dezembro 08, 2007

MS/Saad vence nos pênaltis e conquista a Copa do Brasil

O time de futebol feminino MS/Saad é o grande campeão da I Copa do Brasil de Futebol Feminino. O time venceu o Botucatu Futebol Clube na disputa dos pênaltis. O jogo terminou com o placar de 5x4.
Botucatu abriu o placar com um gol Olímpico de Rafinha, aos 22 minutos do segundo tempo, minutos depois Daniela Alves empatou a partida, levando a competição aos pênaltis.
O Gol de Daniela foi marcado graças a uma cobrança de pênaltis, provocado por Rafaela, mesma jogadora que marcou o primeiro gol da partida.
Daniela Alves, Bia, Andréia, Bruna e Bárbara conseguiram marcar todos as cobranças para o MS/Saad. O Botucatu Futebol marcou gols de pênaltis com Daiane, Renata Koki, Adriane e Fabiana.
A tristeza do time botucatuense se deu com a defesa da goleira Vanessa que agarrou a bola chutada por Grazielle.
A partida aconteceu no sábado, 8, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
O terceiro lugar da Copa do Brasil ficou com o São Francisco/BA, que venceu o Benfica/MG por 5x4, disputa que também foi definida nos pênaltis.
O jogo estava programado para começar às 17h10, mas teve atraso de aproximadamente 50 minutos, devido à forte chuva forte que caiu em Brasília.
No final do tempo regulamentar a jogadora Formiga, do MS/Saad, passou mal e teve que receber cuidados médicos.
Ambos os times tem em suas escalações várias atletas que participaram da Copa do Mundo realizada este ano na China.

Garoto de aproximadamente 10 anos fica preso em livraria na avenida Santana, em Botucatu

Renato Fernandes

Um garoto de aproximadamente 10 anos ficou preso cerca de 4 horas em uma livraria localizada na Avenida Santana, próxima à escola Domingos Minicucci Filho, Industrial, Em Botucatu.
Segundo o empresário que prefere não se identificar, pouco antes da loja ser fechada por volta das 18 horas, um rapaz de aproximadamente 17 anos, entrou no estabelecimento para pedir dinheiro, o empresário se negou a contribuir.
Após o rapaz ir embora, um garoto de aproximadamente 10 anos entrou no estabelecimento com pedido semelhante. O empresário se negou novamente a contribuir, e apesar da recusa o garoto continuou na loja, em atitude suspeita.
“Avisei que íamos fechar o estabelecimento e que ele tinha que se retirar”, disse o empresário.
Segundo ele, o garoto saiu, mas retornou em seguida, furtivamente e entrou sem ser percebido por uma porta lateral do estabelecimento.
“Uma de minhas funcionárias chegou a ver ele entrando, mas não teve tempo de me avisar”, disse.
Como de costume o proprietário da livraria saiu pela mesma porta lateral, e a trancou por fora deixando o garoto preso na loja.
A suspeita do empresário é que o garoto pretendia na verdade retirar uma chave de emergência que fica na porta da livraria e passar para o rapaz que havia entrado anteriormente no estabelecimento para pedir dinheiro, ou então abrir a porta para que ele entrasse.
“Acontece que a porta tem duas chaves, a que eu tranco a loja, por fora, não é a mesma que fica na porta, o lado de dentro. Não irei procurar a polícia, mas tenho pena do garoto que na verdade é uma vítima e precisa receber atenção”, finaliza.
Para sair da loja o garoto quebrou um vidro e chamou por socorro, atraindo a atenção da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e do Conselho Tutelar.
Informações dão conta que o pai da criança deverá ser chamado para dar explicações na DDM. Dados não oficiais informam que a criança estava sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar.

