julho 25, 2008

O papel do jornalista está em xeque. Entrevista especial com Gustavo Gindre

IH Unisinos

Em entrevista à IHU On-Line, realizada através do skype, o jornalista Gustavo Gindre falou sobre a evolução e o acesso à internet hoje no Brasil, avaliou o 1º Fórum de Mídia Livre do país e refletiu sobre o papel do jornalista a partir das novas perspectivas para mídia. Segundo ele, a mais importante questão é de que “que o direito à comunicação é um direito inalienável ao ser humano. Você pode ter, no Brasil, uma área da saúde horrorosa, mas todos sabem que ela é um direito que o Estado deve garantir. O mesmo acontece também com a educação. Todavia, o cidadão não sabe que tem o direito de se comunicar”.

O 1º Fórum de Mídia Livre abriu caminhos para que diferentes sujeitos com diferentes objetivos se reunissem em prol de um debate acerca de novas possibilidades para a mídia. Por outro lado, Gindre fala da importância de ser realizada uma Conferência Nacional de Comunicação evocada pelo Estado, para que aquilo que a sociedade venha a definir neste evento seja transformado em políticas públicas defendidas e executadas pela União. “A Conferência seria um marco na luta pelo direito humano da comunicação no Brasil. Pela primeira vez, o Estado assumiria a idéia de que pode dialogar com a sociedade de forma não informal”, disse.
Gustavo Gindre é graduado em Jornalismo, pela Universidade Federal Fluminense, e mestre em Comunicação, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, é coordenador geral do Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura (INDECS), membro eleito do Comitê Gestor da Internet do Brasil e membro do Coletivo Intervozes.

Confira a entrevista.
IHU On-Line – Como está o processo de debates em relação Comitê Gestor da Internet no Brasil?
Gustavo Gindre –
Eu acho que muito mal. O Comitê surgiu em 1995. Na expectativa do que seria o governo Lula, a sociedade se organizou em vários setores. O resultado disso é que o governo Lula acabou acatando essa demanda. Tivemos, então, a primeira eleição no mundo para governantes de um órgão na internet. O problema é que esse processo estancou porque a sociedade não percebeu ainda a importância da internet e de seus processos de governança. As entidades da sociedade civil, as ONGs e os movimentos sociais tratam a internet como água, ou seja, parece que é só abrir a torneira e ela está disponível. Então, a sociedade não se apropriou do debate sobre a governança da internet e sobre os riscos que isso pode trazer. Por outro lado, há uma postura do governo Lula de esterilizar o Comitê Gestor, para torná-lo o mais inoperante possível em termos políticos. É óbvio que o governo Lula está fazendo uma série de transformações nas telecomunicações brasileiras e atingindo vários setores da sociedade. O caso mais notório é a compra da BRT pela OI, mas existem várias outras questões sobre as quais, parece, o governo não quer discutir com a sociedade. Como aquela que envolve, por exemplo, a banda larga. Quanto mais o governo puder manter o Comitê Gestor em banho-maria, melhor para ele. Essa é a posição política adotada.

IHU On-Line – Como o senhor avalia o uso das tecnologias da informação no Brasil?
Gustavo Gindre –
Estamos incrivelmente atrasados em relação a outros países. Se pegarmos os dados do acesso às TICs (tecnologias de informação) no Brasil, veremos que eles mostram o modelo de exclusão no Brasil. Nós temos cerca de 12% da população que fazem uso intensivo e 20% que apanham para fazer uso dessas ferramentas. É possível perceber que a classe C comprou mais computadores, dentro desse programa Computador para Todos. No entanto, tal fato não acompanhou o crescimento do acesso à internet. Desse modo, está surgindo um perfil de consumidor da classe C do Brasil que possui o computador, mas não consegue ter acesso à internet porque não consegue pagar por ele, ou mora numa área onde a banda larga não é disponibilizada, o que é muito comum nos principais centros urbanos. O resto da população não chega nem perto disso. Uma pesquisa do próprio Comitê Gestor revela que cerca de 50% dos brasileiros nunca puseram a mão num computador. Esse é um espaço de exclusão e, como o Brasil é um país profundamente desigual e excludente, o uso das TICs vem seguindo esse perfil.

IHU On-Line – O senhor afirma que o país deu um salto nas metas de inclusão digital, mas que em breve deve encontrar as barreiras de exclusão social que limitam drasticamente o consumo no Brasil. Quais são as principais barreiras?
Gustavo Gindre –
Uma barreira é quando as pessoas conseguem comprar um computador, mas não acessar a internet. Saímos, em 2005, de 17% da população com computador em casa para 24%, o que é um aumento grande. Em compensação, a internet passou de 14% foi a 17%. Isso é sinal de que 1/3 das pessoas que têm computador em casa não possui internet, ou seja, estão desconectadas. Essa é a barreira: custo. Vamos fazer uma comparação: o acesso à internet em Londres é mais barato do que no Brasil. Lembremos que Londres é uma capital cara e usa a libra esterlina: mesmo com esta, você paga menos pelo acesso à internet do que no Brasil. Sem falar na questão da disponibilização, a outra barreira. Há várias porções do território brasileiro, constituídos pelas pequenas cidades, e vários trechos das grandes cidades onde não é possível conectar a internet via banda larga, apenas via conexão discada, limitando-se a 50 kbps. Ou seja, nesses lugares, se você quiser uma conexão realmente decente não irá conseguir.

IHU On-Line – Pelos dados apresentados na pesquisa “TIC Domicílios e Usuários” do Comitê Gestor da Internet, podemos perceber, então, uma visível mudança em relação ao público que acessa a internet hoje no país. Como o senhor acha que a produção de informação deve ser trabalhada a partir desse fato?
Gustavo Gindre –
É necessário perceber que a inclusão digital não é apenas a disponibilização das ferramentas, ainda que isso, no Brasil, seja um problema enorme. Isso porque sem essas ferramentas não há inclusão digital. É preciso começar a pensar o formato do conteúdo e numa aculturação. O produtor de conteúdo muda de figura, porque uma parte da população irá também produzir conteúdo, exatamente o que oferece autonomia para o sujeito na rede. O sujeito deixa de ser apenas um consumidor e passa a ser usuário. No entanto, é necessário capacitar as pessoas. Devemos pensar na exclusão da capilaridade dos movimentos sociais para estimular a produção de conteúdo. A idéia dos pontos de cultura é interessante, porque só assim alguns governantes podem percebem a importância do acesso à internet, às TICs, além da importância do acesso coletivo aos conteúdos. Precisamos pensar em como esse conteúdo pode ajudar na própria organização social. Ainda que na intenção ela seja uma política correta, na execução é muito tímida, possui muitos problemas e poucos recursos. Ainda falta muito para chegarmos no ideal.

