janeiro 26, 2008

Reportagem sobre Blogs



reportagem sobre a blogosfera para a disciplina de expressao dramatica dos alunos da ESAP.

Eadcon-Botucatu torna-se opção acessível no ingresso à faculdade

A Eadcon está com inscrições em 20 cursos de graduação e para quem pretende fazer pós-graduação. As aulas são semipresenciais. Os alunos estudam através de teleconferência, de maneira individual e via internet.
As aulas acontecem uma vez por semana e os alunos têm à sua disposição biblioteca, tutoria, laboratório de informática e supervisão.
As demais atividades acadêmicas como aulas interativas, textos complementares e provas, os alunos realizam nos horários que escolherem, sempre utilizando o Portal Educacional Eadcon, disponível 24 horas por dia na Internet. Todos os cursos são autorizados pelo MEC. Essa rede de ensino está presente em 1.500 municípios, com mais de 1.600 salas de aula em todo o Brasil. No total, a Eadcon conta com 300 professores, entre titulares, assistentes e tutores. São mais de 50 mil alunos, entre formados e matriculados.
Acessível - As parcelas dos cursos de Letras, Matemática ou Pedagogia, já contando com abono de 15% para pagamento efetuado até a data do vencimento é de R$ 174,25. O plano do 1º semestre é de 1 + 5 pagamentos, sendo a primeira parcela referente à solicitação de matrícula. Os cursos oferecidos são ministrados e certificados pelas Instituições de Ensino Superior: Unitins e Fael.
Para quem fez Prouni são oferecidos mais de 1 mil bolsas de 100% no curso de Pedagogia. Também há bolsa de 50%. Uma das novidades é a pós-graduação em direito.
Onde procurar – A Eadcon-Botucatu fica na Rua Siqueira Campos, 103 - 2º andar – Centro. O telefone é (14) 3813-6652. O site é www.eadcon.com.br.
Cursos da Eadcon: Graduação em Administração, Graduação em Ciências Contábeis, Graduação em Complementação de Estudos, Graduação em Comunicação Social, Graduação em Fundamentos Jurídicos, Graduação em Licenciatura em Letras, Graduação em Licenciatura em Matemática, Graduação em Pedagogia, Graduação em Serviço Social e Graduação em Tecnologiaem Análise e Desenvolvimento de Sistema.
Cursos de Especialização: Pós- Direito Contemporâneo, Pós-Graduação em Gestão Escolar, Pós-Graduação em Educação a Distância: Tutoria, Metodologia e Aprendizagem, Pós-Graduação em Educação Infantil e Séries Iniciais, Pós-Graduação em Educação Especial: Práticas Inclusivas na Escola, Pós-Graduação em Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia, Pós-Graduação em Metodologia do Ensino de História e Geografia, Pós-Graduação em Metodologia do Ensino de Ciências e Matemática, Pós-Graduação em Metodologia do Ensino de Linguagens, Pós-Graduação em Metodologia do Ensino Religioso e Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional.

Retiro religioso serve de opção para quem pretende fugir da agitação carnavalesca

Um boa opção para os dias de Carnaval, além de cair na folia, são os retiros promovidos por diversas igrejas de Botucatu. Um desses retiros é promovido pela Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde mais de 80 jovens, católicos, se reunirão em um haras, próximo a Rubião Júnior, para refletir e confraternizar com os amigos longe das aglomerações das avenidas e dos clubes.
Durante o feriadão de Carnaval, trocar a farra pela comunhão com a natureza e com os amigos, em um evento organizado pela própria juventude garante paz de espírito. Nesses eventos além de provas esportivas e gincana que visa a integração e fortalecimento da amizade, também acontecerão palestras, mensagens espirituais e musicais durante os quatro dias. O retiro acontecerá no Haras Novo Horizonte, nos dias 2,3,4 e 5 de fevereiro.
O retiro é organizado pela Conosfat - Comunidade Nossa Senhora de Fátima, que já conta com mais 60 inscritos. As pessoas que quiserem participar, terão até o início da próxima semana para realizar as inscrições.
O evento deverá receber aproximadamente 70 jovens, de várias localidades da cidade.
O pacote inclui quatro refeições- café da manhã, almoço, café da tarde e janta para os quatro dias, além de poder desfrutar da casa com piscinas e outros atrativos, com o custo de R$ 22 por pessoa.
O principal objetivo do é promover um Carnaval diferente evangelizando e unindo os jovens através de orações, missas e palestras. Por esse motivo é considerado uma excelente opção para quem pretende tirar os quatro dias de festa para refletir e descansar, participando de atividades religiosas.
Divididos em dois alojamentos, rapazes e moças ficam separados da folia de Carnaval para refletir.
”O que muda para nós, jovens que estamos participando do retiro, é que passamos a ter um estilo de vida diferente, mas consciente do que realmente é prazeroso”, explica Larissa Carvalho, uma das organizadoras do evento.

