janeiro 14, 2008

Governo do Estado faz concessão 1.500 km de rodovias

Da assessoria do governador

O governador José Serra (foto ao lado) apresentou nesta segunda-feira, 14, os detalhes da nova fase do Programa de Concessões de Rodovias. Serão concedidos cinco novos lotes, que somam 1.500 quilômetros. O modelo assegura que as vencedoras do processo serão as empresas que apresentarem menor tarifa de pedágio. As concessionárias deverão investir R$ 9 bilhões nas rodovias Dom Pedro I, Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon e Raposo Tavares. Devem realizar também a manutenção de estradas vicinais interligadas a esses corredores viários. O modelo prevê ainda que todas vão desembolsar um valor de outorga fixo, num total de R$ 2,1 bilhões.

Do total de investimentos, 7,9 bilhões serão aplicados diretamente pelas empresas em um relevante conjunto de obras para essas rodovias. Ao todo, serão duplicados ou implantados novos 382 quilômetros de rodovia. Também serão construídos 153 quilômetros de marginais, 382 quilômetros de acostamentos, mais 55 passarelas e 221 novos trevos e alto retornos. “É um investimento nas próprias rodovias. Para que se tenha idéia, o investimento por quilômetro dessas cinco novas concessões supera em 44% o investimento por quilômetro previsto nas concessões federais feitas recentemente”, disse o governador José Serra no começo da tarde de hoje na capital.

Inovação

Serra chamou a atenção para uma novidade com relação ao processo de concessões adotado pelo governo paulista. “O aspecto novo é que uma parte dos investimentos, cerca de R$ 1,1 bilhão, será empregada na manutenção de mil quilômetros de estradas vicinais”, explicou Serra. As concessionárias é que deverão realizar a manutenção das estradas vicinais”, disse Serra durante a coletiva de lançamento das novas concessões, ao lado do vice-governador Alberto Goldman, e dos secretários estaduais Bruno Caetano (Comunicação) e Mauro Arce (Transportes).

Outra característica do modelo paulista é a obrigação das empresas vencedoras pagarem uma outorga ao governo pelo direito de operar as rodovias. Com isso, o estado deve arrecadar R$ 2,1 bilhões, que serão aplicados nas estradas paulistas sem viabilidade econômica para concessão. O montante garantirá a manutenção do alto padrão de qualidade em toda a malha viária.

“Os investimentos totais por quilômetro/ano das concessões são da ordem de R$ 200 mil. Na esfera federal, das licitações recentes, o valor é de aproximadamente R$ 140 mil. Ou seja, temos um investimento mais alto do que a modelagem federal”, observou Serra.

Benefícios

As obras chegarão a 94 cidades, beneficiando diretamente uma população superior a 18 milhões de pessoas. É o caso da duplicação da via de acesso que liga os municípios de Jundiaí a Itatiba, da construção da terceira faixa da rodovia Dom Pedro, do prolongamento do Anel Viário de Campinas até a Rodovia dos Bandeirantes e, posteriormente, até o aeroporto de Viracopos e de trechos da rodovia que liga os municípios de Campinas, Monte Mor e Capivari e da rodovia do Açúcar entre Salto, Capivari e Piracicaba.

De acordo com a Artesp (Agência Reguladora do Transporte do Estado de São Paulo), responsável pelo processo de concessão, somente após o cumprimento dos investimentos em recuperação de pavimento, sinalização horizontal e vertical, poderá ser iniciada a cobrança de pedágio. A estimativa é que esse processo dure de seis meses a um ano, conforme a via concedida.

Entre as melhorias previstas para essa fase estão a instalação de telefones de emergência, monitoramento com câmeras, criação de bases do SAU (Sistema de Auxílio ao Usuário), mecânicos treinados à disposição dos motoristas, equipe de paramédicos para primeiros socorros, serviços de remoção com guinchos e construção de bases da Polícia Militar Rodoviária.

O valor dos pedágios será definido com base no preço máximo de R$ 0,10 por quilômetros, tarifa quilométrica atualmente em vigor no estado de São Paulo. Vencerá a concessão a empresa que oferecer o menor preço, abaixo desse limite.