IHU On-Line – As novas tecnologias da informação podem ser consideradas uma porta para a democratização dos meios de comunicação?
Gustavo Gindre –
Com certeza. Nós estamos vivendo uma perspectiva de uma revolução, o que não quer dizer que será radical. Por exemplo, o rádio surgiu como uma mídia interativa. O aparelho era, ao mesmo tempo, um emissor e um receptor, pois as pessoas podiam interagir. Você tem hoje vários embriões de ações que apontam para a tentativa de restringir a forma como as pessoas usam a internet. Além disso, há muitas ferramentas para acompanhar, investigar, espionar o que as pessoas estão vendo na internet, o que constrange o uso. Toda a lógica da produção conduz para isso: você não pode usar e, se usar, corre o risco de pagar royalties para alguém. A internet não é uma mídia consolidada, mas em desenvolvimento. Assim como o rádio se tornou muito diferente do que era antes, ou seja, do início do século XX, pode ser que a internet daqui a 20 anos seja bem diferente do que é hoje. Passamos hoje pela introdução de uma mídia com enormes potencialidades democráticas. Se elas se mantiverem assim, podem ter um efeito de contágio nos outros meios de comunicação. Isso pode ser positivo se ela mantiver esse caráter.

IHU On-Line – Em relação ao Fórum de Mídia Livre, qual é a sua avaliação e quais as perspectivas diante desse novo cenário comunicacional?
Gustavo Gindre –
O Fórum nasceu a partir de uma multiplicidade de perspectivas. Essa é a sua fortaleza e seu grande desafio. Estão aí reunidos perspectivas, demandas, desejos absolutamente diferentes. Há, por exemplo, uma perspectiva mais à esquerda, que realiza uma crítica ao Estado: participam dela petistas, libertários e anarquistas com uma relação diferente em relação ao Estado. Isso nos fortalece, porque fazer com que essas pessoas tão diferentes sentassem juntas numa mesma mesa e discutissem as mesmas questões foi uma grande vitória. No entanto, o desafio é maior a partir de agora, na medida em que é preciso traçar as metas e trabalhar nessas metas.

IHU On-Line – Como está sendo articulada a consolidação do Fórum?
Gustavo Gindre –
Uma série de desdobramentos foram tiradas da Plenária final desse primeiro Fórum. Agora, o desafio é a coordenação do evento conseguir estabelecer um diálogo e dar conta das metas que foram definidas na plenária. Estou otimista em relação ao que está por vir.

IHU On-Line - O que está no centro da discussão midiática hoje?
Gustavo Gindre –
A construção do conceito de que o direito à comunicação é um direito inalienável ao ser humano. Você pode ter, no Brasil, uma área da saúde horrorosa, mas todos sabem que ela é um direito que o Estado deve garantir. O mesmo acontece com a educação. Todavia, o cidadão não sabe que tem o direito de se comunicar. O caso mais paradigmático é o acesso ao espectro eletromagnético. O cidadão não sabe que os canais de televisão pertencem a ele. A emissora pode pertencer a outro sujeito, mas o espectro é público. Essa idéia de que o acesso à comunicação é público e que o Estado deve garantir esse direito nos dá a certeza de que é o Estado quem proporciona as ferramentas que nos garantem acesso a esse direito. A grande dificuldade é construir essa noção no interior da sociedade, no imaginário coletivo da sociedade. O acesso à internet deveria estar dentro dessa noção. Todos deveriam ter acesso a ela, não só aqueles que podem pagar. O grande desafio é construir as políticas públicas que permitem tornar a comunicação um direito humano inalienável.

IHU On-Line – O que uma Conferência Nacional de Comunicação poderia contribuir para a consolidação do Fórum de Mídia Livre?
Gustavo Gindre –
Ela é importantíssima para o Fórum de Mídia Livre, mas também é muito mais do que isso, pois envolve políticas públicas sobre toda a comunicação. Comprometer o Estado com as resoluções da Conferência já será um desafio gigantesco e uma conquista enorme. A Conferência seria um marco na luta pelo direito humano da comunicação no Brasil. Pela primeira vez, o Estado assumiria a idéia de que pode dialogar com a sociedade de forma não informal. Até hoje, só tivemos fóruns de caráter consultivo e mesmo eles são tradicionalmente sabotados pelo próprio governo. Se a conferência vier a se realizar e tiver o caráter de lei que começa de “baixo para cima”, será um marco histórico na luta pelo direito à comunicação.

IHU On-Line – Que espaço o jornalismo precisa ocupar dentro desse novo cenário que a mídia livre vislumbra?
Gustavo Gindre –
O jornalismo surge como uma demanda do capitalismo, da sociedade moderna e as coisas vão acontecendo numa velocidade maior do que aquela necessária para encontrar uma maneira de registrar o cotidiano. De repente, o cotidiano passou a ter uma importância até então inédita. O intermediário, ou seja, aquele que informa o que acontece no cotidiano, é o jornalista. O problema é que ele começa a ser colocado em xeque, na medida em que você começa a ter mídias interativas. Com certeza, o seu papel sofrerá alterações. Ou seja, não é mais o intermediário por definição. Ele terá de começar a se acostumar com a multiplicação de intermediários, perdendo a importância nessa área. Por isso, o jornalista terá de buscar a sua legitimidade.

Telecurso TEC: exame presencial é neste domingo

O exame presencial do Módulo 1 do Telecurso TEC vai ser aplicado neste domingo, 27, às 13h30, e terá três horas de duração. A lista com os locais de prova estão disponíveis na internet.