Segurança e diversão devem marcar os bailes populares de Carnaval

Por Renato Fernandes

secretária municipal de Turismo e Lazer, Lúcia Peduti, garante que a segurança e a diversão devem marcar os bailes populares de carnaval, que acontecerão nas quatro noites de folia, com início às 21horas. Em dias de desfiles, a festa terá início após as apresentações dos blocos, sempre na Praça Coronel Moura, em frente ao Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci.
“Teremos seguranças contratados a paisana entre os foliões, além da presença da Guarda Municipal garantindo o bem estar dos presentes”, explica.
Para garantir a integridade da festa, os guardas municipais se posicionarão em áreas altas com câmeras de segurança para identificar autores de possíveis casos de brigas e violência.
“Orientamos a banda para que pare o show sempre que presenciar alguma briga. A banda vai parar e explicar que só retorna o show quando o atrito acabar”, disse.
Outra medida que vai impedir acidentes é a proibição de garrafas e recipientes de vidro entre os foliões. “Já pedimos aos estabelecimentos comerciais ao redor dessa área para que não vendam nada em garrafas. Teremos funcionários que abordarão as pessoas com garrafas para solicitar a troca por recipientes de plástico, que nós forneceremos na hora”, revela.
Outra preocupação da Secretaria de Turismo é com o bem estar dos participantes.
“Vamos fechar o banheiro subterrâneo do Paratodos, onde temos apenas dois vasos e um amplo salão, mas instalaremos 10 banheiros químicos, divididos entre sanitários para homens e mulheres, no piso superior da Praça do Paratodos”, acrescenta.
Para auxiliar no trabalho, a secretaria contratou a empresa AG Fest, que mobilizou a banda “Estúdio A” para animar os foliões.
“A estrutura de palco vai começar a ser montada na sexta-feira, dia 1º, em frente ao ponto de ônibus do Paratodos . Para não tumultuar o trânsito, o DET (Departamento de Engenharia de Tráfego) vai liberar um desvio na rua entre o Teatro Municipal e o ponto de ônibus”, disse o assessor da secretaria, Otoni Luiz Tonin.

Quico: 'O Carnaval é coisa séria'


Por Renato Fernandes

O jornalista e carnavalesco Quico Cuter, 51 anos, já compôs mais de 22 sambas enredos. Temas desenvolvidos em sua maioria por escolas de samba da cidade de Botucatu. Cuter é um dos poucos carnavalesco que continua seu trabalho após a extinção da UESB - União das Escolas de Samba de Botucatu, compondo sambas agora para blocos carnavalescos.
Para ele o carnaval é uma grande festa, mas que precisa de seriedade, competência e profisisonalismo em sua organização.
Afastado do jornalismo por motivos de saúde, Cuter é muito conhecido no meio policial, área que cobriu durante a sua carreira.

Quando você começou a trabalhar com o carnaval?

O carnaval e a imprensa surgiram em minha vida juntos. Em 1982 eu escrevia para o Jornal de Botucatu e fui convidado pelo Elias Carriel, da escola de samba Camisa Preta, para compor o samba enredo. Eu já tocava violão e topei o desafio. Desde então não parei, entre 1982 e 1995, foram 22 sambas enredos, vários deles premiados, como os enredos “Hoje tem Plim Plim na Avenida” (1994), “Meu Carnaval é Sambanejo” (1995), dentre outros?

V
ocê sente que os antigos carnavalescos debandaram com o término das escolas de samba?
Quando acabou a euforia do carnaval de escolas de samba, em 1995, o pessoal desanimou. Na época os grandes batuqueiros eram disputados a tapa, igual acontece no Rio de Janeiro, quem sabia batucar era tratado a pão de ló, como artista mesmo. Quando acabou as escolas esse pessoal desanimou, e atualmente os carnavalescos antigos da Dragões da Vila, Vila Aparecida e da Vila Maria desanimaram do carnaval, que ainda é uma festa muito bonita.
O que tinha antes não tem mais, digamos que 30% das pessoas que participavam das escolas de samba continuam em blocos. Esses carnavalescos precisam de motivação para voltar nesse carnaval de blocos, que considero uma alegria, momento de confraternização e brincadeira. É diferente das escolas de samba que é uma coisa certinha, com divisão de alas, carros alegóricos e que conta a história do samba enredo em cada ala, na avenida.
Carnaval é coisa séria e tem que ser feito por pessoas sérias e profissionais para dar certo, mesmo nos blocos. Uma escola de samba precisa de organização perfeita, é muita coisa, são no mínimo 300 pessoas, já nos blocos não, todos saem como quiser.