Discussão de trânsito acaba com agressão a menor

Renato Fernandes

Por volta das 23h30, de sexta-feira, um menor de idade, que estava no banco de passageiros do veículo Ford Focus, dirigido por José Luiz Nunes, foi agredido na face com um capacete e foi socorrido ao Hospital Sorocabana de Botucatu.
Segundo informações prestadas pelo condutor do Focus, a agressão teve início em uma discussão de trânsito.
De acordo com ele um veículo Gol o ultrapassou e impediu a sua passagem dando um ‘cavalo de pau’, motivando assim uma discussão entre os condutores.
Em seguida, chegou uma moto e o motorista do Gol entrou na discussão e agrediu o menor com o capacete.
O garoto teve ferimentos graves, e momentos após a agressão não conseguia nem ao menos falar. A vítima foi levada ao PS do Hospital Sorocabano.
O caso aconteceu na Rua Tenente João Francisco, nº 525, em Botucatu.

Mãe e filho são atropelados por motocicleta em avenida

Renato Fernandes

Por volta das 19h30, de sexta-feira, Josiane Aparecida Venâncio, 27 anos, e seu filho André Ricardo Venâncio, foram atropelados por uma motocicleta Honda, preta, de placas DNR 6722, conduzida por Rafael Antônio de Abreu, 27 anos.
Segundo o B.O - Boletim de Ocorrência, Josiane e André, tinham acabado de sair de um supermercado da cidade de Botucatu e ao cruzar a avenida Leonardo Villas Boas, altura com o nº 2884, foram atropelados.
Todos os envolvidos no acidente foram socorridos pela unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhados ao PS da Unesp.

Obras de Tomihiro Hoshino serão expostas no Museu de Arte

Renato Fernandes

O artista plástico Tomishiro Hoshino, apresenta aquarelas e poemas em Botucatu, na exposição “Arte e Lição de Vida”, que permanecerá aberta para visitação pública entre os dias 22 e 25 de janeiro no MAC - Museu de Arte Contemporânea Itajahy Martins.
O artista é considerado um exemplo de vida. Hoshino vem mostrando ao mundo como o esforço e a boa vontade podem mudar completamente a vida de uma pessoa e transmitir, aos mais pessimistas, equilíbrio emocional e esperança de viver, trabalhar e servir à coletividade de um modo geral.
Tomihiro Hoshino nasceu em Godo, Azuma-mura, Seta, Província de Gunma-Japão. Formou-se em Educação Física pela Universidade de Gunma.Tornou-se professor de Educação Física, mas um acidente danificou seriamente a sua medula, tirando-lhe os movimentos do pescoço para baixo.
Só então ele começou a pintar e escrever, segurando o pincel com a boca, ainda internado no Hospital Universitário de Gunma. Sua primeira exposição aconteceu em Maebashi, cidade da Província de Gunma. Depois de deixar o hospital, casou-se com Masako. A exposição de suas obras alcança a marca de um milhão de visitantes.
Recentemente ele apresentou uma bem sucedida mostra em Brasília e na cidade de Tupã.

A mentira em cena no Teatro Gino Carbonari

Renato Fernandes

O Teatro Gino Carbonari apresenta nos dias 16 e 17 de dezembro, em sessões às 20 e 20h30, respectivamente, o espetáculo “Reflexões sobre a Mentira”. De acordo com o dramaturgo Aléssio Di Pascucci, o espetáculo é uma colagem de diversas cenas teatrais cujo foco da ação dramática está
na mentira. “Esse espetáculo vai levar ao público o resultado de discussões e improvisos sobre o conceito moral da verdade”, explica Pascuci. A produção tem em seu elenco atores de teatro do 2º semestre desse ano. Ingressos custam R$ 5. Informações pelo telefone: (14) 3815-8293. Exposição - Pascucci, que também atua nas artes plásticas, está com a exposição Des-Fotos, aberta para visitação na Livraria Espaço Alexandria. A exposição já passou em diversos espaços da cidade, entre eles O MAC - Museu de Arte Contemporânea Itajahy Martins, Galeria da Artistas S/A, Livraria Nobel, Café Caruso e Mezzanino Bio-Arte. A obras também permaneceram durante um determinado período no Café Erika, na Alemanha.