Mais de sete mil pessoas estão cadastradas no site do programa. Já foram criadas várias comunidades do Telecurso TEC, que mantêm uma constante troca de informações. Os dados apurados sobre esse público indicam que 91% já concluíram o terceiro ano do ensino médio; 48% acessam a internet na escola e ou em algum espaço público; 52% são homens e 48% são mulheres e 27% têm renda familiar abaixo de R$ 700 mensais.


Telecurso TEC

Elaborado e desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio do Centro Paula Souza, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Telecurso TEC foi lançado em São Paulo, em 2007, com o objetivo de ampliar a oferta de educação profissional e contribuir para a qualificação de jovens e adultos trabalhadores.

O programa combina recursos de educação a distância e presencial para oferecer três cursos modulares na área de Gestão: Administração Empresarial; Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado/Assessoria. A seleção desses cursos foi feita de acordo com a demanda do mercado, e com a intenção de alcançar o maior número possível de jovens.

Do Centro Paula Souza

Botucatuense participa da Jornada Mundial da Juventude, em Sydney

A integrante da comunidade católica da igreja Sagrado Coração de Jesus, Danielle Casonatto, 28, participou no dia 15 de julho da Jornada Mundial da Juventude, evento que esse ano aconteceu em Sydney, metrópole da Austrália. O encontro acontece periodicamente há 13 anos, e conta com a participação de jovens do mundo inteiro.

Na ocasião os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o Papa Bento XVI. A Jornada Mundial da Juventude começou em 1985 quando a ONU - Organização das Nações Unidas, promoveu o ano da Juventude, em Roma, na ocasião reuniram-se com o papa João Paulo II, 250 mil pessoas. “Secidiu-se que a igreja promoveria a cada dois ou três anos uma Jornada Mundial da Juventude”, explica o pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus, José Lorusso.


A primeira edição do evento, realizada em 1985. O maior encontro de todos os tempos ocorreu dez anos depois, em 1995, em Manila nas Filipinas, onde quatro milhões de jovens aplaudiram o papa João Paulo II, que evocava a relação com o próximo. “As Jornadas são propostas de imensos festivais religiosos, durante os quais os jovens convivem na diversidade de cultura, raças, línguas e condições sociais, mas todos unidos pela mesma fé e na referência comum a Jesus Cristo e sua Igreja”, explica o religioso. “Celebra-se a fé católica, canta-se, realizam-se espetáculos religiosos, com muita alegria e entusiasmo, próprios dos jovens. O evento proporciona uma experiência eclesial e humana única”, acrescenta.

Segundo Lorusso as jornadas deixam um sinal ao mundo de que é possível, com a ajuda de Deus, construir uma nova humanidade. “A convivência pacífica e espontânea de muitas nações e culturas deixa a imagem de uma humanidade que poderia conviver na paz e na solidariedade, superando sua barreiras naturais ou artificiais”, disse.

Para a Jornada Mundial de Sydney, o Papa Bento XVI escolheu o tema “O Espírito Santo e a Missão”. “É um convite aos jovens para se deixarem formar pelo Espírito Santo, que nos fala através da Palavra da Escritura, da Igreja, de seus pastores e da consciência de cada um. A preocupação missionária está presente na Jornada Mundial e o Papa lança aos jovens o desafio de testemunharem a vida cristã nos seus ambientes, vivendo os dons do Espírito Santo”.

Mesmo sem viajar para a Austrália, o Setor Juventude da paróquia Sagrado Coração de Jesus, conseguiu através da representatividade de Danielle se unir às milhares de outros jovens do mundo inteiro que participaram do evento. “A Jornada da Juventude, nas palavras do Papa será um pacto de aliança entre Jesus Cristo e as novas gerações”, finaliza o religioso.

Movimento teatral ganha sede

A Associação Movimento Teatral de Botucatu acabou de ganhar uma sede própria, cedida pela Secretaria Municipal de cultura, no piso superior do Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci. “Essa é uma forma de incentivar o movimento teatral, e a contribuir para o crescimento dessa entidade que tem muito a oferecer para a classe artística da cidade”, explica o secretário Municipal de Cultura, Marco Pinheiro.

A sala contará com um ramal telefônico com sistema de controle de ligações, videoteca e banco de textos. “Pedimos para que as pessoas que tenham seus espetáculos teatrais gravados em formato DVD que nos envie uma cópia e quem tiver trabalhos em VHS, também pode nos emprestar o material para que possamos digitalizar”, pede Regina Blanco, presidente da entidade.


No banco de texto grupos iniciante ou avançados encontrarão trabalhos de autores clássicos e obras de escritores locais. Além disso, a Secretaria de Cultura está negociando parceria com a Sbat - Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, visando aproximar as produções locais no banco de textos mantidos pela entidade.

Para Regina, o apoio recebido da Secretaria de Cultura é importante para incentivar a participação de grupos teatrais de Botucatu e região. “Com isso aumentaremos a participação de grupos teatrais junto à associação”, explica.

Segundo ela os associados pagam mensalmente R$ 3 e passam a ter direito a desconto nas apresentações teatrais realizadas no Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci e também nos eventos e atividades promovidas pela entidade. “Quanto mais pessoas participando mais podemos realizar pela classe teatral de Botucatu”, explica.

Atualmente a associação vem trabalhando na realização e promoção do 8º Fejasa - Festival de Teatro Jaime Sanchez de Botucatu.

Obras de Maria de Cássia Alvarenga em exposição no MAC, em agosto

A partir do dia 2 de agosto, o Museu de Arte Contemporânea Itajahy Martins, abrirá espaço para a mostra dos trabalhos de Maria de Cássia Alvarenga.

A exposição recebe o nome de “Além da Arte” e estará disponível para visitação até o dia 16 de agosto. O acervo é formado por aproximadamente 30 trabalhos, feitos em aquarela e acrílica.


Os trabalhos de Maria de Cássia procura fazer uma interação compartilhada entre a obra e o olhar do observador, para suscitar outras possibilidades de interpretação, através da imaginação e do sentir das imagens apresentadas. “A artista desenvolve um trabalho de harmonia entre cores, formas, luzes e movimentos. Sua pintura proporciona os efeitos que muitos estudos científicos já comprovaram: A capacidade da arte em conduzir a melhora da saúde, do bem estar físico, mental e emocional”, comentou a agente de cultura, Cláudia Basseto.

