janeiro 03, 2008

Prefeitura adquire imóvel para instalação de projeto educacional

Secretaria Municipal de Comunicação - Botucatu

O prefeito Antonio Mário Ielo assinou na tarde desta quinta-feira, dia 3 de janeiro, a escritura de desapropriação de um imóvel que irá abrigar projeto da Secretaria Municipal de Educação.
A residência foi adquirida da família do escritor
botucatuense Alcides Nogueira. Além do prefeito, estiveram presentes na assinatura da escritura, os sete irmãos proprietários do imóvel. O prefeito Antonio Mário Ielo ressaltou o interesse da Prefeitura em adquirir a residência, que foi construída em meados dos anos 30. “É uma casa antiga, mas muito bem conservada e com uma localização excelente. Não pretendemos reformá-la, iremos apenas restaurar algumas partes, como as janelas. É um ótimo lugar para abrigar o projeto que queremos desenvolver”, disse Ielo. A casa será utilizada e adaptada para atividades de história, cultura na área educacional para crianças e adolescentes no Ensino Fundamental. A iniciativa agradou a família do escritor. “Essa casa pertenceu à nossa família por mais de 50 anos e saber que agora ela será utilizada para atividades voltadas à cultura é muito bom, tanto para a nossa cidade, como para toda a minha família. Estamos felizes com essa iniciativa da Prefeitura”, afirmou Alcides Nogueira. O imóvel, que foi adquirido por R$ 310.000,00, está localizado na Rua Cardoso de Almeida, nº 555, Centro.

Barduco: 'Eu corri mais com a cabeça do que com as pernas'

Por: Géro Bonini / Diário da Serra
Do site Área Esportiva


Aos 31 anos, 16 deles correndo a tradicional corrida de São Silvestre no último dia de todos os anos, o botucatuense Marildo José Barduco alcançou, na última segunda-feira, 31 de dezembro, sua melhor colocação.
O atleta de Botucatu ficou na 5ª posição, completando os 15 km da prova no tempo de 47 minutos e 36 segundos. Barduco foi o segundo melhor brasileiro na corrida, vencid
a pelo queniano Robert Cheruiyot.
De volta a Botucatu, Marildo Barduco espera que o resultado na 83ª Corrida Internacional de São Silvestre traga um maior reconhecimento, principalmente pelas pessoas que administram o esporte na cidade. O fundista, que conta com o patrocínio da Montevérgine, Raia 4 e Expande Corretora, corre pela cidade de Piracicaba por não receber apoio da Prefeitura de Botucatu.

Após tantos anos disputando a São Silvestre, você terminou a prova entre os cinco melhores colocados, o segundo melhor brasileiro, como está se sentindo?
É muito gratificante isso, tudo é fruto do meu trabalho. Em 2006 fiquei entre os 15 melhores e agora fui o 5º colocado. Entrei preparado, disputei competições fortes antes da São Silvestre e obtive bons resultados. Estava fisicamente e psicologicamente pronto para subir no pódio.

Mesmo com toda essa preparação, quando você sentiu que poderia chegar entre os primeiros da prova?
Quando estava subindo a Brigadeiro (Avenida Brigadeiro Luís Antônio) alguém gritou que eu era o 8º, então faltando 1 quilômetro para o final dei uma arrancada e passei mais dois atletas e avistei um queniano (Gatheru Daniel Ndiritu). Nesta hora pensei, agora é a minha chance de subir ao pódio, não posso desperdiçar. Fui para cima do queniano e consegui essa façanha de ficar entre os cinco primeiros da São Silvestre, que acredito ser inédita para nossa Região.
Esta foi a maior edição da São Silvestre, com 20 mil inscritos, como foi a prova?
O clima estava muito quente, no 9º quilômetro muitos atletas já estavam exaustos, a temperatura estava em 36 graus. Essa era uma prova para correr pelo resultado e não pelo tempo. Eu corri mais com a cabeça do que com as pernas.
Como foi o ano de 2007 para o atleta Marildo Barduco?
Foi um ano muito bom. Venci mais de 30 provas em 2007. Entre provas de renomes apenas no Estado eu ganhei a 10 km Nike, a Corrida do Centro Histórico, Duque de Caxias, Santos Dummont e a Volta da USP, além do 4º lugar na Corrida do Gonzaguinha, da 5ª posição da São Silvestre e as medalhas que conquistei nos Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior, por Piracicaba (dois ouros nos Regionais, nas provas dos 5 mil e 10 mil metros e prata nos Abertos, na prova dos 10 mil metros).
Ao que se deve esse bom desempenho?
Sou um atleta que treina e não que fica falando muito. Não tenho condições de fazer preparação na Colômbia ou em Campos do Jordão como outros corredores. Aqui sou só eu, meu treinador (Emerson Nunes) e meus patrocinadores.
Você é o principal nome do atletismo de Botucatu, pensa em voltar a correr pela cidade?
Essa é minha maior mágoa. Recebo o apoio de Piracicaba para correr por eles, mas nunca recebi uma proposta de Botucatu. Acredito que agora irão me olhar com outros olhos, após a São Silvestre até o Secretário de Esportes (Nivaldo Ceará) me ligou. Se Botucatu fizer uma proposta e for boa, é claro que corro pela minha cidade, mas sou profissional e tenho minha família para sustentar. Se igualarem o que ganho em Piracicaba, eu corro por Botucatu com certeza.
O que o torcedor brasileiro, em especial o botucatuense, pode esperar de você para a edição da São Silvestre deste ano?
Agora a responsabilidade aumenta muito. Vou continuar treinando forte, espero conseguir novos patrocinadores, que possam ajudar ainda mais na minha preparação, para que eu consiga manter esse bom nível e melhorar a colocação no pódio.
Com 31 anos, mais de 16 dedicados ao atletismo, já pensa em se aposentar?
De modo algum, agora que eu estou começando correr.