fevereiro 01, 2008

Gugu e Renata reinam na Folia de Momo


Por Renato Fernandes
Foto - Cristiano Alves


A Secretaria Municipal de Turismo e Lazer definiu através de concurso realizado na noite de quarta-feira, o Rei Momo é a Rainha do Carnaval 2008.
O concurso idealizado pela Secretaria Municipal de Turismo e Lazer, com organização da AG Fest aconteceu no salão social da AAB - Associação Atlética Botucatuense e recebeu um público aproximado de 200 pessoas.
Sagrou-se como Rei Momo do Carnaval de Botucatu Anésio de Paula Assis, 58 anos, com 423,5 pontos, a rainha eleita foi Renata Rufino, 23 anos.
O casal já é conhecido do carnaval botucatuense, Anésio é Rei Momo pela nona vez e Renata desfilou no carnaval de 2005 ao lado do então presidente nacional do PT, José Genoíno, no bloco Unidos da Demétria.
Anésio explica que não esperava ganhar mais uma vez esse concurso e garante que a experiência contou bastante para a vitória. “Ganhei pela simpatia. Samba no pé eu vou mostrar na avenida. Nesse concurso me senti ameaçado no quesito samba pelo (Flávio) Mariano”, disse.
Esse é o primeiro ano que Renata participa do concurso e revela que foi uma surpresa ter conquistado o prêmio.
“São muitas competidoras e não esperava ter recebido esse prêmio, não. Gosto do carnaval, desfilo todos os anos como rainha da bateria do Bloco da Demétria. Se tornar a rainha do carnaval é a realização de um sonho”, comenta.
O concurso reservou surpresas como a participação de mãe e filha, como as concorrentes Elaine Mathias e Iasmin Santana, que foram convidadas pelo apresentador Thiago Lucas a realizar uma exibição à parte.
No quesito torcida, os competidores José Vicente, proprietário do Bar do Gordo e Jadson Urbano, foram unânimes. Urbano contou com a força do bloco É Nóis e Vicente com a presença da freguesia assídua de seu estabelecimento comercial.
A pontuação dos candidatos foi definida por um corpo de jurados composto por carnavalescos, representantes do clube, Prefeitura Municipal de Botucatu e do comércio, são eles: Flavinho Alves, João Bosco, Lúcia Peduti, Luis Antônio Matheus Vieira (Bolinha), Paulo Pirula, Renato Lumina Pupatto, Roseli Antunes Silva Ielo, Salma Thomé, Sérgio Ortiz, Waldemar Pereira de Pinho, Vlademir Rios e Wado Silva.
Confira a pontuação dos candidatos:
Rei Momo
1º - Anésio de Paula Assis (Gugu) - 423,5;
2º - Jorge Elias Carriel (Lia) - 398,5;
3º - José vicente (Gordo) - 379,5;
4º - Jadson Urbano - 371;
5º - Flávio Mariano - 361,5.

Rainha
1º - Renata Rufino - 427,5;
2º - Natalina Menezes Pereira- 399,5;
3º - Iasmin Santana - 380;
4º - Mayara Pompiani - 364;
5º - Mariete Taborda - 360,5.
6º - Letícia Cristina Correa Santos -- 359;
7º - Elaine Mathias - 357,5;
8º - Leila Xavier - 349,5;
9º - Carolina Laposta - 348,5.
10º - Daiane Cristina Soares - 340.

Pardinho animada com o Carnaval desse ano

Por Renato Fernandes

A Prefeitura Municipal de Pardinho divulgou na tarde de quinta-feira, a programação do Carnaval da cidade.
Segundo Sérgio Vieira, assessor de imprensa da Prefeitura de Pardinho, a folia começa hoje às 19 horas, com desfile dos Blocos e Bateria, em seguida acontece a apresentação da Banda Super Star até as 4 horas da madrugada.
Amanhã, às 15 horas ocorre a matinê e a partir das 21 horas apresentação da Banda Super Star.
Na segunda-feira será realizado o desfile dos Blocos e suas respectivas baterias a partir 19 horas, em seguida volta a acontecer o show com a banda Super Star.
Já no dia 5 de fevereiro, encerrando a folia, acontece a matinê às 15 horas e a partir das 20 horas apresentação do baile popular.
Serão instaladas praça de alimentação e brinquedos infláveis para o público infantil.
Todas as atividades terão entrada franca e acontecerão na Praça da Matriz.