Você concorda com a postura da administração de não financiar as escolas de samba?

Cuter: O carnaval viveu sua fase áurea, nos anos 90, com arquibancada nas ruas, concurso de escolas, pontuação e jurados foi criada a Uesb (União das Escolas de Samba de Botucatu) no começo foi feito um bom trabalho, encabeçada pelo secretário de Esportes Fred Pimentel e o prefeito Jamil Cury, a intenção era de se desvincular a prefeitura das escolas, caberia ao poder público apenas dar o suporte e essa entidade ajudaria na organização e custeio, mas ela acabou sendo usada de forma errada.
Na Uesb todas escolas precisavam trabalhar, mas nos eventos apenas uma ou duas participavam e isso deu início a muita discussão, brigas e desentendimento, levando ao fim da entidade.
Acho difícil desvincular a Prefeitura do carnaval, mas a administração não deve financiar escolas, e sim dar o suporte. Fazer exatamente o que a secretaria de Turismo faz hoje, não dar dinheiro para os blocos mas investir na estrutura.
Essa idéia da Lucinha Peduti (secretária de Turismo e Lazer) de lançar os blocos na cidade foi uma idéia muito feliz, e ela conta com um guarda-costas muito competente, que é o Otoni (Luiz Tonin) ele está ajudando no carnaval desde 1982 e sempre viveu o carnaval com a gente.

Você acredita no retorno das escolas de samba?
A idéia de muitos blocos é se transformar em escola e essa é também a idéia do Camisa Preta, Estive hoje na Secretaria de Turismo conversando com o Otoni e falei para ele da intenção de desfilar como escola em 2009. Vamos fazer um trabalho de estruturação durante o ano e montar a escola novamente. Vamos contar a história de determinado fato do passado ou personagem e homenagear em nosso samba enredo.
Por enquanto essa é só uma idéia, e quando falo em voltar com o Camisa Preta, falo em mesclar pessoas de outros bairros e não apenas os moradores do Tanquinho, onde fica a sede, a escola nunca foi do Tanquinho, tínhamos foliões da Cohab, Lavapés e da Vila Maria. Sempre fomos popular e a idéia é trazer esse pessoal que faz o carnaval para perto.

Qual é o seu melhor samba enredo?

Eu ainda não fiz. A gente vive a cada ano uma história, quando fiz o samba enredo homenageando o Francisco Marins foi um sucesso tremendo, jamais imaginei que faria outro igual, depois fiz um samba para o Alcides Nogueira que também considerei uma obra prima e imaginei que não faria outro como esse, mas em seguida escrevi um homenageando a dupla João Paulo e Daniel, que também marcou época.
Sempre procurei homenagear pessoas vivas e tive a sorte, e oportunidade, de conseguir trazer esses homenageados para participar em carros alegóricos, foi assim com o Alcides, com o Francisco Marins e com a dupla João Paulo e Daniel.

Você tem mais paixão pela imprensa ou pelo carnaval?

A paixão pela imprensa é bem maior. O samba atinge um pessoal específico e que gosto muito de trabalhar, mexemos com várias classes sociais, mas o jornalismo é diferente é algo muito motivante, você faz a entrevista e vê a repercussão do trabalho no dia seguinte. É algo muito rápido e dinâmico, o carnaval é uma vez por ano a imprensa é todo o dia.

Quais as suas escolas do coração?

No Rio de Janeiro é a Vila Isabel, sou fissurado na figura do Noel Rosa.
Em São Paulo gosto muito da Gaviões da Fiel, isso devido a aquele samba: “Me dê a mão, me abraça...”
Em Botucatu e difícil, nasci no Camisa Preta, fui para o Unidos de Última Hora, depois fui para o Camisa Verde e Branco. É difícil dizer uma.
Mas pelo carinho e por ter ajudado a fundar seria o Camisa Preta, onde fiz todos os sambas e participei desde o início.