O MAC Itajahy Martins está localizado à Avenida Dom Lúcio, 755, Centro. O horário de funcionamento é das 9 às 18 horas, de terça-feira a sexta-feira, e das 9 às 13 horas, aos sábados. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 3882-0133.

Tarifas de transporte semi-urbano aumentam no próximo domingo

Da Agência Brasil

O Diário Oficial da União publicou hoje (25) a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizando reajuste de 8,19% para as linhas semi-urbanas de transporte rodoviário de passageiros. O reajuste entra em vigor domingo (27).

Segundo nota da ANTT, o reajuste é decorrente da variação de 6,2% nos preços dos insumos nos últimos 12 meses, acrescido de 1,87%, em função da aquisição de novos veículos para a prestação do serviço.

A variação foi influenciada principalmente pelo aumento de preços do óleo diesel, que no período foi de 9,85%. O combustível representa um terço do custo operacional total do sistema.

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Com o reajuste, a maior tarifa para uma extensão de 70,80 quilômetros passará de R$ 3,95 para R$ 4,30 e a menor, com extensão de 16,8 quilômetros, passará de R$ 0,95 para R$1,00.

As linhas semi-urbanas de transporte rodoviário são aquelas com extensão de até 75 quilômetros ligando estados. Pela sua proximidade com os estados de Goiás e Minas Gerais, o Distrito Federal concentra cerca de 90% dessas linhas.

Feijão sobe quase 250% em oito anos, revela Fundação Getulio Vargas

Da Agência Brasil

Estudo elaborado pelo economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que dois dos principais itens da feijoada, prato preferido da maioria dos brasileiros, superaram a inflação dos últimos oito anos. Segundo Braz, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor-Brasil (IPC-BR) subiu 69,41% entre 2001 e 2008, o feijão preto acumulou nesse período alta de 248,42% e o arroz, de 146,76%.

Nos últimos 12 meses, contados entre julho de 2007 a junho de 2008, a variação média dos ingredientes da feijoada foi de 24,46%, superando o IPC acumulado de 5,96%. De acordo com o economista, essa é a maior elevação desde 2003, quando os 13 itens analisados subiram 35,96% em média e a inflação atingiu 16,12%.

Em entrevista à Agência Brasil, Braz disse que a pesquisa serviu para mostrar que produtos essenciais no dia-a-dia do brasileiro também tiveram alta expressiva nesse último período. O economista destacou que muitas pessoas que acompanham os números da inflação pela televisão e pelos jornais não se identificam com eles, porque a taxa divulgada pelos institutos de pesquisa é uma média da população, não é a inflação do indivíduo. "E muitas vezes há aquela afirmação de que essa inflação não existe: Eu paguei muito mais caro pelos meus produtos este mês”.

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Ele explicou que na pesquisa, foi feita uma seleção menor de itens importantes na cesta de consumo das famílias, o que acaba aproximando os números da inflação da realidade da maioria dos consumidores. “Então, dá para ver que um produto extremamente popular, composto por itens que fazem parte das compras mensais das famílias, teve um aumento expressivo nos últimos 12 meses, principalmente quando se compara com igual período dos últimos anos.”

Braz destacou que o estudo demonstra que, ao longo do período 2001-2008), os produtos essenciais, que também são os mais baratos no preparo e no acompanhamento da feijoada, foram os que mais subiram: arroz, feijão e farinha de mandioca. A farinha de mandioca aumentou 120,69%. Já a carne defumada, a lingüiça e o lombinho, normalmente mais caros, subiram menos (55,98%, 51,07% e 67,10%, respectivamente) do que a inflação acumulada pelo IPC.

Para o economista, os aumentos no preço do feijão vão depender, entre outras coisas, da qualidade da nova safra. “O feijão subiu muito no ano passado. Este ano, até começou a ensaiar uma queda no preço, mas agora em junho começou a mostrar novamente tendência de alta”. Braz não acredita que em 2008 o feijão suba, mas admite que "vai pressionar a inflação.”

Quanto ao arroz, ele disse que a inflação foi provocada pelo aumento da demanda no mercado internacional, o que desviou o produto brasileiro para outros mercados, fazendo o preço interno subir. Braz acredita, porém, que esse movimento não vá continuar. “Como foi só uma questão de maior demanda internacional, essa demanda esfriando, como já vem acontecendo, a tendência é de o preço não subir tanto. E até cair no médio prazo”.

O disco de vinil nunca sai de moda

Pizzigatti é muito mais que um colecionador de vinil,
ele os negocia e mantém um clube de adoradores

Por Renato Fernandes

A paixão pelo disco de vinil permanece viva entre saudosistas e pessoas que consideram os velhos ‘bolachões’, como parte da memória musical do país. Atualmente o disco de vinil vive um período de renascimento e apesar de terem deixado de fazer parte da indústria fonográfica, ainda movimenta o mercado paralelo dos sebos.

Em Botucatu os vinis ganham espaço em um sebo localizado na Rua Quintino Bocaiúva, 431, Centro, no local. O proprietário Paulo Pizzigatti, guarda verdadeiras relíquias da história mundial da música, muito mais que apenas um comerciante de discos, Paulo, que também é professor de história, se declara um apaixonado pelo vinil. Em seu estabelecimento é possível conhecer a obra de figuras importante dos vinis em exposições constantes, a última delas apresentou capas assinadas por Elifas Andreatto. “O vinil tem um público cativo e fiel e que freqüentam a loja constantemente em busca de raridades e de obras que só foram lançadas nesse formato”, informa.


Para oferecer algo mais a essa clientela e formar novo público para o vinil, Pizzigatti dedica os sábados aos LP´s através do “Clube do Vinil”, onde recebe colecionadores, apresenta seu acervo e conhece novidades apresentadas pelos participantes. “O problema em Botucatu é que não temos nenhuma loja que venda equipamentos para quem ainda considera o vinil como opção musical. Isso é muito ruim, as agulhas acabam estragando e não se tem onde comprar outras e o mesmo acontece com os outros equipamentos”, disse.