Município deve proibir celulares nas escolas

Do site Entrelinhas

Sessenta novos professores darão pela primeira vez, aulas na rede municipal, a partir do dia 13 de fevereiro, uma quarta-feira. Esses professores passaram em concurso público realizado no final do ano passado. As atribuições de aulas dos professores deverá acontecer nos dias 8, 11 e 12 de fevereiro.

Segundo Gilberto Borges, também estarão sendo incorporados à rede municipal, 18 atendentes de creche e 7 auxiliares de serviços gerais.
Apesar da volta às aulas acontecer somente depois do carnaval, os professores e os funcionários da Secretaria Municipal de Educação já estão trabalhando no planejamento de atividades escolares e distribuição das rotas de transportes de estudantes.
A prefeitura tem uma frota de 55 veículos utilizados no transporte escolar.
Gilberto Borges disse na Clube FM que 4 escolas estão sendo reformadas e ampliadas e anunciou o planejamento de construção de uma nova escola na região norte da cidade. A Secretaria Municipal diagnosticou que a demanda está aumentando na região do Jardim Itamaraty.

PREFEITURA VAI PROIBIR CELULAR


A Rede Municipal de Ensino deverá proibir o uso de celulares nas salas de aulas, seguindo tendência adotada pelo Governo de São Paulo, que proibiu o uso de celulares durante as aulas. O professor Gilberto considerou que os recursos tecnologicos e aplicativos utilizados nos celulares, tornam o aparelho útil em diversos momentos aos estudantes e pais, mas que durante as aulas, as avaliações iniciais, feitas na última quarta-feira, dia 30, indicam a proibição do aparelho lligado durante as aulas. “A característica da rede municipal são de alunos mais jovens com idades entre 7 e 10 anos, mas os diretores e professores sentem os problemas dos telefone sendo utilizados e atrapalhando as aulas. O assunto não foi esgotado, mas percebo uma tendencia geral dos diretores de proibição dos celulares em aulas”, afirmou.

Preço do pão pode subir por causa do trigo

Com informações do site InfoMoney e UOL

O café da manhã do brasileiro deve ficar mais caro nas próximas semanas. A falta de trigo no mercado nacional e a negativa - ao menos temporária - da Câmara de Comércio Exterior em liberar a TEC (tarifa externa comum) de 10% cobrada sobre importações feitas de países alheios ao Mercosul farão com que o pãozinho, o macarrão, bolachas e demais derivados do grão fiquem 16% mais caros ao consumidor.

Conforme a Abitrigo (Associação Brasileira das Indústrias do Trigo), a demanda estimada para o cereal é de 9,3 milhões de toneladas neste ano. A produção nacional foi de 3,8 milhões de toneladas, da safra iniciada em agosto - volume completamente vendido. De maneira geral, a entidade estima que seja necessária, ainda neste ano, a compra de 4,2 milhões de toneladas.

Em Botucatu, o quilo do pão varia de R$ 3 a R$ 5, dependendo do estabelecimento comercial.

