janeiro 23, 2008

Governador assina decreto que facilita recepção de documentos pelo Estado

Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho - Assessoria de Comunicação

O governador José Serra assinou no dia 23 de janeiro, às 9h30,decreto que dispensa o cidadão da exigência de cópias autenticadas e firma reconhecida em transações realizadas com a Administração Pública Estadual. A medida faz parte do processo de desburocratização do Estado de São Paulo.
O decreto foi assinado durante o Seminário “Os Desafios da Desburocratização”, que acontece hoje no Salão dos Pratos do Palácio dos Bandeirantes. O evento é organizado pelo Programa Estadual de Desburocratização – PED, em parceria com o Instituto Hélio Beltrão (IHB).
Participaram do seminário as entidades que integram o Conselho Consultivo do PED e órgãos estaduais, principalmente os que prestam atendimento direto ao cidadão.
O PED, presidido pelo secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, engloba uma série de medidas que visam diminuir a informalidade, facilitar a vida do empreendedor e reduzir os custos dos serviços públicos.
O secretário chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, fez a abertura do seminário. Em seguida o secretário Guilherme Afif Domingos falou sobre o Programa Estadual de Desburocratização.
A palestra “Os Desafios da Desburocratização” foi proferida pelo presidente do Instituto Hélio Beltrão, João Geraldo Piquet Carneiro. O governador José Serra fará o encerramento do Seminário com a assinatura do decreto.

A presença japonesa em Botucatu

Por Renato Fernandes

Com a ampliação da lavoura cafeeira, no Brasil abriram-se vagas para o trabalho nas fazendas no início do século, e assim, o governo brasileiro convidou os japoneses a enviarem ao Brasil grupos de imigrantes dispostos a trabalhar no interior paulista. Eles
começaram a chegar em 1908 ao porto de Santos.

O primeiro navio a aportar no Brasil com imigrantes japoneses foi o Kasato Maru, em 18 de Junho de 1908, trazendo 165 famílias, que vinham trabalhar nos cafezais do oeste paulista.

Nos pr
imeiros sete anos, vieram mais 3.434 famílias (14. 983 pessoas). Com o começo da I Guerra Mundial (1914), explodiu a imigração: entre 1917 e 1940, vieram 164 mil japoneses para o Brasil. 75% foram para São Paulo, visto que o estado concentrava a maior parte dos cafezais.

Segundo o médico Milton Massato Hida, da Associação Botucatuense da Cultura Japonesa, os imigrantes foram distribuídos em seis fazendas: Guatapará, Dumont, Canaã e São Martinho de Ribeirão Preto e fazendas Floresta e Sobrado de Itu e São Manoel respectivamente.
“Eles vieram para
o País com a promessa de fortuna e encontraram fazendeiros que queriam substituir os escravos. Grande parte desses imigrantes já chegaram com dívidas e acabaram fugindo para outras regiões”, explica.

Para a fazenda Sobrado, vieram 48 pessoas de 15 famílias da Província de Yamaguchi, grupo liderado pelo intérprete Takashi Nihei. Os trabalhadores seri
am aproveitados para o cultivo de mil alqueires de café. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes japoneses para o Brasil cresceu.

O governo japonês incentivava a vinda ao Brasil, p
or diversos motivos: o campo e cidades japonesas estavam superlotados, causando pobreza e desemprego. O governo também queria a expansão da etnia japonesa para outros lugares do mundo e que a cultura japonesa fosse enraizada nas Américas, a começar pelo Brasil.

A maior parte dos imigrantes chegou no decênio 1920/1930. Já não iam apenas trabalhar nas plantações de café, mas também desenvolveram
o cultivo de morango, chá e arroz no Brasil. “A malha ferroviária foi muito importante para a distribuição dos imigrantes pelo interior do Brasil. Eles chegavam de navio já com destino certo e embarcavam nos trens.

A
o longo da ferrovia foram criadas cidades e vilas de imigrantes. A estação de Rubião Júnior era um ponto muito importante, aqui existia o entroncamento para outras ferrovias e regiões, os orientais acabavam descendo nessa estação para aguardar o próximo embarque”, disse.