Nesse cenário, hoje tomado pelos colecionadores, a presença dos DJs surgiu como esperança de redescoberta dos LPs e apontou para a aceitação dos jovens. “Atualmente até os DJ´s estão utilizando CD´s em suas mixagens. Mas isso não quer dizer que o vinil morreu, temos entre nosso quadro de clientes, muitos jovens que procuram pelo vinil. Em alguns casos é algo que vem de pai para filho. Têm crianças que nunca ouviram falar em Vinil, já a minha filha de 7 anos convive com eles, pega e coloca para tocar”, disse.

Pizzigatti não vê o mercado de vinil com otimismo. “Os valores de um LP varia muito, temos aqui álbuns que vendemos por R$ 1 e alguma raridades que não saem por menos de R$ 120, como é o caso de um álbum do Frank Zappa importado que temos em nossas prateleiras. Mas, geralmente a média de preço gira em torno de R$ 10”, comenta.
No acervo do colecionador encontramos os famosos discos de 10 polegadas, peças que marcaram a transição dos LP´s que antes era de 78 para 33 RPM (rotações por minuto), e curiosidades como um disco com discursos do político Carlos Lacerda.

O Vinil surgiu em 1948 (seu criador foi Peter Goldmark), também chamado de long play, esteve presente em todos os momentos da música pop até ser deixado de lado, gradativamente, no início da década de 90. Tinham a vantagem de comportar belos trabalhos iconográficos voltados para a ilustração e, segundo colecionadores, proporcionavam contato interno com a música. “O vinil apresenta uma série de informações que os ouvintes atuais de música não se preocupam em absolver. O vinil te convida a olhar os detalhes da capa, garantindo ao ouvinte conhecer os detalhes do grupo musical e curiosidades do trabalho. Atualmente a música vem pela internet, e colocada em um aparelho de MP3 e quando se cansa de ouvir simplesmente se deleta”, coloca.

Autorizado o aumento de quase 18% nas tarifas dos Correios

Da Agência Brasil

O Ministério da Fazenda autorizou um reajuste de até 17,6% nos serviços postais da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Embora autorizado desde quarta-feira (23), o reajuste ainda depende de portaria do Ministério das Comunicações para entrar em vigor.

Em média, o reajuste autorizado pelo ministério chega a 7,9%, mas, no caso das cartas de primeiro porte, com até 20 gramas, destinadas à Europa, o impacto no preço deve chegar a 17,6%.

Embora o reajuste tenha sido autorizado um dia após o fim da greve dos carteiros e do pessoal operacional, a assessoria de imprensa dos Correios garante que o aumento de tarifas não deve ser vinculado apenas aos índices concedidos à categoria.


A assessoria dos Correios informou ainda que desde março de 2007 não há reajustes de tarifas postais e que no cálculo do aumento deve ser levada em conta a elevação no preço dos combustíveis, dos aluguéis e de serviços como limpeza e conservação que têm subido devido à inflação.

A greve dos carteiros e do pessoal operacional dos Correios levou 21 dias. Com a paralisação, a categoria conseguiu um reajuste de 30% do salário-base para 43 mil carteiros a título de adicional de atividade, retroativo a junho de 2008.

Já os empregados do setor operacional que trabalham na distribuição e atendendo nos guichês das agências, a empresa vai continuar pagando o valor fixo de R$ 260. Ficou acertado também que os Correios e os empregados voltarão a discutir o Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008 no próximo mês.

Durante a greve dos Correios, cerca de 130 milhões de correspondências deixaram de ser entregues.

Expo Botu será apresentada para a imprensa

A organização da 4ª Edição da Expo Botu vai realizar na próxima sexta-feira, dia 1, uma apresentação especial do evento para a imprensa local e regional. Os profissionais do meio estão convidados a participar do encontro que será realizado a partir das 10h no auditório do Primar Plaza Hotel.

Representantes da empresa Carlinhos Romagnolli Promoções e Eventos e da Prefeitura de Botucatu estarão apresentando números referentes a comercialização dos espaços, bem como o mapa da Feira e a relação dos expositores. Também serão anunciadas de forma oficial todas as novidades programadas para a Expo Botu 2008.


Na ocasião, também serão anunciadas novidades sbore o show de abertura do evento, que está a cargo da banda botucatuense ABR3 no dia 27 de agosto. "Além de revelarmos algumas participações especiais, apresentaremos algumas informações que marcarão de maneira decisiva esta nova fase da carreira da ABR", diz Carlinhos Romagnolli.

A Expo Botu será realizada de 27 a 31 de agosto no Aeroporto Estadual Tancredo Neves. Os ingressos serão vendidos a R$ 15,00 individual e R$ 50,00 o pacote. Os camarotes para 10 pessoas com ingresso incluído vão custar R$ 900,00 para todas as noites. Mais informações pelo telefone (14) 3815-5090 ou 3882-6353. Outra opção é o site www.expobotu.com.br.

OPO realiza a milésima captação de córnea

Texto e foto: Flávio Fogueral

A Organização de Procura de Órgãos (OPO), do HC/FMB realizou no dia 18 de julho a sua milésima captação de córnea. A doadora foi uma mulher de 73 anos e o órgão é proveniente do Hospital Estadual de Bauru, administrado pela Faculdade de Medicina de Botucatu.

Com esta marca, a entidade busca reduzir a fila de espera por um transplante de córnea que atualmente é superior a 240 pessoas, nas regiões de Botucatu e Marília.
Conforme observa a coordenadora da OPO, Drª Amélia Trindade, apesar das dificuldades enfrentadas na captação de órgãos e tecidos, houve um aumento expressivo de doadores. Em sua parte este crescimento se deve a trabalhos de conscientização junto a serviços de saúde e também com a comunidade.

“Apesar das dificuldades, esta marca obtida no último mês pela OPO mostra o esforço e empenho para conseguirmos reduzir ao máximo a fila de espera por um transplante de córnea”, declarou.