Oito grupos se apresentarão no Festival de Bandas da Drum Shop

Renato Fernandes

A escola de música Drum Shop vai realizar no domingo, dia 9 de dezembro, no Café Iguana, um Festival de Bandas a partir das 15 horas.
Segundo o responsável pela escola e organizador do evento, Tico Vilela, o festival terá duração de aproximadamente seis horas.
“São todas bandas da casa, onde boa parte dos integrantes são alunos da Drum Shop”, explica.
O festival contará com um corpo de jurados formado por profissionais da música e convidados gabaritados para a função.
“O primeiro colocado receberá como prêmio quatro horas de gravação em um estúdio profissional”, antecipa.
Filantropia - Vilela lembra que no final de novembro a Drum Shop promoveu sua tradicional audição de final de ano, evento que troca o ingresso por um brinquedo usado, em bom estado.
“O resultado da audição foi ótimo. Conseguimos arrecadar em torno de 500 brinquedos, parte deles serão doados para uma entidade do Monte Mor e o restante será distribuído entre as crianças do bairro da Mina”, explica.
Ele acrescenta que o festival de bandas é uma forma de contemplar alunos de música que tem preferência pelo rock.
“A audição é um evento onde os alunos interpretam vários estilos e esse ano optamos em realizar uma outra atividade apenas com o rock”.
Informações pelo telefone (14) 3815-4454. (RF)

"A televisão passa a ser o único entretenimento que o brasileiro tem"

Texto/foto - Flávio Fogueral


Alcides Nogueira é um filho de Botucatu, como ele mesmo gosta de falar. Não esconde a emoção de lembrar-se da cidade e de quem vive nela. Tanto que faz questão de homenagear pessoas e citar a cidade sempre que possível em suas obras, seja com personagens, ou com lugares.
Nascido em Botucatu, em 28 de outubro de 1949, Alcides Nogueira sonhava em ser diplomata. Decepcionou-se logo com o Itamaraty por não concordar com o Governo Militar. Decide então concluir sua graduação em Direito e especializa-se em Direito Autoral.
Sua primeira peça teatral "A Farsa da Noiva Bombardeara" é escrita em 1977 e logo lhe rende problemas com a censura. Anos depois seguem seus primeiros sucessos como "Lua de Cetim" e a adaptação para os palcos de "Feliz Ano Velho". Atualmente recebeu o prêmio Shell pelo espetáculo "Pólvora e Poesia".
Estréia na televisão com textos para programas educativos e também para episódios do programa Caso Verdade. Em 1984, em parceria com Walter Negrão, escreve a novela "Livre para Voar". Como co-autor
é responsável pelas novelas "Direito de Amar (1987)", "O Salvador da Pátria (1989)", "Rainha da Sucata (1990)", "Deus nos Acuda (1992)", "A Próxima Vítima (1995)", "Torre de Babel (1998)", "Força de um Desejo (1999)", "As Filhas da Mãe (2001)". É autor ainda de "O Amor Está no Ar (1997)", e das minisséries "Um Só Coração (2004)" e "JK (2006)", ambas em parceria com Maria Adelaide Amaral.
Apesar da longa e premiada carreira, Nogueira diz que detesta estréias. "Só vou porque sou obrigado", diz, onde enfatiza que costuma sentar-se na última fileira. Diz que mesmo sendo uma ‘pessoa da televisão’, raramente a vê. Sua preferência de programação são filmes e também os noticiários.
O dramaturgo diz ainda que escrever para o teatro se torna mais especial principalmente pela liberdade com a qual o autor pode ter em criar e levar suas idéias, longe da pressão que há na televisão.
Em rápida conversa,o autor botucatuense abordou desde temas como a televisão até detalhes de seu novo trabalho, o remake de 'Ciranda de Pedra', novela da Rede Globo que deve estrear em junho de 2008.
Em sua palestra, você abordou temas voltados à televisão e ao teatro na atualidade. Qual o motivo principal em escolher este tema?
Alcides Nogueira- Não
seria bem uma palestra, é uma conversa aberta entre todos os presentes. Acredito que hoje a televisão, mais do que o teatro, (que tem uma função mais restrita, mas que não é menos importante que a televisão) tem um nível de penetração na vida do brasileiro impressionante. Dados do IBGE mostram que ela atinge 97% dos lares brasileiros. Um país tão pobre, carente e sujeito a tudo o que se sabe, com grandes dificuldades em todas as áreas e até em termos de cultura e acesso a ela. Acontece que a televisão passa a ser o único entretenimento que o brasileiro tem. Acho que quem faz televisão, que é o meu caso, tem uma obrigação, quase que moral, de fazer dela um veículo para que a pessoa possa receber um pouco mais de educação, de informação. Enfim, ter uma participação ativa como cidadão.
A TV é um produto de massa, com uma abrangência quase que total no país todo. Em sua opinião, como dramaturgo, por que a novela atrai tanto aos
brasileiros?
AN- Exatamente porque a TV é o único entretenimento que o brasileiro tem acesso. Ele não tem dinheiro, infelizm
ente, para ir ao teatro e cinema, para comprar um livro. Mas um aparelho de televisão ele tem. Então ele liga e passa a ter esse entretenimento.
Em 2008 a Globo planeja o remake de 'Ciranda de Pedra', de sua autoria. Como será esta nova versão e o que se pode adiantar sobre esta nova novela?