Bruna Gruppi: as conquistas nos tatames

Por Flávio Fogueral
Fotos: Flávio Fogueral

Entrevista publicada originalmente na edição 78 do Jornal Mulher


Bruna Gruppi é uma lutadora. No sentido literal da palavra. Há pelo menos 10 anos a atleta dedica sua vida ao esporte, em especial às artes marciais. Já foi praticante de capoeira e atualmente é um dos destaques no
jiu-jitsu em Botucatu. Esporte este que conheceu ao acaso quando morou na Bahia. No início, como conta, tinha certo ceticismo. Uma opinião que mudou ao longo dos treinos. Pela competitividade que a modalidade proporcionou a ela, apaixonou-se pelo jiu-jitsu e nunca mais largou o quimono. Integra atualmente a academia Behring de Jiu-Jitsu, uma das mais influentes agremiações da modalidade, com filiais em diversos países. Além das competições, dá aula na Associação Atlética Ferroviária. É também a primeira mulher em Botucatu a se graduar como faixa preta neste esporte. Ela conta que a modalidade, tida por muitos anos como exclusivo para homens, passou por uma grande mudança e recebe muitas mulheres que buscam, através do jiu-jitsu, uma melhor qualidade de vida unida ao ensino da defesa pessoal e do gosto pelo esporte. Em sua galeria de títulos figuram conquistas importantes como o Campeonato Mundial de jiu-jitsu, realizado no Rio de Janeiro, em 2002. Além disso venceu por 7 vezes o Paulista da modalidade em sua categoria. É também pentacampeã brasileira. No ano passado obteve a quarta colocação no mundial, resultado este que não a agradou. Mesmo assim, não desiste e tem este como um dos principais objetivos para este ano.
A principal meta, como ela adianta, é a realização de um projeto social, que visa a inclusão de crianças carentes através do esporte.
Mesmo com o quimono, a atleta não deixa esconder certa vaidade. Preocupa-se com o cabelo e o visual como um todo. Diz que o esporte virou um estilo de vida em todos os sentidos. Explica que se tornar uma atleta, além da dedicação, requer também paixão pelo que faz e muita disposição para conciliar a vida esportiva com a sua parte pessoal. Salienta, em entrevista ao Jornal Mulher, que alguns momentos nesta trajetória nos tatames foram marcantes. Um destes fatos foi a conquista do Mundial e minutos após a vitória conheceu Hélio Gracie, um dos precursores do jiu-jitsu no Brasil e criador de uma das variantes da modalidade, o ‘Brazilian Jiu-Jitsu’.

Há alguns anos, seu nome figura como um dos mais respeitados no esporte em Botucatu, em especial no jiu-jitsu. Como foram seus primeiros contatos com esta modalidade?

Descobri o jiu-jitsu ao acaso, pois pratiquei capoeira por 5 anos. Fui a Salvador para fazer a faculdade de educação física, na Faculdade Federal da Bahia. Fiquei lá durante um ano e treinava em uma academia e não conhecia muito do jiu-jitsu. Via o pessoal lutando e a princípio achei estranho, como muitas pessoas ainda vêem este esporte. Decidi fazer uma aula, apenas para conhecer esta arte marcial. Já no meu terceiro treino fui para um campeonato que logicamente, perdi. Mas o que me motivou
no jiu-jitsu foi aquela competição que na capoeira não tinha. Treinei 6 meses em Salvador e retornei a Botucatu por causa de minha família. Aqui ingressei na academia Behring com o professor Douglas (Silva) há 7 anos. Em 2002 comecei a dar aula para crianças e para mulheres. Já em 2005 obtive a faixa preta e não consigo largar o esporte.

Inclusive vo
cê é a primeira mulher a obter a faixa preta, no jiu-jitsu, em Botucatu. Isso prova que esta modalidade deixou de ser um esporte exclusivo para homens?
Com certe
za. Há uma procura maior de mulheres pelo jiu-jitsu. As academias têm pensado mais no público feminino e também nas crianças. Antes o jiu-jitsu poderia ser considerado somente um esporte para homens, pelo nível de treinamento. Muitas pessoas praticam dependendo do que precisa, seja para liberar o estresse, para competir ou até mesmo defesa pessoal.

Quais os motivos que a levaram escolher praticar o jiu-jitsu?

É um esporte completo, pois ele trabalha membros superiores, inferiores, aeróbica, nesta parte estética. Já pratiquei muitos esportes, mas foi o que mais me identifiquei. Gosto muito da capoeira, que treinei e gosto muito, mas não havia competições. Sou uma pessoa guerreira, de dar o sangue e não sou de desistir fácil. E isso achei muito interessante no jiu-jitsu, que me dá a adrenalina da competição. Sempre falo que aquele ano é meu último em campeonatos, mas sempre me inscrevo, participo. Às vezes penso em fazer outras coisas, parar um pouco, mas não consegui. Talvez me afaste um pouco do esporte quando tiver um filho, só o futuro pode dizer. Ainda tenho uma missão como lutadora, mas sei que haverá um momento que terei que diminuir a intensidade com a qual me dedico. Posso parar de ir em competições, mas dar aulas na academia não cogito.


