fevereiro 08, 2008

A bandeira, a camisa e a lei

Por Flávio Fogueral

Projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), propõe a permissividade do uso da bandeira brasileira em camisetas e rótulos de embalagens. A atual legislação proíbe o uso de símbolos nacionais de forma comercial e também a má conservação dos mesmos. O parlamentar justifica que ‘houve um resgate popular destes símbolos’ e que a proibição aconteciam em um momento de exceção, como o Regime Militar. Ressalta ainda que muitos empresários brasileiros deixam de usar a bandeira em rótulos de seus produtos, impedindo uma identificação maior com o país, no caso de produtos feitos para exportação. Mas a questão maior neste projeto, que caminha em caráter prioritário nos corredores da Câmara Federal é que o brasileiro se tornou mais patriótico e usou como comparação momentos de união do povo, como Copa do Mundo ou Olimpíadas.
Mas o por que desta reflexão? Realmente, há atualmente uma busca por esta identidade nacional, com a valorização das cores brasileiras, da identidade multicultural e multiétnica no país. E empresários já não respeitam há muito esta antiga lei que visa resguardar os símbolos máximos da nação. Desde toalhas de praia, camisetas, bonés e lingerie; há uma estampa da bandeira brasileira.
E o brasileiro parece que é mais brasileiro em competições esportivas, culturais. Mas se esquece de ser o cidadão de um país que precisa dessa mesma pessoa em seu dia-a-dia, seja no dever cívico ou nas dificuldades em transformar um Brasil continental e desigual em uma nação que não seja apenas ‘o país do futuro’. O projeto de lei do deputado pode até ter suas intenções positivas. Mas elas serão realmente eficazes quando o próprio povo souber o real significado da palavra patriotismo.

Última semana para se inscrever no projeto Zazen Zuns

Por Renato Fernandes

O Projeto Zazens Zuns está encerrando o prazo de inscrições para jovens que queiram p
articipar de seu processo de criação artística durante esse ano.
O projeto se baseia na pesquisa do estado de Presença e se utiliza das linguagens da dança e do teatro, contando com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Botucatu, em parceria com a ONG ArteSaúde.
O Zazen Zuns é coordenado pela diretora e pesquisadora teatral Luciana Cah, através da Dynamis, pesquisa em teatro e dança.
As incrições servirão de base para a seleção de 15 jovens, que irão participar do elen
co de um espetáculo, recebendo ainda a oportunidade de participar de oficinas e workshops.
“Terão acesso a workshops mensais com linguagens e profissionais capacitados que tenham pesquisas semelhantes a que o projeto propõe”, explica Luciana.
De acordo com ela, os selecionados terão acesso a uma formação semi-intensiva de nove meses, que contará com aulas regulares semanais, nas seguintes disciplinas: improvisação dança, teatro, palhaço, clown, estudos teóricos, jogos cênicos, consciência corporal, filosofia, meditação e trabalhos corporais.
Como parte do processo de formação e aprendizado, o elenco fará intervenções cênicas mensais pela cidade de Botucatu. “Todo esse processo resultará em um espetáculo no mês de novembro”, disse.
Os workshops serão abertos para quem quiser participar, com limite de vagas.
Público alvo: A partir de 15 anos.
Inscrições até 15 de Fevereiro, no seguinte e-mail: teatrodynamis@yahoo.com.br. Informações através do blog: www.zazenzuz.blogspot.com.

Vereador pede obelisco em homenagem ao centenário da imigração japonesa

Da Assessoria da Câmara Municipal de Botucatu

O vereador Lelo Pagani (PT) solicita ao Poder Executivo, a possibilidade de se construir um obelisco na praça Brasil-Japão em homenagem ao Centenário de Imigração Japonesa, que será comemorado no dia 18 de junho de 2008.

O vereador explica que o obelisco seria um meio de reconhecer e homenagear a colônia japonesa de nossa cidade pela importante contribuição dessa cultura ao nosso desenvolvimento. “Em Botucatu a colônia japonesa se estabeleceu no início do século passado e ajudou a desenvolver nossa cidade e região, principalmente na área da agricultura. Nada mais justo que, neste ano do centenário da imigração japonesa no Brasil, nossa cidade também preste sua homenagem a um povo que nos ajudou tanto. Por isso minha sugestão da construção de um obelisco na Praça Brasil-Japão (foto)”, informa.
Carta a um grande amor

