junho 21, 2008

Greve de professores em Botucatu é tímida

Tm sido tímida a adesão dos professores à greve da categoria iniciada na última segunda-feira. O dia que gerou maior transtorno para os alunos foi ontem, sexta-feira, quando paralisaram as atividades no município 64 professores no período da manhã e 62 à tarde, prejudicando as aulas nas escolas estaduais Cardoso de Almeida (EECA), Pedretti Neto, amando Salles de oliveira, João Queiroz Ma.
Na região assistida pela Diretoria Regional de Ensino de Botucatu, apenas a escola Anízio Godinho, em Conchas, teve paralisação integral. “Passei o dia todo tentando obter informações sobre a paralisação nessa escola, mas ninguém atendia ao telefone. Diretores, professores e funcionários aderiram”, explica o dirigente regional de ensino de Botucatu, professor Bahige Fadel
Em outra situação a ausência de alunos acabou gerando paralisação involuntária. “Na escola Dom Lúcio, por exemplo, no período da manhã, nenhum aluno compareceu à aula e os professores que estavam dispostos a trabalhar encontraram as salas vazias”, disse o dirigente.
O dirigente explica que o anúncio de reajuste salarial em 12% e o encaminhamento de um projeto de lei que cria o cargo de professor a partir de 10 aulas semanais acabaram esfriando o movimento grevista em todo o Estado.
A reportagem não conseguiu estabelecer contato com os representantes da Apeoesp de Botucatu, eles participavam da assembléia geral realizada na tarde ontem, em São Paulo, quando foi decidido pela continuidade da paralisação.
Segundo informações da sede central da Apeoesp - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, os professores defendem que o reajuste de 12,2% anunciado na quinta-feira pelo governo não é o suficiente.
Os grevistas pedem que seja revogado o decreto nº 53.037, que dispõe sobre a regionalização dos concursos públicos para os cargos do quadro do Magistério, definindo normas quanto a remoção, substituição e contratação temporária de docentes. Medida essa que criaria a avaliação de desempenho para a categoria. Segundo Fadel esse decreto obrigaria o educador a cumprir pelo menos três anos de trabalho na cidade onde ele prestou o concurso.
A Apeoesp agendou uma nova Assembléia, programada para acontecer na próxima sexta-feira, 27, no vão do Masp - Museu de Arte de São Paulo.
O sindicato aponta dados dando conta de que 70% da categoria aderiu à greve, enquanto que, a Secretaria de Estado da Educação garante que apenas 2% dos professores aderiram à paralisação.