Você obteve no ano passado a quarta colocação no campeonato mundial de jiu-jitsu, realizado nos Estados Unidos. O resultado, no entanto, não lhe agradou.
Já disputei várias competições. Desde 2002 participo de campeonatos mundiais e foi naquele ano que consegui meu título na minha categoria. Sempre fiquei entre as três melhores do planeta, o que é algo muito difícil de se obter. Ir a este mundial, nos EUA, foi uma experiência única. Estar em outro país, lutar com pessoas com um nível tão bom quanto o seu e sem um apoio foram alguns dos obstáculos que enfrentei. Esperava mais em questão de resultado, pois treinei muito e gostaria de ter obtido uma melhor posição. Fiquei feliz por ter disputado este campeonato, mas sempre esperamos ter a melhor colocação possível. Consegui ir até o Mundial, mas porque batalhamos pelo apoio de 40 micro-empresas de Botucatu. Mas espero participar de outras competições de níveis nacional e internacional.

Qual o momento marcante em sua carreira?

Foi quando conheci Hélio Gracie e fiz uma foto com ele e meu mestre, Flávio Behring. Neste mesmo dia tinha conquistado meu título mundial, em 2002.


Como é conciliar a parte pessoal com a carreira esportiva?

Quando você se torna um atleta profissional, há uma exigência maior. No meu caso, fo
ra o esporte, tenho uma empresa de materiais de construção e faz com que meu tempo seja dividido. Você tem que se desdobrar. Tenho meu namorado, que também treina jiu-jitsu e conseguimos nos entrosar. Se ele não entendesse essa situação de dedicação acredito que nem a relação daria certo. Fui para os Estados Unidos e fiquei durante 20 dias para a disputa do Mundial. Como ele está neste meio, compreende a situação e até me incentiva. Na parte familiar, tenho um relacionamento muito bom. Enfim, minha vida é muito corrida, pois dou aula pela manhã, saio da academia e vou trabalhar. Depois volto novamente para a academia onde treino e dou aula e fico até às 22 horas.

Ao tirar o quimono, como é a Bruna Gruppi na parte pessoal?

Tento não desvincular a personalidade de esportista com a pessoal. Acabei me tornando até um pouco mais caseira, por causa dessa vida de atleta. Se você vai numa balada e c
hega às 6 horas, no outro dia está acabado, não treina bem. Gosto de sentar com os amigos e tomar um chopp, mas isso é raro. A alimentação também é bem regrada, descartei refrigerante e frituras.

Atualmente o jiu-jitsu está melhor aceito e entendido pela sociedade?

A imagem da modalidade melhorou muito, apesar de pessoaso que ainda sujam a im
agem do esporte. Na minha academia, por exemplo, temos toda uma filosofia, uma hierarquia. A criança entra e aprende o que é o jiu-jitsu e toda a parte filosófica. Infelizmente há pessoas de má índole, mas não é este esporte que torna ela assim, pois ou se envolveu com drogas, ou não teve um professor que não o instruiu direito. Isso acaba por denegrir a imagem do jiu-jitsu; aquele ‘cara’ que anda com o pit bull do lado. As pessoas acham que este é um esporte igual ao vale-tudo, que têm socos, chutes e isso não é verdade. O jiu-jitsu significa ‘arte suave’ e você, com seu peso, consegue derrubar seu adversário pela técnica e não através da força.

Você tem planos para um projeto voltado às crianças carentes. No que consiste este trabalho?

O projeto visa introduzir crianças carentes no meio social através do esporte. Através deste trabalho, faríamos com que as crianças, que não têm condições financeiras, venham a treinar no clube e tenham novas amizades, aprenderem um esporte que as tirem das ruas. Nesses meses correrei atrás de apoio. Já conversei com o secretário de esportes a respeito dessa idéia, que ainda está crua, mas é algo que vou trabalhar. Há muitos talentos nessas crianças que não podem desenvolver e mostrar suas qualidades. A princípio gostaria que esse trabalho fosse com a Casa das Meninas e dos Meninos. Tenho um amigo que possui um projeto em uma favela e novas promessas do esporte saíram deste trabalho.


Além deste trabalho social, há outros projetos na carreira esportiva?