AN- É uma nova adaptação de um livro famoso de Lígia Fagundes Telles, pois já h
ouve uma primeira adaptação em 1981, feita por Teixeira Filho e agora a minha terá um enfoque diferente, seguindo o tema do livro. Mas a maneira como a história será abordada é diferente. A novela estréia dia 2 de junho e já estou escrevendo, trabalhando nela. A direção da novela será de Denise Saraceni e Carlos Araújo, que são dois diretores fantásticos. A história se passa em São Paulo no ano de 1947 e aborda o caso de uma mulher com distúrbios mentais e emocionais muito sérios e a relação dela com o marido e seu médico. Agora não temos elenco ainda, pois é muito cedo para se falar nisso. A única coisa que sabemos é apenas a data de estréia.
Em muitas de suas obras, onde se incluem novelas e textos para o teatro, sempre há uma homenagem a
Botucatu. Em 'Ciranda de Pedra' essa tradição será mantida?
AN- Com certeza haverá, mas não posso adiantar ainda qual será. Mas garanto que será uma bela homenagem.
No teatro você recebeu o prêmio Shell pela peça Pólvora e Poesia. O que representa este prêmio e o que lhe é mais prazeroso escrever, textos para o teatro ou televisão?
AN- São dois veículos totalmente diferentes. Acho que o prazer é o mesmo. Mas no teatro você tem sempre uma possibilidade muito maior de se soltar pois não há a pressão comercial, do Ibope, de uma grande emissora, nada disso. O teatro acaba sendo aquele local onde você pode transformar uma arena em debate de idéias, coisa que na TV nem sempre você consegue. Agora, receber prêmio é muito bom, mas chega uma hora em que nosso trabalho é mais importante que qualquer premiação e isso se torna conseqüência da dedicação do nosso trabalho.
Quais os momentos marcantes de sua carreira que gosta de destacar?
AN - No teatro, foi quando escrevi Lua de Cetim, que tem muito a ver com o interior, que eu gosto muito e que na verdade é de onde venho. A peça fez muito sucesso em São Paulo sendo premiada. Outro momento que gosto muito de recordar, na televisão, foi quando fiz 'Um Só Coração', em 2004, com Maria Adelaide Amaral, que era uma minissérie que abordava todo o tema dos modernistas e também São Paulo que é uma paixão que tenho, porque tem muita coisa cultural e tudo isso vale a pena.