Qualidade

Com esse lote, o governo dá um novo passo na direção de elevar a qualidade das estradas paulistas, que já são as melhores do país, segundo pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes). O mais recente levantamento apresentado pela entidade, divulgado em novembro, apontou que 18 das 20 melhores rodovias do país são de São Paulo. “Queremos que as rodovias melhorem no Brasil inteiro e que em São Paulo continuem melhorando”, concluiu o governador.

O Programa de Concessões, iniciado há dez anos, já alavancou recursos da ordem de R$ 16,8 bilhões. Desse total, R$ 8,4 bilhões foram investidos em obras de ampliação e duplicação de 710 km de estradas; 130 km de novas rodovias; obras de recapeamento e construção de faixas adicionais, viadutos e 120 passarelas em 3,5 mil quilômetros de rodovias concedidas.

Simultaneamente, o governo do estado está promovendo o maior programa de revitalização de estradas do Brasil, o Pró-Vicinais, que tem o objetivo de recuperar a malha viária e permitir o escoamento da produção das cidades paulistas. Só em 2007, o governo do estado anunciou investimentos de R$ 1,2 bilhão no programa, beneficiando 4.500 quilômetros de estradas.

5º Curso de Verão do Instituto de Biociências de Botucatu

Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista realizará, de 11 a 16 de fevereiro, a quinta edição do Curso de Verão do Instituto de Biociências de Botucatu (IB-Unesp).

“Manipulação de ácidos nucléicos: do DNA ao produto gênico” será o tema abordado no evento, promovido pelo Departamento de Morfologia do IB-Unesp.

Entre as atividades propostas estão práticas laboratoriais e palestras direcionadas a pesquisadores e estudantes das mais diversas áreas da biologia molecular.

Mais informações: www.ibb.unesp.br

Lígia Minetto: o trabalho dedicado à evangelização

Texto e fotos: Flávio Fogueral
Entrevista originalmente publicada na edição 75 do Jornal Mulher


Difundir a palavra de Deus é um desafio, um dom reservado para quem aceita uma missão. Lígia Maria Coelho Minetto aceitou o desafio e há quase 10 anos se tornou pastora evangélica.
Natural de Botucatu, Lígia se formou em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agronômicas, da Unesp, em 1994. Nunca exerceu a profissão, sendo que trabalhou como funcionária pública durante três anos no Fórum do Trabalho, onde se afastou em 1997 para, ao lado do marido, o pastor Narcizo Minetto Júnior, iniciar uma nova missão, estando à frente da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo. A igreja tem uma média de 300 fiéis e é car
acterizada por ter casais como pastores. Foi inclusive, fundada por uma mulher, Valnice Milhomens Coelho, que atualmente é a presidente da congregação. Além da evangelização e cultos, Lígia também atua com a igreja em trabalhos sociais no Jardim Santa Elisa, um dos bairros mais carentes de Botucatu, onde levam a palavra de Deus às crianças da região. Também desenvolvem projetos educativos e de ensino profissionalizantes às comunidades carentes. Lígia é uma das 10 mulheres que aceitaram a missão de levar a palavra de Deus à comunidade, como ela mesma define. Atualmente é membro do Conselho de Pastores e Igrejas Evangélicas de Botucatu. Através da entidade, as igrejas evangélicas têm demonstrado uma integração maior das diversas congregações que a compõem. Na entrevista que a pastora concedeu ao Jornal Mulher, Lígia ressalta que a Igreja Evangélica está cada vez mais presente na comunidade nos dias atuais, devido à união de pastores e pelo fato da base que compõem a fé ser a mesma. Relata ainda os motivos que a fizeram se converter, em 1996 e a fundar com o marido a igreja Nacional, localizada na região central de Botucatu. Declarou ainda que tanto a mulher quanto o homem se completam em todos os aspectos.

Desde 1996 você se dedica ao trabalho de evangelização ao se tornar pastora na Igreja Nacional. Quais foram os motivos de se transformar em pastora?

Sempre desejei fazer mais pela comunidade. Foi um processo natural este desejo em ensinar e pregar a palavra de Deus, em estar ao lado de meu marido nesta missão.


No início, quais foram as maiores dificuldades enfrentadas neste trabalho de evangelização?