Conforme números da própria OPO, a doação deste tipo de órgão apresenta balanço significativo nos últimos 24 meses. No ano passado foram 292 doadores de córnea, com 123 pessoas provenientes do Hospital das Clínicas de Botucatu, ou seja, 42% deste total. Já em 2008, a OPO registrou a doação de 190 pacientes falecidos, com 41 oriundos do HC/FMB.

Comitês para captação

No entanto, conforme observa a coordenadora, o número ainda é tímido se comparado com a demanda enfrentada nos 68 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6). Para mudar esta realidade, a OPO coordena três Comissões Intra-Hospitalares para Doação de Órgãos e Tecidos e Transplante (CIHDOTT).

A existência da CIHDOTT é obrigatória, desde 2001, em hospitais com mais de 80 leitos e que possuam Unidade de Terapia Intensiva. Tal comissão visa capacitar profissionais da área da saúde e também realizar campanhas em hospitais e santas casas para buscar doadores aptos de órgãos e tecidos.

Na região, as cidades de Bauru, Botucatu e Jaú têm este tipo de entidade. Na última sexta-feira, dia 25, a cidade de Avaré passou a contar com este trabalho. Conforme salienta Drª Amélia Trindade, a criação deste comitê mostra a preocupação em aumentar o leque de captação e mostrar, de forma educativa, a necessidade da doação de órgãos e tecidos.
Sobre a OPO

A Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) do Hospital das Clínicas de Botucatu é uma entidade criada para melhor organizar a captação de órgãos no Estado de São Paulo. Sua atuação abrange uma população estimada superior a um milhão de habitantes.

A OPO conta com 11 colaboradores entre técnicos de enfermagem, enfermeiro, bióloga. É subordinada diretamente ao Sistema Estadual de Transplante, através da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDO) e também à supervisão do HC/FMB.

Alguns dos projetos realizados pela entidade buscam uma proximidade maior com a comunidade. Um deles é o “Esperança e Vida”, que teve seu início em abril deste ano e visa conscientizar crianças e adolescentes sobre hábitos saudáveis e a necessidade de doação de órgãos.

O serviço está instalado no Hospital das Clínicas e informações podem ser obtidas através do telefone (14) 3811-6386.

Assento para cliente de banco poderá ser obrigatório

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3569/08, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que obriga os bancos a colocar assentos para os usuários que estiverem na fila de atendimento do caixa. O objetivo é evitar desconforto para os consumidores, visto que o atendimento ainda é demorado na maioria das agências bancárias, segundo o parlamentar.

Eduardo Cunha explica que alguns estabelecimentos já oferecem acomodações adequadas para os usuários que esperam nas filas, "o que facilita a vida principalmente de idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiência". "O nosso objetivo é estender essa prática a todos os postos de atendimento bancário e estabelecer uma regra geral em todo o território nacional", explica, lembrando que ainda existem muitas agências nas quais os clientes ficam em pé na fila.

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Pela proposta, as instituições que não cumprirem a determinação, serão punidas com multa no valor de mil Ufirs. Os valores arrecadados com as multas serão repassados para o programa Fome Zero.

Tramitação
O projeto será analisado em caratê conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da Agência Câmara

Fila do transplante em SP tem 10% de pacientes de outros estados

Minas Gerais e Bahia são os estados que mais inscrevem pacientes na lista de espera para transplante em São Paulo. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados da Central de Transplantes.

Das 15,2 mil pessoas que aguardam por um órgão ou córnea em São Paulo, 1.418, ou seja, 9,3%, moram em outros estados. Do total de pacientes na fila paulista, 332 são de Minas Gerais, 212 da Bahia e outros 168, do Rio de Janeiro.

A lista para transplante de pâncreas é a que mais registra pacientes de fora de São Paulo, com 35,9% morando fora do Estado de São Paulo. Outros 22,9% de pacientes moradores de outros estados aguardam por um transplante simultâneo de pâncreas e rim, e 18,1% estão na fila paulista do fígado. Há ainda 12,8% na lista de córneas.

Assessoria Jurídica

Não há impedimento legal para que um paciente de determinado estado esteja na fila para transplante de outro. Basta que a equipe médica que realizará a cirurgia seja do mesmo estado onde a pessoa está inscrita. Mas não é permitido que um mesmo paciente esteja simultaneamente na lista de dois ou mais estados.

“São Paulo é um estado concorrido porque possui infra-estrutura adequada e realiza 45% de todos os transplantes do país. Os principais hospitais e equipes médicas especializados nesse tipo de cirurgia estão em São Paulo”, afirma o coordenador da Central de Transplantes do Estado, Luiz Augusto Pereira.

Da Secretaria da Saúde

Entidades pedem debate sobre concessões da Rede Globo

Entidades que defendem a democratização dos meios de comunicação querem a realização de audiências públicas na Câmara para debater as renovações das concessões da Rede Globo, que estão em análise na Casa.

A Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Rádio e TV (Fitert) e o Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes) encaminharam comunicado ao presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, deputado Walter Pinheiro (PT-BA), pedindo o debate.

Atualmente, a comissão analisa quatro propostas de renovação de concessão da Rede Globo nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A quinta renovação de concessão da emissora, para operação na cidade de Recife, foi aprovada na comissão antes do recesso parlamentar. As entidades querem que as demais renovações sejam discutidas publicamente antes de serem votadas, como forma de ampliar o debate sobre o tema.



Na avaliação do representante da CUT Antonio Carlos Spis, o debate é importante para informar a população sobre o caráter público das concessões de TV. "A sociedade não percebe que aquela transmissão é uma concessão que ela própria dá, a partir do Congresso Nacional." Spis ressalta que a população não tem idéia de que pode exigir uma grade mais cultural, um direito de resposta em um momento específico. "Ela não se sente com poder e se esquece de que os poderosos constituíram seu poder por meio de um sinal público que ela concedeu."

Ato normativo
A deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) concorda com a necessidade do debate. A parlamentar foi relatora, no ano passado, do ato normativo que alterou as regras de análise, pela Câmara, das renovações das concessões de rádio e televisão. Maria do Carmo Lara incluiu no ato normativo a possibilidade de, em caráter excepcional, o relator do processo de renovação de concessão requerer a realização de audiência pública para tratar da matéria. "Nós colocamos a possibilidade de se fazer audiência pública quando houver maior dúvida, quando forem apresentadas denúncias de irregularidades, porque é necessário que a população acompanhe mais e fiscalize."