Pois é o tempo passa, e com ele se vão os momentos, os desejos, as paixões, as pessoas... É ele que torna tudo tão efêmero.
O tempo não pára, e a vida torna-se como uma gigantesca montanha-russa: ao longo do caminho, o medo dá lugar ao prazer, há altos e baixos, mas cada segundo vale a pena. E quando tudo se acaba, infelizmente, muitos se dão conta de que perderam os melhores momentos por estarem de olhos fechados.
Mas para nós (ao menos por enquanto) a vida, continua cada um com seu cada qual travando a eterna batalha em busca do seu próprio “Vale dos Sonhos”, já outros em seu eterno “Vale de lágrimas”, essa é a vida.
Um dia você está bem, outro não, certo dia consolamos um amigo, no outro ele nem nos cumprimenta. Essa é a fatídica doença da humanidade, doença sem profilaxia.
As paixões são trocadas por desejos em cápsulas do prazer, as amizades dão lugar aos bolsos gordos de capitalismo, mas... E o amor?
Não, não estou falando de paixão, mas sim de amor. Daquele com direito a friozinho na barriga, tremedeira e sudorese. O amor dos comerciais de margarina... Este ainda não se acabou, está em extinção, mas não se acabou.
Suas maiores paixões foram embora, de seus melhores amigos não se tem notícias, mas o seu amor... Ah, este permanece contigo... A cada novo dia, faça chuva, faça sol seu amor estará sempre presente. Pois amor de comercial de margarina não é breve, nem ao menos leviano, como disse o poeta: é “eterno enquanto dure”.
E se um dia o anjo da morte vier buscar o seu amor... Ah meu caro... Seja paciente, pois aonde quer que o seu coração esteja, terá alguém, em algum lugar do Universo que daria tudo para estar ao menos mais uma vez com você.

Mas sejamos mais otimistas... A vida, as pessoas, as grandes paixões, nada disso é eterno, mas o seu amor, o seu grande e tão querido amor, ah... Deste, não se esquecerá jamais.


Definido local para a realização do 1º Asfa Fest Festival

Por Renato Fernandes

A comissão organizadora do 1º Asfa Fest Festival, festival de música católica programado para aocntecer no dia 12 de julho, já definiu o recinto para a realização do evento. Segundo Rafael Garcia, tesoureiro do festival, o ginásio do Colégio Santa Marcelina, foi cedido para abrigar o evento.
“Foi uma parceria feliz e muito satisfatória, onde os responsveis pelo espaço compreenderam a intenção de nossa realização e cederam o espaço cobrando apenas as taxas de manutenção”, explica.
O festival contará com show da banda católica Vida Reluz, grupo musical que já tem mais de 20 anos de carreira, e é considerada uma das pioneiras da música mensagem, e tem como objetivo angariar fundos para a continuidade das obras da entidade presidida pelo padre Delair Cuerva, com sede no Parque Convívio.
O Festival terá como tema: “A Alegria do Senhor é Nossa Força”, e sua realização está orçada em aproximadamente R$ 10 mil.
A Asfa é uma organização não governamental sem fins lucrativos composta por cristãos leigos, que visa acolher pessoas portadoras do vírus HIV e idosas que, por motivos diversos, perderam o vínculo com suas famílias.
A entidade funcionará como uma casa de apoio às pessoas fragilizadas que necessitam de um domicílio durante tratamento médico ou até mesmo moradia fixa para os que já não possuem mais família.
A entidade já possui uma área com 2.500 metros quadrados e uma casa com 100 metros que está passando por reformas e reestruturação.
Após encerar essa reforma o próximo passo será a construção de uma capela e das unidades de moradia, para dar suporte material, social, emocional e religioso às pessoas atendidas
A Asfa foi construída em cima dos sonhos do padre carismático, Delair Cuerva, que de acordo com os fiéis é um sonhador fraterno que quer compartilhar com os menos abastados aquilo que Deus dá em abundância.
Todas as terças-feiras o padre celebra uma missa na sede da Asfa, na Rua das Rosas, nº 300, Parque Convívio, às 20 horas.

Projeto permite uso da bandeira em roupas e rótulos

Da Agência Câmara

A Câmara analisa proposta que permite o uso da bandeira nacional em roupas ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a serem inaugurados. O Projeto de Lei 2271/07, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), também acaba com a proibição de reprodução da bandeira em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda.
A proposta modifica a Lei 5.700/71, que determina a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais (a bandeira, as armas, o selo e o hino).
A atual lei também proíbe, por considerar manifestação de desrespeito à bandeira nacional, sua apresentação em mau estado de conservação ou a mudança de sua forma, cores, proporções, dístico ou o acréscimo de outras inscrições.


Regime de exceção

Segundo Valdir Colatto, a Lei 5.700/71 foi sancionada durante um regime de exceção, "ocasião em que os símbolos nacionais assumiam muito mais a conotação de propriedade do Estado do que patrimônio do povo brasileiro".
Para o parlamentar, a importância e o significado dos símbolos nacionais mudam nos diferentes momentos históricos do País.
Ele ressalta que, atualmente, houve "um verdadeiro resgate popular desses símbolos, os quais se apresentam muito mais como motivo de orgulho dos cidadãos do que como objetos de idolatria". Segundo ele, a popularização da bandeira em momentos como a Copa do Mundo demonstra o orgulho da população em relação ao País e não pode ser proibida ou considerada ilegal, como ocorre hoje.
Colatto ainda destaca que a atual legislação impede que os empresários nacionais coloquem em seus produtos genuinamente brasileiros o símbolo máximo de nação. "Mesmo aqueles produtos cuja natureza se confunde com a história do Brasil estão proibidos de estamparem em suas rotulagens ou invólucros a bandeira brasileira", diz.