Uma das maiores foi a timidez e também o preconceito que enfrentei inicialmente, por ser mulher. No começo achava que somente meu marido atuaria como pastor e eu apenas o auxiliaria. Mas foi algo que tive que romper, com a timidez. E isso foi uma prova deci
siva, a de romper as próprias limitações.

Atualmente, no meio evangélico, percebe-se muitas mulheres à frente da igreja, sendo pastoras inclusive. De que maneira você avalia este crescimento e quais os desafios que elas terão de enfrentar neste trabalho de evangelização no século XXI?

O preconceito é o principal desafio. Tanto o homem quanto a mulher tem esta capacidade de atuar em todas as áreas, com exceção em alguns aspectos físicos, por ela ser mais frágil, mas intelectualmente quanto a outras características, eles se completam, inclusive no ministério pastoral. Vejo que o homem necessita da ajuda da esposa, de uma mulher. Assim como ela também precisa dele. Os dois têm pontos de vista diferentes, sob ângulos distintos. Deus fez o homem e a mulher para se completarem mutuamente. Inclusive no campo espiritual.


Além do trabalho, a mulher carrega muita responsabilidade familiar e social. É possível conciliar toda essa carga e estar à frente de uma igreja?

A mulher precisa saber dividir as atividades. Ela não pode se esquecer de sua família, da casa, se dedicar completamente à igreja. Precisa saber dividir as coisas, assim como o homem. Ele atua no campo de trabalho e precisa saber dividir este tempo com sua casa e também com a igreja. Por ou
tro lado, pelo fato de ser mulher, ser mãe, isso facilita e auxilia no trabalho pastoral, pois ela vai falar coisas que ela já vive. A presença dela, na família, ao trabalhar, auxilia nesse aspecto.

Há algumas décadas houve uma fuga das pessoas das igrejas, em qualquer religião. No entanto, vemos que de alguns anos para cá o cenário mudou e há um interesse maior pela fé. Como você avalia esta situação?

Vemos um mover de Deus em todos os lugares. O homem tem percebido esta necessidade de voltar a se encontrar com o Espírito Santo. Tudo tem se dificultado. A sociedade em si está mais complexa e está muito mais difícil de se viver hoje do que há alguns anos. A violência aumentou e há esse vazio dentro do coração do homem que é maior, por causa dessa degradação da sociedade. Então ele passa a ver a necessidade de que precisa buscar Deus.


Você já sofreu algum tipo de rejeição da comunidade pelo fato de ser pastora?

A comunidade teve uma boa aceitação. Nossa fundadora (da Igreja Nacional) é mulher e, com relação aos fiéis, não houve nenhum tipo de problema. Mas ainda existe, no meio evangélico, certas restrições, conceitos, que têm caído ao passar dos anos.


E quais seriam tais restrições?
Há igrejas que não aceitam a presença da mulher em alguns postos, como o de pastora. No máximo se tornam missionárias ou cantoras. É o que acontece em algumas congregações. Mas isso tem sido rompido de uma forma muito rápida. Muitas igrejas novas têm pastoras e uma participação muito grande das mulheres.


De que maneira avalia o fato de igrejas que promovem verdadeiros ‘espetáculos’ para difundir a palavra de Deus? Há um certo exagero neste tipo de evangelização?

Tem-se usado meios incorretos para se levar a palavra de Deus aos fiéis, usar esses artifícios, esperando retorno financeiro. Jesus nunca falou sobre isso, ele simplifica a palavra, de como prosperar em todos os aspectos. Não concordamos muitas vezes com a forma como são colocados os ensinamentos da Bíblia, como se fosse um mercado. Não é dessa forma que tem que ser levada a palavra para a comunidade.


Em algum momento sentiu-se melhor preparada e motivada para pregar a palavra de Deus?
Sinto esta motivação em evangelizar todos os dias. O que mais me motiva é pregar o Evangelho, falar de Jesus para as pessoas e as verem se integrar com seus ensinamentos. Ver a vida transformada, as pessoas que receberam o Evangelho e que decidiram seguir as palavras sagradas. E isso me motiva muito, ver a pessoa ser tocada por Deus.


Do contrário, teve algum momento em que achou que seria difícil continuar com a missão de evangelizar?
Não tive um momento em que decidisse parar de evangelizar. Tive situações de dificuldades, tensos, que abrangiam desde pressões a cansaços. Mas nada que me fizesse parar com o trabalho, que já é algo que faz parte da minha vida.


