alvo são os servidores, docentes e alunos das quatro faculdades componentes do campus de Botucatu.


No Campus da Unesp de Botucatu (FMB/ IBB/ FCA/ FMVZ), serão alocados postos de vacinação para todos os segmentos da Universidade, conforme programação. Na Faculdade de Medicina, a imunização ocorrerá na Casa do Servidor (antigo Vestiário Central), das 8h30 às 16h30 e Saguão da Patologia (18h30 às 21 horas).
A ação está dentro do compromisso firmado pelos países das América durante a 44ª reunião do Conselho Diretor da Organização Pan – Americana da Saúde (OPAS) de eliminar a doença até o ano de 2010, vacinando homens e mulheres entre 20 a 39 anos de idade.
A expectativa, conforme frisa a enfermeira Edna Maria de Souza Carvalho, responsável pelo CRIE/HC/FMB, é vacinar aproximadamente 5 mil servidores, docentes e alunos em todo o câmpus. Somente na FMB, a intenção é de imunizar cerca de 3 mil pessoas. “A grande maioria dos servidores e corpo discente da Unesp, em Botucatu, tem essa faixa etária, considerada de risco para a rubéola”, explica Edna. Em todo o país, mais de 69 milhões de pessoas entre 19 a 39 anos devem ser imunizadas em campanha nacional.

Sobre a rubéola

A rubéola é uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade e poder de disseminação. Clinicamente é caracterizada pela presença de exantema máculo-papular e puntiforme difuso, iniciando-se na face, couro cabeludo e pescoço, alastrandose posteriormente para o tronco e os membros. A importância da rubéola em saúde pública está relacionada ao risco da infecção em gestantes em face de conseqüências como abortos, natimortos e/ou ser transmitida ao feto e causar a síndrome da rubéola congênita (SCR).
Evitar a SRC é o principal objetivo das ações de vacinação e da vigilância epidemiológica da rubéola.


A infecção congênita pelo vírus da rubéola pode resultar em abortamento espontâneo, natimortos e malformações múltiplas. Dentre as anomalias presentes na SRC as mais comuns são: deficiência auditiva (surdez), lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), malformações cardíacas (persistência do canal arterial, estenose da válvula pulmonar), alterações neurológicas (microcefalia, meningoencefalite, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor). A SRC é a principal causa prevenível de prejuízos à audição e à cegueira. Um estudo prospectivo realizado na Índia, baseado em dados hospitalares, relatou que 26% de 95 recém-nascidos com catarata tinham resultado positivo (IgM) para a rubéola.

A rubéola é transmitida de pessoa a pessoa, por meio do contato direto com gotículas de secreções nasofaríngeas de indivíduos infectados. A transmissão indireta, mesmo sendo pouco freqüente, ocorre mediante contato com objetos contaminados com secreções nasofaríngeas, sangue e urina. A rubéola congênita é transmitida pela via transplacentária, com infecção da placenta e feto, logo depois da viremia materna. A infecção pode resultar em malformações de vários tipos, dependendo da fase em que a viremia se instalou.