As razões da imigração
O Japão vivia, desde o final do século XIX, uma crise demográfica. O fim do feudalismo deu espaço para a
mecanização da agricultura. A pobreza passou a assolar o campo e as cidades ficaram saturadas. As oportunidades de emprego tornaram-se cada vez mais raras, formando uma massa de trabalhadores rurais miseráveis.

No Brasil, por sua ve
z, estava faltando mão-de-obra na zona rural. Em 1902, o governo da Itália proibiu a imigração subsidiada de italianos para São Paulo (a maior corrente imigratória para o Brasil era de italianos). As fazendas de café, principal produto exportador do Brasil na época, passaram a sentir a falta de trabalhadores com a diminuição drástica da chegada de italianos.

A colônia japonesa do Brasil está dividida hoje em dia
em: isseis (japoneses de primeira geração, nascidos no Japão) 12,51%; nisseis (filhos de japoneses) 30,85%; sanseis (netos de japoneses) 41,33% e yonseis (bisnetos de japoneses) constituem 12,95% [2] Atualmente, existem no Brasil 1,5 milhão de japoneses e descendentes, sendo 80% no Estado de São Paulo e a maioria na capital (326 mil segundo o censo de 1988).

Da comunidade japonesa no Brasi
, 90% vivem nas cidades. O bairro da Liberdade, no centro da capital paulista, representa o marco da presença japonesa na cidade. Outros focos importantes de presença japonesa n
o Brasil são o Paraná, o Mato Grosso do Sul e o Pará.
(Com dados da Wikipédia)

A transformação de uma areial na produtiva Colônia Santa Marina
Em Botucatu, a presença japonesa se estabeleceu inicialmente na região do Distrito de Vitoriana, e em seguida, entre o final da década de 50 e início dos anos 60, a comunidade japonesa adquiriu uma área, hoje denominada Estância Santa Marina. “O vendedor dessa área chegou a comentar pela cidade que havia vendido aos japoneses um areial improdutivo, mas anos depois a terra havia sido trabalhada e já dava uma espécie de pêssego muito valorizada no País. Aqui também cultivamos uma fruta chamada de Ume, e todos os anos era realizado o Festival do Ume, uma grande festa”, acrescenta Hida.

As vantagens dos orientais que chegaram ao Brasil após os primeiros navios são o conhecimento e experiência. “Eles já sabiam o que iriam encontrar no país e onde deveriam ir para conquistar seus objetivos”, coloca.

A necessidade de se resgatar a cultura japonesa no Brasil
Ao chegar ao Brasil, muitos orientais passaram a adotar os hábitos e costumes brasileiros,
deixando de lado a cultura milenar do Japão.

“Muitos vieram para cá com a ânsia de lucros e acabaram deixando de lado a cultura. Algumas famílias não se preocupam com isso, mas a grande maioria pensa em deixar para os filhos a herança cultural do Japão”, explica o médico Milton Massato Hida, da Associação Botucatuense da Cultura Japonesa.

Para suprir essa carência, um grupo de 10 descendentes assumiu o compromisso de preparar uma cartilha sobre a cultura japonesa.

O trabalho toma como base uma série de 10 artigos preparados pelo “Centro Brasileiro de Língua Japonesa”.

“Esse material foi publicado originalmente em japonês. O nosso trabalho está sendo a tradução para o português e a adequação da linguagem para tingir um público mais amplo, chegando a todas as idades”, explica.

A cartilha deverá ser distribuída nas Escolas de Língua Japonesa do Brasil, entre elas a Associação Botucatuense de Cultura Japonesa.

“Queremos transmitir às crianças que estão nas escolas japonesas parte de nossa herança cultural”, finaliza.