Antes de iniciar este trabalho frente a uma igreja protestante, você e seu marido faziam parte de uma comunidade católica. Como ocorreu esta conversão de ambos e decidiram pela fundação da Igreja Nacional, em Botucatu?

Isso aconteceu com o passar dos anos. Tive uma experiência de novo nascimento quando entregamos a vida realmente a Jesus. Tanto que isso começou em 1986, quando participei de grupos de estudo da Bíblia. Primeiro foi na faculdade, após as aulas, onde haviam pessoas evangélicas e católicas, mas fui conhecendo melhor a Bíblia. Depois passei a fazer parte de uma comunidade católica, aqui em Botucatu e busquei levar pessoas da faculdade junto, nessa busca pelo conhecimento da palavra de Deus. Tanto meu marido e eu participávamos de reuniões na comunidade católica quanto na de grupos evangélicos, por causa de nossa amizade com muitas pessoas. Com isso, fomos vendo algumas coisas, que não concordávamos dentro da Igreja Católica. Foram anos até que saíssemos da Igreja, que aconteceu em 1995. Nesse período se formou um grupo de jovens e com o passar dos anos, percebeu-se que era hora de seguir um caminho.


Anteriormente à participar do grupo, em 1986, você se considerava uma pessoa religiosa?

Minha família era de origem católica e fui criada dentro da religião. Mas era uma jovem normal com relação à religiosidade, participava das missas e cumpria os ritos da Igreja por causa da família, mas nada que ressaltasse. Meu envolvimento era normal. Meu primeiro encontro com Cristo foi dentro, quando entreguei meu coração, foi dentro da Igreja Católica.


Você também é integrante do Conselho de Pastores e Igrejas Evangélicas de Botucatu, onde atua como secretária da entidade. Qual é o trabalho desenvolvido pelo COPIEB?
Meu marido foi eleito presidente do Conselho em 2006 e nesta mesma data assumi a secretaria. O trabalho da entidade considero muito importante pois tivemos a oportunidade em estar com outros pastores, em orar, buscar alternativas e desenvolver eventos juntos, mostrar que a Igreja Evangélica é um corpo só; pode ter várias placas, denominações, formas de apresentar o Evangelho, mas ela é um corpo. A base da fé é a mesma. É muito importante este trabalho do Conselho dos Pastores para que realmente o Evangelho possa ser divulgado.

A Igreja Evangélica, como um todo, teve um crescimento em Botucatu?

Sim, justamente por causa disso. Primeiro porque ela teve um crescimento em todo o mundo como um todo e em segundo porque não são mais grupos isolados, cada um desenvolvendo suas atividades. Existe uma unidade, com ajuda mútua em obras sociais, nas orações.


Qual mensagem deixaria para as mulheres, independentemente de religião?

Para as mulheres digo que elas têm valor. A pessoa que mais as valorizou foi Jesus, em uma época em que as mulheres eram colocadas à parte da sociedade e ele as colocava como algo importante. A primeira pessoa para quem ele apareceu quando ressuscitou foi uma mulher. A primeira evangelista foi uma mulher. Poderia ter sido um homem, mas ele foi aparecer para ela, por causa do amor que tinha, por estar ali, para cuidar do corpo. Quando Jesus a colocou em um grau de importância, foi para que as mulheres se dessem o valor verdadeiro que têm. Digo para que as mulheres se respeitem, que elas são amadas, valorizadas.

Inscrições abertas para o cursinho da FCA

Texto: Flávio Fogueral

O Cursinho Pré-Vestibular organizado por universitários da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp-FCA para alunos carentes está com inscrições abertas para seu processo seletivo nesta segunda e terça-feira, dias 14 e 15.
Os interessados devem efetuar a inscrição para a prova na Livraria Nobel, na Avenida Dom Lúcio 647, em frente à Libanesa. O valor da taxa será de R$ 10.
O exame de seleção acontecerá no dia 24, a partir das 14 horas na Central de Aulas, no câmpus da FCA, no Lageado. As aulas começam no dia 3 de março.
Informações podem ser obtidas através do telefone (14) 3811-7191 (Marcos) ou através do e-mail cursinhofca@fca.unesp.br.