Relatores
A renovação da concessão da Rede Globo em Belo Horizonte está sendo relatada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) e a renovação para a cidade do Rio de Janeiro pelo deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP). Ambos já apresentaram pareceres favoráveis à aprovação. Os outros dois processos ainda não têm parecer. A renovação da concessão de Brasília será relatada pelo deputado Jorge Bittar (PT-RJ) e a de São Paulo, pelo deputado Bilac Pinto (PR-MG). Os processos devem ser analisados também pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da Agência Câmara

Cultura entra no currículo de 1 milhão de alunos da rede estadual

O Governo do Estado inicia neste semestre um ambicioso programa de democratização cultural que vai atingir um milhão de estudantes. O Cultura é Currículo, lançado nesta quinta-feira, 24, pelo governador José Serra, vai levar os alunos da rede estadual de ensino a teatros, museus e demais instituições culturais de São Paulo gratuitamente, além de promover a exibição de filmes em sala de aula. A expectativa da Secretaria Estadual da Educação é ampliar o número de alunos a cada nova fase da iniciativa. “Estou muito feliz com o início de um programa que é fundamental para o desenvolvimento de nossos alunos porque facilita o acesso a diferentes formas de cultura. Não é apenas recreio, é aprendizado”, disse o governador José Serra no início da tarde de hoje no MAM (Museu de Arte Moderna), no Parque do Ibirapuera, na capital.

A idéia foi reiterada pela secretária estadual de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. “Vamos proporcionar aos estudantes um ciclo de novas aprendizagens. Sendo integrado ao currículo que desenvolvemos em todas as séries da rede, o programa permite que as crianças aprendam vendo, visitando os museus, cinemas, teatros de uma forma contextualizada. Isso faz com que eles tenham muito prazer em aprender, além da visita, que todo aluno gosta muito", afirma a secretária. "Foram produzidos materiais de apoio para todas as atividades previstas, como guias, vídeos e um portal na internet que convida os professores a participar destas ações", completou. Os interessados podem acessar: http://culturaecurriculo.edunet.sp.gov.br.


A secretária ainda lembrou que o programa, modulado de acordo com as características do currículo das séries e com a idade dos alunos, proporciona oportunidade única às crianças que têm pouco acesso a bens culturais. “Desta forma, a formação dos alunos não ficará restrita à sala de aula. Terão um novo horizonte. É uma maneira de ampliar o universo cultural dessas crianças e assim fazer com que elas possam de fato exercer a sua cidadania”, observou.

Com investimento de R$ 4,5 milhões, aproximadamente R$ 4,50 por aluno, o programa é considerado pelo governador como “econômico e que não envolve desperdício de dinheiro público”. A iniciativa engloba três projetos. O “Lugares de Aprender: Escola Sai da Escola” levará os alunos à instituições culturais como o Museu da Língua Portuguesa e o Memorial do Imigrante. Com o “Escola em Cena” os alunos irão a casas de espetáculo para conferir peças de teatros e dança. Já no “Cinema Vai à Escola” os estudantes vão conferir o que há de melhor na produção cinematográfica nacional e estrangeira através de DVDs exibidos na própria sala de aula. Veja mais detalhes sobre cada um deles:

Escola Sai da Escola

Para o Escola Sai da Escola (museus e parques, entre outros), o Governo do Estado, através da Secretaria da Educação, fechou, até agora, parcerias com 26 instituições culturais. Em 2008, o projeto atingirá as escolas da capital, passando em 2009 para a região metropolitana de São Paulo e o interior. Os alunos irão visitá-las rotineiramente, sempre com acompanhamento de professores. Estes receberão materiais específicos para preparar as visitas e discuti-las depois. Todas as informações estão inseridas no currículo da rede estadual de ensino.

Para reforçar o conteúdo a ser adquirido nas instituições culturais, a Secretaria da Educação, em parceria com a TV Cultura, produziu 26 vídeos (um para cada instituição), que tem como objetivo deixar as visitas mais atraentes e despertar o interesse dos alunos. Neste mês os vídeos entraram também na programação da TV Cultura, como divulgação dos “pontos turísticos” paulistas.

Cinema Vai à Escola

No projeto Cinema Vai à Escola, a Secretaria da Educação fechou a compra de 20 filmes contemporâneos e antigos. Todas as escolas de Ensino Médio do Estado receberão os DVDs e materiais de apoio pedagógico como os "Cadernos de Cinema do Professor" e o vídeo "Luz, Câmera... Educação", que vão auxiliar os professores antes, durante e depois das sessões.

Os filmes abordam temas como ética e cidadania, meio ambiente, sexualidade, drogas, violência e preconceito. O critério de seleção das películas levou em conta os vários países onde há produção cultural e as diferentes escolas cinematográficas. Os alunos assistirão a documentários, filmes de ficção, comédia, drama e suspense, que não tenham sido exaustivamente exibidos pela televisão.

Escola em Cena

Já para o teatro, com o Escola em Cena, a pasta firmou parceria com a Secretaria Estadual da Cultura para proporcionar aos alunos do Ensino Médio e de escolas em tempo integral experiências de freqüentar espetáculos de teatro e dança articulados ao desenvolvimento de conteúdos de arte e outras disciplinas. A intenção é integrar alunos e professores em espetáculos teatrais e de dança. Trinta mil alunos devem participar do projeto em 2008.

* Confira lista de parceiros e filmes que integram o Cultura é Currículo

Arquivo do Estado põe lista de passageiros do Kasato-Maru na Internet

A lista original de passageiros do famoso navio Kasato-Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil há 100 anos atrás, foi digitalizada e está disponível na Internet, no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

A lista apresenta-se em um formulário escrito em língua inglesa, preenchido em 28 de abril de 1908, com os nomes japoneses grafados com caracteres latinos. Dentre as informações indicadas estão nome, idade e profissão dos embarcados, além da referência ao chefe de família e a indicação da última residência de cada tripulante.