Bauru tem 464 benefícios do Bolsa Família bloqueados

Assessoria de Imprensa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Em relação às informações veiculadas pela imprensa sobre bloqueio de 1.500 benefícios do Bolsa Família no município de Bauru (SP), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) esclarece que o número total de sanções aplicadas no município, por descumprimento das condicionalidades de saúde e de educação exigidas pelo programa, é de 1.386 benefícios. O número, referente ao mês de dezembro de 2007, diz respeito às etapas pelas quais o benefício passa até que seja definitivamente cancelado: advertência (317 benefícios), bloqueio (464 benefícios), primeira suspensão (283 benefícios), segunda suspensão (160 benefícios) e cancelamento (162 benefícios).
As sanções, estabelecidas pela portaria nº 551/05, são gradativas, isto é, quando a família deixa de cumprir com as suas responsabilidades pela primeira vez, ela recebe uma notificação, em forma de advertência. Mantendo o descumprimento, é feito um bloqueio de 30 dias. Neste caso, o beneficiário pode sacar o valor no mês seguinte, acumulado. Se o descumprimento continuar, há suspensão por 60 dias, sem que o beneficiário possa receber retroativamente. Com a reincidência haverá uma nova suspensão por mais 60 dias, sem direito a saque. Após esse período, se porventura a família continuar a não cumprir as condicionalidades, o benefício será cancelado.
As penalidades ocorrem por etapas para permitir que os gestores municipais busquem as famílias que não estão cumprindo as contrapartidas, consideradas as mais vulneráveis. O objetivo do Ministério não é cancelar ou suspender o Bolsa Família, mas fazer com que os beneficiários freqüentem a escola, mantenham a vacinação infantil em dia e que as gestantes façam o pré-natal. Somente a melhoria na situação educacional das crianças e nas condições de saúde vai interromper o ciclo de pobreza das futuras gerações.
O acompanhamento das contrapartidas pelos municípios é fundamental para garantir o acesso da população pobre aos serviços de saúde e educação e um importante mecanismo de inclusão social.
O município de Bauru tem 8.443 famílias inscritas no programa; o Estado de São Paulo tem mais de um milhão de famílias beneficiadas.

Mais de 40 mil pessoas conseguiram emprego em 2007 pelos PATs

Do site do Governo do Estado de SP

Por meio dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs), vinculados à Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, 43.752 pessoas conseguiram emprego na capital e na Grande São Paulo entre os meses de janeiro e novembro do ano passado. O número é 29,4% superior ao registrado no mesmo período de 2006.

Os PATs da região metropolitana que inseriram maior número de candidatos no mercado de trabalho foram os de Itapevi (6.145 pessoas), Santana de Parnaíba (4.862) e Barueri (4.654).

O PAT faz intermediação entre empresas que precisam de mão-de-obra e profissionais que procuram emprego. Presta os serviços gratuitos de inscrição para o seguro-desemprego e emissão de carteira de trabalho e mantém o Programa de Apoio à Pessoa Portadora de Deficiência (Padef).

Existem 205 PATs em São Paulo, 22 estão na capital. O número de atendimentos por mês em todo o Estado é de aproximadamente 46 mil.

Os trabalhadores interessados devem se cadastrar pessoalmente em um PAT. Osdocumentos necessários são RG e carteira profissional. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

SERVIÇO

Endereços dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) estão no site da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (www.emprego.sp.gov.br).

Rapaz é encontrado morto a facadas em Itatinga

Do site Itatinga News

Leandro Daniel dos Santos, 23 anos, amasiado, morador em Itatinga, foi encontrado morto ontem por volta das 22h30, atrás do cemitério. De acordo com registro policial, um pessoa (voz masculina)telefonou anonimamente para o 190 da Polícia Militar, narrando que três indivíduos arrastavam um homem, que gritava: “ Tê, não faça isso comigo”.
Em seguida, segundo o denunciante, ele viu os três saírem do interior de uma chácara da imediação, e que reconheceu um deles como sendo o “Tê”, e que um deles estava com a roupa suja de sangue.
Imediatamente os policiais militares Pedro, Bunder e Gilberto, dirigiram-se ao local indicado e acabaram encontrando o corpo de Leandro Daniel, com perfurações de faca no pescoço, abdômen e na região da virilha.
Dois delegados de polícia – Celso Olindo e Geraldo Franco - da DIG/Botucatu e equipe de trabalham em Itatinga para elucidar o caso.