Vou novamente no Campeonato Mundial e meu objetivo é vencê-lo este ano. Também na parte profissional quero trabalhar para o crescimento da empresa de meu pai, que agora também tem atuado em outras cidades como São Manuel, continuar dando aula e fazer com que o projeto social vire realidade.


Quais os nomes dentro do esporte em que se espelha?

A Leca Vieira, no jiu-jitsu é uma das pessoas que admiro. Também me espelho no Popó (Acelino Freitas, lutador de boxe) pela história de vida, de luta contra as dificuldades. Há também o pessoal de Botucatu que também tenho uma enorme admiração como o Marildo Barduco (fundista que obteve a 5ª colocação na Corrida de São Silvestre, em 2007) e as jogadoras do Botucatu Futebol Clube. Esta é uma cidade que tem muitos talentos no esporte; um pessoal guerreiro, que vai atrás de apoio, que é o que falta a eles. Deveria haver mais incentivo, tanto do poder público quanto da iniciativa privada.

Monitoramento da aftosa começa em fevereiro

Da Secretaria de Estado da Agricultura


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), realiza a partir de fevereiro as ações previstas no Monitoramento Soroepidemiológico para detecção de atividade viral no Estado.

Dentre as ações executadas no Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, o monitoramento é uma atividade realizada com periodicidade anual, sob coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estabelece o tamanho da amostragem e o processamento das amostras junto ao laboratório oficial.

Para este trabalho foram sorteadas 95 propriedades de todo Estado, distribuídas em 90 municípios de 33 regionais (Escritórios de Defesa Agropecuária - EDAs), sendo 44 propriedades cadastradas no Sisbov (Estabelecimentos Rurais Aprovados - ERAs) e outras 51 propriedades consideradas de risco (são aquelas com grande movimentação de animais, próximos às áreas de divisas de estado e de frigoríficos). Serão mobilizados 48 médicos veterinários e 96 auxiliares, que irão compor as equipes de coleta, além de 7 gerentes de programas sanitários para coordenação dessas equipes.

Serão coletadas amostras de sangue de animais suscetíveis à febre aftosa e o soro será remetido ao Lanagro - Porto Alegre/RS para processamento. O material contempla amostras de bovinos na faixa etária de 6 a 12 meses e que foram vacinados contra a febre aftosa.

Criminalidade tem queda recorde em São Paulo

Do site do Governo do Estado de São Paulo

Os índices de segurança pública em São Paulo têm registrado redução recorde. De 1999 para cá os homicídios diminuíram 63% e os latrocínios recuaram 67%, enquanto que o roubo de veículos caiu pela metade nos últimos oito anos. Os números estão no levantamento trimestral “Estatística da Criminalidade no Estado de São Paulo”, divulgado na manhã desta quinta-feira, 31, pela coordenação de Análise e Planejamento da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Com a publicação dos dados relativos ao quarto trimestre do ano passado, os números comprovam a expressiva queda nos principais indicadores criminais entre 2007 e 2006.

No último trimestre do ano passado foram registradas taxas recordes de redução de roubo de veículos (-14%), de furtos (-10,6%), de furto de veículos (-17,2%), de seqüestros (-79%) e aumento também inigualado no combate ao tráfico de drogas (+ 34,3%). “Os números foram os melhores da história, houve queda em vários indicadores”, destaca o autor da pesquisa, Túlio Khan, coordenador de análise e planejamento da secretaria.

"Qualitativamente, observamos uma redução dos crimes violentos (homicídio, latrocínio, estupros e roubos) no total geral de crimes. Os crimes violentos chegaram a representar 21,4% do total de crimes em 1999. Mas, no último trimestre de 2007, representavam apenas 14,8% do total", observa Khan.

A pesquisa é publicada desde o segundo semestre de 1995 e pode ser consultada através do seguinte link: http://www.ssp.sp.gov.br/estatisticas/_portrimestre.aspx

Desempenho policial

O combate ao tráfico de entorpecentes intensificou-se no quarto trimestre de 2007, batendo recordes no número absoluto e relativo de casos. Com 34,3% de aumento, trata-se da maior variação das taxas desazonalizadas já observada, desde o início da série em 1995. Em termos de volume de drogas apreendidas, foram 84 toneladas, maior número de apreensões já verificado no Estado no período de um ano.