Acompanha a listagem uma carta remetida pelo cônsul brasileiro no Japão, Alcino Santos Silva, ao Secretário da Agricultura, Commercio e Obras Públicas de São Paulo, datada de 30 de abril. Nesta carta o cônsul explica as peculiaridades do preenchimento da lista de passageiros, as condições do embarque e da embarcação; aponta também características físicas e culturais dos imigrantes, bem como diferenças de costumes do povo japonês em relação ao brasileiro.

Os documentos estão disponíveis no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo (http://www.arquivoestado.sp.gov.br), na seção “Documento em Destaque”.

Do Arquivo Público do Estado

Venda de ingressos para o show baile com “Bee Gees Alive” segue acelerada


A venda de ingressos para o show da banda “Bee Gees Alive”, em Botucatu segue em ritmo acelerado, segundo os empresários da AG Fest Promoções e Eventos empresa responsável pela produção, Gustavo Aguiar e Alexandre Haddad, a repercussão do evento está satisfatória. “O show baile está na ‘boca’ de todos na região, os comentários na cidade estão fortes, ingressos estão sendo vendidos em toda a região, recebemos diariamente e-mails de todo estado, falando sobre essa apresentação" comenta Gustavo Aguiar. "Os ingressos estão se esgotando e com certeza teremos mais uma noite inesquecível em Botucatu e que vai ficar na história", completa Haddad.


A apresentação será no dia 2 de agosto, na AAB - Associação Atlética Botucatuense, em comemoração ao mês dos pais, possibilitando aos filhos oferecer os ingressos como uma forma de presente alternativo, garantindo muita música, e a possibilidade de reviver sucessos dos anos 60, 70 e 80. Antes e após apresentação a animação ficará por conta da Banda Acorde.
Aguiar e Haddad adiantam que o clube estará mais uma vez transformado em uma casa de espetáculos, com pista de dança, decoração especial e rebaixamento do teto. “É uma mega produção”, antecipa Aguiar.
Ingressos antecipados na lanchonete Karambola, Café Caruso, 100% Vídeo e nas bilheterias do clube.
O evento tem apoio da TV Record e conta com os seguintes patrocinadores: tabacaria e Café Caruso, Newdoor, Acorde e Prodive. O apoio é da Elite Flores e Decorações, BV financeira, Quitanda da Dona Marina, Bichos e Rabichos, Mengon Seguros, Todeschini, Mecânica Carnieto, Casa dos Materiais, Bekassim Hotel, MCA Usinagem de Precisão, Refrigeração Refilar, AquaFisio, Nossa Segurança, Sistema Prever, NN Produtora, Claudemir Buffet e Enza Botique.
Maiores informações pelo telefone: (14) 3882-1866, ou pelo site: www.agfest.com.br

‘Santuccilândia’ em cartaz na rua

Por Renato Fernandes

O CCB - Centro Cultural de Botucatu e o cineasta José Renato Arena Scorssato, promoverão no dia 28 de julho a exibição do cídeo documentário “Santuccilândia”, a céu aberto, na Rua Chico Brás entre as ruas Raul Torres e Reverendo Humberto Barbosa. Próximo ao parque que serviu de tema para o vídeo.

Segundo o historiador e presidente do CCB, João Carlos Figueiroa, a entidade conquistou junto a iniciativa privada e secretaria Municipal de Cultura, o empréstimo de 50 cadeiras para acomodar a platéia, projetor e a tela onde será projetado o vídeo. “Antes de exibirmos o documentário, que tem em média 20 minutos, iremos passar cenas de algumas comédias de Charles Chaplin”, explica Figueiroa, acrescentando que as crianças receberão pipoca grátis.

O víedo conquistou o segundo lugar no Festival de Cinema promovido pela Unespar - Universidade Estadual do Paraná, no final do mês de junho, sendo agraciado com o troféu Pinhão de Prata.


O documentário apresenta ao público as oficinas onde Miguel Santucci confeccionou os brinquedos do parque localizado nos altos da Vila Mariana e que atualmente está desativado, personagens de um presépio articulado, ferramentas, jogos. “É um documentário emocionante, onde o público poderá conhecer um pouco mais o sonho do Santucci”, disse Figueiroa.
Após conquistar o “Pinhão de Prata”, Scorssato vai em busca de prêmios maiores e estará presente no Festival Brasileiro e Latino americano de cinema do Paraná, que será realizado em outubro.

Scorssato cursa a faculdade de cinema no Paraná e explica que busca mostrar uj pouco de sua terra natal, personagens e pontos históricos aos colegas universitários. O primeiro vídeo de sua autoria exibido no Paraná foi “Estação Fantasma”, que mostra o abandono da estação de embarque e desembarque de passageiros da extinta Fepasa.

Budistas promovem palestra com Julianne Ferenckzy em Botucatu

O Espaço Luminis receberá a budista, Julianne Ferenckzy, nos dias 25 e 26 de julho, para ministrar as palestras “Carma - Causa e Efeito” e “Emoções Perturbadoras”, respectivamente. Ambas as atividades ocorrerá às 20 horas.
Ferenckzy é alemã, aluna do Lama Ole Nydahl há 24 anos ajudou a fundar os centros budistas de Hamburgo e Munique. Ela viaja a pedido do Lama para ministrar palestras em vários países, como Espanha, Rússia e África do Sul. Nesta passagem pela América do Sul ela passará pelo Brasil, Argentina, Uruguay e Chile.
O grupo responsável pela vinda da budista a Botucatu pratica o Budismo Tibetano da escola Kagyu, é uma prática milenar que vem de uma linhagem direta do Buda. A forma praticada é adaptada de uma maneira que torna possível seu exercício na correria do dia-a-dia.
A palestra abre espaço para interessados pelo Budismo, garantindo acesso ao tema com encanamentos e prática da meditação Budista, com uma palestrante de vasta experiência e vivência.
Em Botucatu existe um grupo de meditação Budista da Linha Karma Kagyu que se encontra todas às terças - feiras, às 20h30 e aos sábado às 17 horas, na Rua Pinheiro Machado, nº 8.
O Espaço Luminis fica na Rua Quintino Bocaiúva nº 1019. Informações pelos telefones: 9656-0050 (Flávia) ou 9775 7026 (André).