O volume de prisões também cresceu 10,3% comparado ao quarto trimestre de 2006, voltando ao patamar de 28 mil presos por trimestre. Mas, diferentemente do que ocorria no passado, o crescimento das prisões se dá num contexto de queda da criminalidade, de modo que houve, de fato, um aumento de produtividade da polícia: no passado recente havia 46 prisões para cada mil delitos cometidos no Estado e, atualmente, a relação é de 57 por mil.

O número de armas apreendidas pela polícia caiu novamente no último trimestre, como vem ocorrendo sistematicamente desde o Estatuto do Desarmamento em 2003. Como a atividade policial é crescente, o que se observa é que o número de pessoas que saem armadas nas ruas vem diminuindo gradativamente.

Cidades x Estado

Em 1999 foram registrados 12,8 mil homicídios no Estado, já em 2007 foram 4,8 mil. De acordo com o pesquisador Túlio Kahn, esse dado equipara São Paulo às cidades de Nova Iorque e Bogotá. Ele ressalta que as duas cidades reduziram os índices de homicídio para 73% em um período de dez anos e 80% em um período de treze anos, respectivamente. “A nossa taxa de redução tem sido inclusive mais intensa. Lá são cidades. Aqui é um estado. Observamos queda em 538 dos 645 municípios do estado. É uma queda generalizada. Na capital essa redução é ainda maior, de 72%”, afirma.

Kahn comenta ainda que a meta para 2008 é o registro de 10 homicídios para cada cem mil habitantes. Em 1999, só um bairro estava nessa faixa, o Itaim Bibi, na zona sul da capital. Atualmente, a cidade tem 28 bairros que já estão dentro desse objetivo. “Praticamente 427 municípios também estão dentro dessa meta. É uma situação de primeiro mundo”, diz.

“As chacinas, que vem diminuindo no Estado desde 1999, são investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que esclareceu quase 95% dos casos”, explicou o coordenador. Ele disse que o roubo foi o único índice que aumentou: 1,8% em relação a 2006, mas em relação ao trimestre passado caiu 0,7%. O sociólogo frisou que a maioria dos registros é referente a roubo e furto de celulares. Kahn explica que a disseminação do produto é um fator relevante.

Representante do Iphan visita a área histórica da Fazenda Lageado

Assessoria de Imprensa da FCA

Na última quarta-feira, 30 de janeiro, a Fazenda Experimental Lageado recebeu a visita de Victor Hugo Mori, da Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ele esteve em Botucatu para estudar o patrimônio ferroviário situado dentro da cidade e também para visitar a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA).
A FCA está realizando ações visando o tombamento da área histórica da Fazenda Lageado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico (Condephat) e desenvolvendo o projeto “Arqueologia no Campus” que pretende pesquisar ocorrências de arqueologia pré-colonial indígena e arqueologia histórica, ou seja, um estudo voltado para o período das atividades da Fazenda, no seu momento de grande centro produtor de café.
Uma equipe de arqueólogos visitou a Fazenda Lageado em agosto de 2007 em busca de sítios e ocorrências arqueológicas. No campo da arqueologia o termo “sítio” designa um local que reúne várias peças enquanto cada peça isolada é denominada de “ocorrência”. Ao todo, foram encontrados três sítios arqueológicos e nove ocorrências em áreas da Faculdade.
Toda a legislação e procedimentos envolvendo arqueologia são de atribuição do Iphan. Segundo Mori, as propriedades da época da Fazenda Lageado interessam especialmente ao órgão. “O Iphan estudou bastante as fazendas de café do período colonial e no período imperial. Já as fazendas do final do século XIX, como o Lageado, constituem uma matéria de interesse que ainda não foi suficientemente abordada”, explicou. “Queremos saber como foi a trajetória dessas fazendas até os dias de hoje”.
Mori destacou o fato do Lageado abrigar uma instituição de ensino ligado a área agrícola. “É como se fosse uma terceira etapa do café, tendo o museu e estruturas de pesquisa da Faculdade”.
O projeto “Arqueologia na Campus” está sendo desenvolvido pela equipe responsável pelo Projeto de Revitalização de Uso da Área Histórica da Fazenda Lageado, integrada pelo servidor José Eduardo Candeias e pelo arquiteto Guilherme Michelin.